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sexta-feira, 10 de março de 2017

10 de março de 2017.

Acabei mesmo comprando um livro. Mas não foi Proust. Proust e Dostoiévsky ainda vão ter que esperar muito para fazer parte de minha biblioteca pessoal. Tenho livro estrangeiro demais e lido estrangeiros demais. O trem esta desigual, preciso equilibrar. Equilibrar não, tem que pesar um pouco mais para o lado dos meus patrícios. 

Bom, como pelo menos em se tratando do mundo das letras, eu não brinco e tenho alguma sabedoria; o equilíbrio começou a mudar em grande estilo: Prosa Seleta - Lima Barreto (Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2008). O livro estava em promoção, pois a Nova Aguilar esta reeditando todo o seu catálogo e lançando os seus livros em formato grande. 

Conheço Lima Barreto. Já li algumas crônicas selecionadas pela Folha de S. Paulo (Editora Ática / Folha de S. Paulo, São Paulo, 1995) e alguns trechos de seu diário íntimo. Os trechos mais íntimos me impressionaram muito, quando ele falava do seu desejo de ser sábio, de ser reconhecido e que lamentava a incompreensão que ele sofria. Alguma palavras dele realmente ecoavam em meu íntimo. "Só não sou mulato", escrevi a lápis em uma margem há muito tempo. 
Bom, agora o contato vai ser melhor.

Bom, o livro pode ter sido barato mas é para ser o último deste ano. Até eu rio disso e até eu não acredito nisso, mas é para ser verdade verdadeira. Já posso dizer que tenho o básico, agora é reler os de sempre (e eu sempre estou relendo os de sempre) e finalmente ler os inéditos. 

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