Voltaire ajuda

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terça-feira, 23 de maio de 2017

23 de maio de 2017.

Quantas vezes o prefeito João Dória já deu entrevistas ao Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes de Televisão, nas últimas semanas? 2018 mesmo, héin? Impressionante! Mas a estratégia é inteligente sim: se Dória vencer a Cracolândia ele chega a Brasília em 2018. Muita gente ainda torce o nariz para o Bolsonaro, que como é de um partido pequeno vai ter que se complicar para conseguir apoio de um monte de partidos pequenos. Dória já é de um partido grande.

Mas a Bandeirantes não morre de amores apenas pelo Dória, também gosta do Temer. “Não é pelo Temer, é pelas reformas que o Brasil precisa!”; “A quem interessa um Congresso e um Brasil paralisado pela oposição?”; “Logo agora que a economia esta começando a respirar desde a maior crise desde os tempos da pedra lascada, vocês querem botar fogo em tudo? Olhe a responsabilidade para com o país! Olhe como a bolsa de valores sofreu na última semana!”; “A gravação foi editada e esses delatores são uns bundões!”; é a mensagem subliminar (e nem tão subliminar, em se tratando de jornalismo daquela emissora) transmitida desde a semana passada pelo Jornal da Band.
Rodrigo Maia vai segurar os pedidos de impeachment o máximo que puder e as manifestações ainda estão bem fracas. A gente esta chocado, mas também cansado. Temer tem experiência e sabe o que faz, já deve ter até um plano Z. rs rs O cara é muito forte. Agora, um pedido de impeachment da OAB nacional tem um peso danando tem.

Não era um maribondo qualquer que estava sendo devorado por aquela aranha. Era o maribondo que fez uma casinha de argila naquela corda fina que fica na cortina. Qual o nome daquele trem? Esqueci. A parte mais frágil da cortina inteira e o maribondo inventa de fazer uma casa para ele justamente ali! Ele fez e se trancou lá. Por meses. Sei lá, vai ver ele gostou de algum documentário do Discovery sobre ursos polares e cismou de hibernar também. Aí quando ele sai do casulo cai na teia da aranha, ele  é devorado. E é sempre bom lembrar que o veneno da aranha é para paralisar, ou seja: o cara é devorado... Entenderam, não é?
Como todo animal humano,  igual a quem me lê agora, sou instintivamente hábil em criar símbolos e significados. Eu estava triste e tinha que dar um jeito de me consolar. Imaginei que a aranha que devorava o maribondo era também o maribondo que devorava a aranha, que não havia morte ou nascimento e que a vida era na realidade um rio que ninguém sabia de onde vinha e nem para onde vai. E pronto. Pensamento meio oriental e meio filme “Contato” (Contact, Robert Zemeckis, 1997), aquele com a Jodie Foster. 

Memória afetiva é algo poderoso. Poderoso demais. Da até um frio na espinha se pensar direito nisso.
Eu simplesmente não consigo encontrar uma versão de “O Molvavia”, de Smetana, que me agrade. Simplesmente porque todas são diferentes do registro que meu pai botava para tocar naquele disco de vinil que a gente escutava quando eu era criança.
Sempre acho que tocam esta música de Smetana muito rápido. Ela tem que ser tocada mais lentamente, mas parece que quanto mais afamado é um maestro, mais ele sofre de ejaculação precoce na hora de reger a orquestra.
Smetana foi internado em um hospício injustamente. Se viesse parar aqui, nos dias de hoje, ele ia pedir para ser internado! Olhe o que estão fazendo com a música dele, ô Caracas!


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