Voltaire ajuda

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segunda-feira, 29 de maio de 2017

29 de maio de 2017.

QUEIJO: - Você pode resistir ao chamado que vem do meio das pernas, mas não ao chamado que vem do coração. Não pode evitar se apaixonar inesperadamente. A fidelidade é antinatural.
AMOR: - Tanto quanto a Grande Pirâmide de Quéops. E seu queijo ricota, você esquecestes a lição de Vinícius? Cada relacionamento verdadeiro será infinito.
QUEIJO: - Diante da falta de confiança em cada novo relacionamento e diante de uma traição, isso dificilmente servirá de consolo.
AMOR: - Mas você procura consolo ou procura a verdade?

E a Samarco venceu: a mineradora voltará a funcionar em Mariana. Nem precisou mudar de nome, como o jornalista Eduardo Costa uma vez disse na radio Itatiaia quando a maior tragédia ambiental não tinha completado um mês e tudo parecia contra a mineradora. Mas segura dos 15 mil empregos que tem nas mãos diante de uma cidade sem alternativas, peitou os tribunais, enrolou o máximo que pode, fez meia dúzia de reformas “mixurucas” em prol do meio ambiente, pagou um “tiquinho” das inúmeras multas impostas e etc. e tal.
E o Ministério Público de Minas Gerais esta se sentindo como a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sentiu logo após os ataques do PCC.
Provavelmente o resto das multas será paga de maneira “indireta”, ao longo de anos, por meio de benefícios aos seus funcionários pobres, algumas creches para os filhos dos funcionários e moradores da região; e outras migalhas que parecem reluzir como “ouro”. Mas não são ouro.

Ei ei, computador computador! Eu ligo e depois reinicio, reinicio, reinicio e reinicio até o computador de 2007 “pegar no tranco”!
Não sei até quando eu e o computador conseguiremos resistir. O plano é comprar um computador novo apenas no ano que vem. Vou sentir falta do Windows XP, que não para poucos entendidos foi o melhor sistema operacional que a Microsoft já criou.

Qual é a verdadeira vantagem de escolher o Bem em vez do Mal? É a mais pura aborrecência: você rema contra a maré das multidões, contra as leis injustas (a maioria, como ensina o anarquismo?), contra o azar, a preguiça, o universo, contra tudo e contra todos. Você escolhe o Bem por grito, por raiva e protesto. No século XXI você só pode ser uma pessoa boa com sangue fervendo e olhos crispados? Parece que sim.
Não faz muito sentido, faz?

Minha fama de ateu malvado iria para o brejo se vissem como eu escuto “Santa Clara Clareou”, de Jorge Ben e “Sweet Lord”, de George Harrison, sozinho em meu quarto.
Não sou ateu, eu sou agnóstico, eu não tenho certeza se Deus existe ou não. É que a primeira frase lá em cima perderia o seu efeito poético se eu escrevesse “agnóstico” em vez de “ateu”. Entendem? Me perdoam? Primeiro o lirismo, depois o resto. Primeiro a beleza, depois a verdade. Estou errado ou certo, Anatole France?
Acho que já escrevi algo parecido aqui neste blog. Vou conferir. Morro de medo de me repetir. Limpar esgotos, assinar a revista Veja ou trabalhar com jornalismo policial ou jornalismo de colunismo social; tudo bem; mas ser um artista e se repetir? Nunca! Cruz credo!

Tédio. Tédio é algo terrível, devora e desrespeita o tempo e o tempo é um dos tesouros mais preciosos do humano. Graças a minha incompetência formidável, a minha vida de fotógrafo não é tediosa. Dá-lhe, dá-lhe fotos e fotos desfocadas! Espero em breve usar motivos melhores para que minha vida de fotógrafo fuja do tédio.

“Pescador de ilusões” (The Fisher King, Terry Gilliam, 1991).
Eu amo este filme. Simplesmente amo. Por Júpiter, como eu amo este filme! Mais que “Cinema Paradiso” (Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore, 1988)? Talvez, talvez.
Uma vez este filme de Gilliam passou na tevê e eu estava com uma vontade tremenda de ir ao banheiro, sentindo uma daquelas dor de barriga de te partir ao meio mesmo; mas eu consegui me conter. Por amor. O amor pode tudo.

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