Voltaire ajuda

Voltaire ajuda

terça-feira, 14 de março de 2017

14 de março de 2017.

Horizonte e Regra
As feministas nos exigem muito, assim como os ecologistas. A reação da oposição a eles é quase sempre estúpida, mas é preciso ficar atento para os momentos em que o horizonte prometido desaparece e na nossa frente e na nossa garganta existe apenas mais uma regra.

Crises
Se bem que falar que a coletividade esta em crise, a família esta em crise, a política esta em crise parece ser um refrão eterno. É bem possível que em uma tribo africana, em tempos imemoriais, os anciãos ficassem frequentemente consternados diante do comportamento irresponsável dos jovens do grupo. A solução na época e hoje é a mesma: muito diálogo e empatia.

Futuro do Feminismo
Qual é o futuro do feminismo? Expandir e se firmar mais me parece óbvio, mas há dois pontos talvez esquecidos aqui. Recuperar parte da espiritualidade perdida, pois grande parte das vitórias do feminismo foi de cunho mais materialista. Mas isso não é um grande problema, pois os seres femininos sempre foram muito íntimos das forças espirituais do mundo e o pouco que se perdeu vai ser facilmente recuperado.
A outra parte do futuro do feminismo é mais complicada: ajudar os homens heteroafetivos a se encontrar. Ajudar quem ficou quase um século meio às escuras vai ser meio complicado. Não pode ser simplesmente uma coisa de ajudar nas tarefas domésticas e não ter mais vergonha de chorar, não é só isso. É mais. Mais complicado.

Traduz, p*!
O Lima Barreto, assim como o Luís da Câmara Cascudo, adora uma citação em língua estrangeira em seus textos. E a Editora Nova Aguilar, assim como a Global Editora para o Cascudo, não traduz. Não vou interromper a leitura, o jeito é anotar a lápis e depois pedir ajuda ao Bing Tradutor quando eu estiver na internet.

Cigano
Sair de casa. Solidão por solidão, a que já tenho pelo menos tem o verde e o silêncio. Mas o gosto varia; então isso não é justificativa. Tenho que pensar seriamente nisso. O apertamento esta caindo de podre, mas o segredo é este: não é para eu ficar lá, eu para eu estar fora sempre. Este é o segredo! Eu poderia pensar: “não tenho casa, apenas um lugar para dormir”. 8 ou 80 para mim sempre, apenas sendo um cigano eu conseguiria sair.

Trabalho
Editando as fotos do casal.
Então isto é o trabalho? Eu faço, eu agrado e eu recebo dinheiro. Isso não é trabalho.
Não faço tudo que posso, não agrado o suficiente e eu não recebo uma fortuna. Isso é o trabalho!
Então tudo bem. Apenas lamento que não tenha ninguém aqui para me chamar de adulto.
E eu estou conhecendo gente interessante, visitando as casas dos outros. Sempre que entro na casa de um estranho eu me lembro da gatinha da Claire Danes no seriado Minha Vida de Cão: “Entrar na casa de uma pessoa é como entrar em outro país.”

A HISTÓRIA DO BRASIL POR IGLÉSIAS – Com dois livros quase prontos, é o único historiador brasileiro em publicação da Unesco. Por Alécio Cunha. (Hoje em Dia, 29 de janeiro de 1997).
O governo de um intelectual como o sociólogo Fernando Henrique Cardoso não acrescentou muito?
O Fernando Henrique deixou-se levar pelo poder. É um homem que tem colocado a arrogância acima de qualquer coisa. E nesta história da reeleição, podemos ver o que esta acontecendo. É como se os problemas do Brasil deixassem de existir e o único assunto pertinente seja reeleição. Tenho receio do que isto poderá causar.
O senhor teve convívio com o presidente?
Participei de várias bancas examinadoras de teses acadêmicas com ele. Era um homem inteligente, mas hoje eu não o respeito mais.”

Livros do Francisco Iglésias citados na reportagem:
A parte final de Trajetória Política do Brasil,
História da Historiografia Brasileira,
Um livro de memórias, com um caráter mais literário e
História e Ideologia.
Desses livros, apenas o último foi publicado. Eu acho, pois conheço pouco o Francisco Iglésias. Li um texto dele sobre Joaquim Nabuco para a antologia Intérpretes do Brasil (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2002). Nesta época ele já estava morto e o texto que era sob encomenda foi substituído por outro mais antigo dele sobre Nabuco. Foi bonito ler na pequena nota explicativa do coordenador da antologia, Silviano Santiago, este trecho:
Sua presença nesta antologia pareceu-nos indispensável.
Caracas!, será que alguém algum dia vai escrever algo parecido para mim?
O livro da Unesco a qual a reportagem do Alécio Cunha se refere é o monumental História Geral da Humanidade. Acho que este livro não tem tradução para o português, apesar de aqui na biblioteca pública de Rio Acima eu já ter visto o História Geral da África o que indicaria que o primeiro pode ter tido uma tradução sim. Tenho que conferir. É uma boa desculpa para visitar o site da Unesco Brasil.

VOCÊ TAMBÉM É LIBERAL – João Mellão Neto (Veja, 19 de novembro de 2003).
“Ser liberal é saber que somente pela livre opção dos consumidores, como pela livre concorrência entre os produtores, é que se dá o verdadeiro progresso, obtido com produtos e serviços cada vez melhores, oferecidos a preços cada vez mais baixos.
É vedar ao Estado o direito de estabelecer monopólios, criar reserva de mercado ou outorgar privilégios a quem quer que seja, sob qual pretexto for.”
“É saber que a verdadeira igualdade é, isso sim, a igualdade de oportunidades . E esta só se dá pelo acesso garantido a todos , sem discriminações, a serviços eficientes de educação, saúde, segurança e justiça.”

Então óbvio, o Brasil não é um país liberal. E quem é? Nos Estados Unidos o governo federal ajudou demais bancos que fizeram besteiras em meados da década de 1990, sob a maravilhosa justificativa de “redução de danos”. E agora o presidente estadunidense Trump fala em protecionismo econômico. Então o liberal pode falar o que um socialista soviético com certeza falava: “é uma questão de tentar e tentar...”
Esperança. E é bom falar em esperança, pois o artigo de Mellão Neto tem uma carga religiosa bem pesada, mas que os trechos que selecionei não demonstram.

Citações no pedaço de papel amassado
Aprendamos a viver juntos como irmãos; caso contrário, vamos morrer juntos como idiotas. – Martin Luther King.
Nenhuma liberdade para os inimigos da liberdade. – Marat.
Na batalha do homem com o mundo, não é o mundo que toma a iniciativa. – Bachelard.
Citações feitas por Albert Jacquard em Filosofia para Não Filósofos (Editora Campus / Elsevier, 2004).
“Elsevier”? Tenho que conferir isso na hora de entrar na internet para fazer a postagem no blog. “Elsevier”? Isso é lá nome de editora? Me parece nome daquele maestro brasileiro que fez muito sucesso no exterior nos anos de 1960 e 1970.
Não li este livro de Jacquard, apenas passei os olhos por ele. Eu estava na biblioteca onde minha mãe fez faculdade de ArteTerapia, há muitos e muitos anos. Não sei como o papel pequeno em que fiz essas anotações não se perdeu.
Um dos livros que minha mãe teve que ler para fazer o curso de ArteTerapia era o Poder do Mito, de Joseph Campbell e Bill Moyers. Sequestrei o livro de minha mãe e assim conheci o Campbell. E assim minha vida nunca mais foi a mesma.

Whatsapp
“Leite longa vida acaba com a gente, político com nome de animal marinho fala em comício para milhares de pessoas que nem Jesus Cristo o impediria de ganhar em 2018, nasce o anticristo em maternidade, use boné para que não copiem o código de seu cartão ao digitar, chá de planta é melhor que remédio milionário, polícia vai entrar em greve amanhã então não saia de casa, tudo da câncer,  Mega-Sena é mentirosa e etc e etc”.
Eu não tenho WhatSapp, mas a minha mãe tem e no WhatSapp de minha mãe todo dia é dia do fim do mundo.
Impressionante. Eu fico chocado. Quem ganha ao estimular o medo e a mentira?

Victor solitário
“Tornem os homens felizes, eles hão de ser melhores.” – Victor Hugo.

Outro papelzinho, mas desta vez não há origem da citação. Mas não preciso de justificativa para convidar aqui o mais celebrado dos escritores franceses.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, tudo jóia?
Escreva um comentário e participe.