Voltaire ajuda

Voltaire ajuda

domingo, 30 de julho de 2017

30 de julho de 2017.

Hum, escrevi besteira outra vez. O que posso fazer? Como diria o personagem de O Apanhador no Campo de Centeio, “mas naquela hora era verdade”! Mas eu devia ter sido mais diplomata em minhas palavras. Devia ter sido. Mas guardar essas coisas dentro da gente não faz bem.
Mas este blog de meia tigela ainda é o melhor lugar para eu lutar a minha Batalha de Vimy. Apenas preciso achar outras matérias primas para transformar em palavras aqui. Só isso.

E cadê a fotos? Eu não sou um fotógrafo?
- Você tira as fotos e a gente depois nunca mais as vê!
Pergunta para aquele casal esperando os primeiros filhos se eu demorei a entregar as fotos deles, pergunta! Mas eles me pagavam! Posso ser ruim da cabeça, mas eu sei o que o mundo acha mais importante que o amor. E o cara do time de futebol? As fotos ficaram em 20 reais e o cara não apareceu até hoje para buscar elas!
Merda! Mas é verdade: eu demoro a publicar as fotos. Todo mundo reclama. E como eu gosto de corresponder ao que de pior dizem de mim! A inércia interna torna fácil e eu acho que é vingança aos que me criticam. Burrice dos outros e burrice minha.

Esta tocando a versão estendida de “It´s my life”, do Talk Talk, de quase sete minutos.
Coisa gostosinha. Voltei a ser feliz. Vou apertar o “repeat” para ver se consigo alcançar o éter e o sublime.

Antigamente, até os anos de 1980, as aulas nos colégios tinham 50 minutos, pois este era o tempo máximo que crianças e adolescentes podiam manter a concentração numa mesma matéria e tal. Anos de 1980, ok? Oh, as aulas ainda tem 50 minutos de duração?! Mas que coisa, héin? Oh, oh!
Todo mundo andando na rua escutando música e navegando pela internet.
Pessoas que sentam em um restaurante, e antes de arrumar a própria cadeiras, conferem as conversas no Whatszap.
Pessoas que conversam com você, ao mesmo tempo em que mexem nos aplicativos do celular.
O brinquedo Handspinner que é basicamente algo que gira sem parar enquanto você olha e apenas olha. (Encontre um psiquiatra e pergunte que distúrbio mental tem como sintoma esta hipnose com alvos que giram sem parar. Guarde este nome, você vai ouvi-lo mais vezes nos jornais e revistas.).
E eu apenas observo tudo isso. Como se eu fosse um guarda de fronteira nessa área. Como se eu fosse.

Estou conseguindo dormir mais cedo. Há anos e anos que eu durmo só depois das 24 horas. Uma maneira depressiva e inconsciente de evitar que o próximo dia chegue mais cedo. Eu sei, é difícil de entender. Depois posso tentar explicar melhor.
Agora consigo dormir bem mais cedo. E acho bem mais gostoso. E mágico. E saudável. Até consigo ler antes de dormir e ler na cama é uma das melhores maneiras de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo.

Por que você pediria para um esquerdista assistir a vídeos e ler textos do Luís Felipe Pondé sobre Thomas Snowell, dois nomes da direita?
- Por honestidade intelectual, para conhecer o pensamento oposto ao seu e aproveitar alguma coisa, mesmo que ali tenha pouca coisa a se aproveitar.
Sim, sim, mas eu encontrei outro motivo: pura e singela diversão. Isso mesmo: diversão. Sabia que o socialismo é hegemônico no Brasil e nos EUA? Que as universidades e as escolas estão dominadas? Que os filmes de Hollywood também? Que quem não é de esquerda no Brasil é minoria oprimida?
O discurso de vítima tem muito apelo, pois inspira solidariedade e vontade de lutar batalhas “impossíveis”. É o ouro de Moscou, meu povo! Cuidado!

Ah, a política! De repente lembro-me de um texto que escrevi. Não foi feito para ser publicado sendo originalmente uma troca de e-mails, mas como eu não sou um Lope de Vega ou um Rossini, quando a gente esta com pouca criatividade não pode ficar com esse tipo de frescura. Publico-o, pois ele é bonzinho.
“Meu esquerdismo é mais reativo e emocional, do que doutrinário ou partidário; como um jacobino órfão de sua Revolução Francesa.”
Que seja reativo e emocional sugere que meu esquerdismo é frágil (penso no comentário do irmão do Doutor Jivago sobre este, quando os dois se reencontram já adultos no filme de David Lean). Mas não considero assim, ao contrário. Estou tranquilo que não vou virar um conservador ou um reacionário. Se sempre uma metamorfose ambulante, mas tendo sempre como norte a justiça.

A diferença entre esquerda e direita é um problema fascinante, para qual não tenho respostas finais. Pensando muito sobre isso, cheguei a pensar que a grande bifurcação seja a questão do otimismo. A diferença, mais do que o papel do Estado ou do direito individual, seria uma questão de otimismo em relação ao progresso e em relação à condição humana. A esquerda seria, aqui, mais otimista e os direitistas, diante de propostas de mudanças radicais, seriam mais pessimistas. Mas isso não me pareceu suficiente. Muitos liberais e o pessoal da direita radical, em muitos momentos, também revelam um otimismo em relação ao futuro.

Na última vez que fui a Belo Horizonte, eu ajudei duas mulheres cegas a atravessar avenidas e a pegar os seus respectivos ônibus. Duas vezes, duas mulheres no mesmo dia. Tanto assim é um recorde que me faz lembrar meus tempos de colégio.

Notícias sobre violência nas casas vizinhas. Em menos de um mês foram mais de três casos e dois violentos até para os padrões brasileiros.
Pois é.

Vida é frágil e eu esquentando a cabeça por causa de uma garota que... Ah, deixa pra lá. Saí no lucro: ganhei uma dedicatória bonitinha em uma apostila. Mais do que isso não fiz por merecer. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, tudo jóia?
Escreva um comentário e participe.