Voltaire ajuda

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domingo, 21 de maio de 2017

21 de maio de 2017.

Consegui atualizar o meu Digital Photo Professional, o programa que uso para editar fotos. Coisa boa, pois a versão que eu tinha é de 2013. Não sei se atualizei tudo que podia, mas as mudanças que consegui me agradaram bastante.

E foi relativamente fácil, até usei um programa que descompacta arquivos. Achei que nunca saberia usar um desses programas que descompacta arquivos. Mas foi só preciso um pouco de coragem e intuição para mexer no trem. É bom lembrar que os bobos sempre são maioria no mundo, de modo que essas coisas sofisticadas tem que ser feitas para nós também. Essa coisa de descompactar arquivos é meio “mágica”.

As mudanças foram que agora eu tenho mais estilos prontos de imagens e o filtro para tirar fotos em HDR (High Dinamic Range). Os estilos prontos de imagens são legais, mas eu perco uns 6 segundos para “abrir a janela” onde estão os novos estilos e testá-los. Uns seis segundos para testar cada um dos seis, todas as vezes é bastante tempo. Se eles estivem no mesmo lugar dos antigos estilos prontos, me pouparia bastante tempo. Os estilos são: Nostalgia, Clear, Twilight, Emerald, Autumn Hules, P-Studio e P-Snapshot. Cada estilo pronto é útil, a partir deles a gente pode fazer modificações na fotografia. Assim como com o filtro HDR.

O filtro HDR é famoso. Lembro-me que muitas vezes eu via fotografias na internet e parecia-me que havia uma semelhança anormal entre todas aquelas fotografias. Eu associava essa semelhança a algum programa de computador, provavelmente o todo-poderoso-e-popular PhotoShop, que a fotógrafa ou fotógrafo com certeza usou. Mas era principalmente esse filtro HDR.
Seria interessante explicar o que ele faz. Bom, digamos que ele mostre detalhes onde tem sombra e onde tem claridade demais na foto, mas faz isso de uma maneira “forçada”: a fotografia fica parecendo um desenho, com muito relevo e um “misterioso véu rubro”.
Desculpem-me o “misterioso véu rubro”, mas é que eu não sei explicar essa mudança de saturação que o filtro HDR produz na foto, e é coisa importante para mim pois é justamente para mim o seu pior defeito. A questão do relevo para mim não é problema, adoro relevo nas fotos desde que li uma pequena biografia de Michelângelo há muito tempo.
Comecei usando muito o filtro HDR, mas depois parei e só uso ele de vez enquanto. Gostei disso, pois fiquei com medo de ficar “viciado” nesse filtro para fotografias. Para ser sincero, esse filtro HDR só é bom mesmo para mim para ajudar depois que eu decido que determinada fotografia vai ficar em preto e branco, e mesmo assim só as vezes.

Fiquei mais de um mês sem editar fotos. Tive meu frequente momento de “perda de gás”. Difícil lutar contra isso. Falta de concentração, perda de vontade; fortes inimigos!

Vou mandar imprimir mais cartões de fotógrafo. Preciso mais de serviços. O casal que estava esperando os filhos gostou das fotos minhas, não sou um profissional tão imprestável assim.

Um interessante dilema: a calça cheia de urina atrapalha a publicação de uma foto cheia de beleza e humanidade? Não dá para publicar aquela foto dos dois simpáticos bêbados, apesar do pedido de um deles. É que o amigo dele, como eu disse, estava em um estado degradante. E adeus aos sorrisos e olhares brilhantes, apesar de tudo. Mas se eu fosse um jornalista em serviço e se fosse durante uma tragédia natural tipo enchente ou vulcão com feridos? É real, aconteceu e não era apenas eu que estava vendo. As pessoas tiram fotos de mendigos e mendigos são pessoas em estado degradante. É... Um interessante dilema.
Mas decidi não publicar a foto. Fiz uma entrevista com um alcoólatra, na época da faculdade, e ele me disse depois que foi essa entrevista que o fez vencer o vício. Isso é com certeza a única coisa que preste que eu realizei em toda a minha vida, mas não posso esperar que uma foto tenha um efeito semelhante caso ela causasse alguma polêmica.

Já foi dito que apesar de tudo, e bota muito “tudo” aqui, o Brasil e os Estados Unidos tem muita coisa em comum. Assim como eles nós somos um povo violento e temos uma história violenta. E barris explosivos “sociais” esperando só a sua vez, também existem lá e aqui; de modo que é sempre útil encontrar formas para pacificar as coisas. De várias maneiras, inclusive as bobas e alienantes. Seria o caso dos filmes de Hollywood que contam e recontam o passado estadunidense de maneira maniqueísta e gloriosa? Talvez, pois a arte é algo que sempre vai ultrapassar classificações sociológicas e políticas: um filme alienante pode fazer sim um líder desabrochar na plateia do cinema.
No Brasil, por sermos um país muito pobre, em vez de filmes temos novelas da Globo. Recentemente temos a “Novo Mundo”, uma novela que conta os primeiros anos do reinado de Dom Pedro Primeiro. Como bom crítico de tevê eu só assisti uns 20 minutos e já acho suficiente para fazer julgamentos absolutos: mulheres com decotes suculentos, a personagem feminina da Princesa Leopoldina é a personagem principal (o seu sacrifício é maior e ela não perde o sorriso e a fé), o Dom Pedro é a caricatura-modelo de um político brasileiro (malandro, mas sempre com bom coração), um negro alfabetizado que trabalha como jornalista libertário, direitos para o povo indígena, liberdade para os escravos, paralelos manhosos com a política atual (o príncipe que sofre um “golpe” dentro da lei...) e etc. Não me levem a mal, eu admiro o conteúdo engajado da novela e realmente acho que pode funcionar. A questão é que também pode não funcionar. Mas a fé é importante, então vamos acreditar; como a Princesa Leopoldina também acredita.

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