Voltaire ajuda

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segunda-feira, 13 de março de 2017

13 de março de 2017.

Estímulo
À minha direita esta o Prosa Seleta, uma antologia dedicada à Lima Barreto feita pela Nova Aguilar. Comprei este livro com o dinheiro que já ganhei como fotógrafo e deixei-o aqui bem perto do mouse do computador, justamente para que ele servisse de estímulo a este serviço tão difícil que estou fazendo agora. A ideia é boa, mas não esta sendo tão eficiente quanto eu pensava.
Tive um mês para fazer este trabalho, mas foram tantos imprevistos que sobraram poucas horas. Que raiva!

Escola sem Partido
Comecei a discussão, no FaceBook, com um defensor do projeto “Escola Sem Partido” confundindo banqueiros com bancários, o que ele usou contra mim por duas vezes em suas respostas. Mas dei a volta por cima ao desafiá-lo a citar o nome de um livro didático que ele aprova e o nome de alguma escola que ele também aprove.
Perguntei por que sabia de antemão que ele dificilmente citaria um nome, preferindo a posição mais cômoda de apenas criticar e apontar o dedo; mas também perguntei por que tinha o desejo sincero de conhecer o que afinal esse pessoal do “Escola Sem Partido” gosta. Mas o sujeito não me respondeu.
Fiz as perguntas em três ocasiões e ele não me respondeu, disse apenas que existiam “milhares de bons exemplos” de escolas e livros didáticos. Mas nomes mesmo ele não citou. Ele acabou apagando toda a longa discussão, ao apagar o primeiro comentário dele a um link de uma reportagem que tinha originado toda a discussão que até envolveu outras pessoas no FaceBook. Ao apagar o seu primeiro comentário, acabou apagando também todas as respostas a ele.
Continuei com uma péssima impressão dessas pessoas da “Escola Sem Partido”, parecendo a mim unicamente uma agressiva reação da direita aos anos de governo do PT e a uma suposta hegemonia da esquerda nas salas de aula. Tudo bem, temos que consertar muita coisa errada que o PT fez enquanto esteve no poder, mas este projeto “Escola Sem Partido” só vai piorar as coisas. E os professores de esquerda ou de direita, tem que ser julgados do mesmo jeito: pela eficiência dos alunos em assimilar a grade curricular.
Se a família do aluno esta bem e se os livros didáticos estão bem e se a matéria esta sendo dada, os professores podem manifestar as suas posições políticas sem causar “estrago”. Ou querem acabar com as conversas informais durante as aulas entre professores e alunos? E se os alunos não gostarem de algum professor, não seria fácil criar uma sabotagem usando como justificativa a bonita causa do “pluralismo de ideias”?

Compreensão que pesa os ombros
Morrendo de sono. E não terminei as fotos. Um mês, pô! O casal é compreensivo, mas isso só piora as coisas para mim. Um mês, pô! Arght!

O Professor de Nossos Filhos – Claudio de Moura Castro (Veja, 14 de julho de 1999, página 21)
“Não se contamina pelo pessimismo dos outros. Em vez disso, cria uma ilha de otimismo em torno de si.”
“Tem sempre expectativas positivas acerca de seus alunos. Já foi demonstrado que os alunos fracassam quando o professor acha que vão fracassar. Portanto, não os culpe pelo fracasso, pois só atrapalha.”
Um educador a ser conhecido: Bernardo Toro.
Imagino que a questão não seja a meritocracia versus “professores bonzinhos”, e sim como deixar claro a famílias e alunos que todo o processo é razoável e justo. Passar de ano não é o paraíso e repetir o ano não é o inferno, e sim são consequências necessárias à caminhada de determinado estudante. Acho que deve ser por aí.

É possível reduzir imposto, dizem analistas - Marcelo Billi (Folha de S. Paulo, 11 de março de 2005)
Você aumentou as obrigações de estados e municípios e ao mesmo tempo aumentou os repasses que estados e municípios enviavam ao Governo Federal. O Brasil é meio centralizado e meio federalizado e duplamente pesado. (Inspirado emEduardo Giannetti)
Um orçamento federal que é todo acorrentado e juros obrigatoriamente altos, uma contradição que Brasília não demonstra estar disposta a solucionar. (Inspirado em Luiz Gonzaga Belluzzo)
“Para o Banco Mundial, na comparação com outros exemplos, o Brasil tem programas estritamente assistenciais (como Bolsa-Família) menores do que vários outros países.” – Fernando Canzian.

A IMPLOSÃO DO BANCO DA RAINHA – Como um rapaz de 28 anos destruiu em três semanas uma casa bancária com 232 anos de glórias. (Veja, 8 de março de 1995)
“Em 1989, ao entrar na Barings, tinha sido apenas caixa de outro banco inglês. Três anos depois, foi mandado a Cingapura para trabalhar como funcionário subalterno de um ramo novo e explosivo do mercado mundial conhecido como derivativos, nome sob qual se esconde uma gama enorme de contratos em que ganha ou se perde dinheiro apostando no comportamento futuro da bolsa de valores, da taxa de juros ou mesmo do valor das moedas. E menos de um ano, (Nicholas William) Leeson tornou-se subchefe dessa unidade, a Barings Futures.
Nos contratos com derivativos pode-se apostar, por exemplo, que em agosto a taxa de juros nos Estados unidos estará menor do que hoje ou que o preço do barril de petróleo no porto de Roterdã, em setembro, terá subido dez centavos de dólar.”
Repito os questionamentos do Alan Greenspan que aparece na matéria da Veja: como tanto poder e dinheiro em tão pouco tempo?
Isso aí tudo foi em 1995. Não sou economista, mas sei que na década de 1980 algumas coisas loucas parecidas com essa do Leeson-Barings também aconteceram. Como estão as coisas em 2017? Alguém aposta?

O cão chupando abacate
Barulho vindo do mato. É o Bingo, o cachorro da família, trazendo algo em sua boca. O que é? Ainda não consigo ver. Só pode ser um rato.
Não, é um abacate. O nosso cachorro gosta de abacate. Mas que um cachorro goste de lamber um abacate verde caído no chão é o de menos, surpreendente é a expressão dele séria ao carregar a fruta.

Os Bons cedem
Gilberto Dimenstein cedeu e o Leandro Karnal também cederam em seus perfis na internet. O primeiro tirou uma bonita fotografia de um casal homoafetivo que se casara em uma sinagoga e o segundo tirou uma fotografia de um jantar em que ele estava na companhia do juiz Sérgio Moro. No primeiro caso quem reclamou foi a direita e no segundo, foi a esquerda. Karnal e Dimenstein não deveriam ter cedido, mas é claro é que é fácil para eu falar isso. A pressão deve ter sido enorme. Parece, não tenho certeza, que no caso do casal homoafetivo as palavras nos comentários foram especialmente violentas.
O Brasil continua vivendo tempos difíceis.

Leituras
Desisti, por enquanto, de ler a Ilíada. É como se fosse um poema longo demais e tudo seja dito de maneira muito indireta. Fica para um futuro próximo.

Estou lendo Capitães de Areia, meu primeiro livro de Jorge Amado. Estou adorando, é uma narrativa clássica no sentido geral e atraente do trem: fácil, fácil e você devora 80 páginas ou mais. 

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