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sábado, 14 de janeiro de 2017

14 de janeiro de 2017

As orelhas da Fabiana Murer
O rostinho em perfil de Geneviève Bujold
E a Kalki Koechin
Escolheu Deus para desenhar o melhor pincel.
O PEDREIRO POETA

Presente e Mudanças
Livros doados para a biblioteca comunitária. Estou fazendo uma seleção. De repetente um encontro dramático: eu simplesmente não consigo parar de olhar para um livro. Pego-o o tempo todo, folhe-o-o e leio algumas frases aleatoriamente. Faça isso uma, duas, três... Por todo o longo tempo que fiquei ali organizando os livros. Tenho vontade de morrer, de vomitar, de queimar o livro, meu peito fica encolhido e sinto aquela famosa "dor sem dor". 

Síndrome de Peter Pan - Dan Kiley.
Com 33 anos, morando com os pais e no currículo uma série de frustrações profissionais e afetivas; este livro deve ter sido escrito exclusivamente para mim. É óbvio, não? Sou doente, sou uma criança e pronto. 
Mas sem tanto drama, pois uma das grandes mensagens do último século é justamente que somos todos doentes. Eu, quem esta me lendo, todo mundo é doente de alguma forma. Ou você acha que passaria incólume por um encontro fortuito com algum terapeuta, psicólogo ou psiquiatra? A felicidade, o desejo de mais e mais, quem consegue se olhar no espelho e se dizer "feliz"? Mais um pouco e isso sera considerado crime. 
Mas eu sou um solitário e ficar pensando que todo mundo é doente não consola muito, nem é capaz de fazer nascer em mim um sorriso irônico. O caso, o meu estado de espírito; eu tenho que me "curar" e o resto do mundo que cuide de si.
Então vamos entender a "doença" e a "cura". Pelo que já li do livro de Kiley tudo pode ser resumido em dois pontos:
- Assumir responsabilidades
- Deixar-se tocar pelo mundo

Eu sei que estou fazendo drama, que não sou exatamente um "Peter Pan" e que livros como esses são assim estruturalmente genéricos e tal justamente para assim atrair "leitores que se sentem inseguros e culpados"; mas decidi que quero lê-lo. E como gosto de um "excesso de abstração", o livro de Kiley terá companhia de alguns "livros irmãos". 
Passagens - Crises previsíveis da vida adulta; Gail Sheehy.
A Consciência de Zeno; Italo Svevo.
Os três livros tratam do mesmo tema, por assim dizer.

Um brinde aos doentes!
Esta última doação de livros pode acabar sendo mesmo um presente para eu mudar alguma coisa em mim.

Wagner
Não é qualquer filho da p* que, apesar de tudo, consegue nos fazer ficar de joelhos diante de sua obra artística. 
É incrível, eu não estou conseguindo parar de ouvir A Morte de Siegfried e sua Marcha Fúnebre. O modo "replay" nunca ficou tanto tempo acionado.

Livros, músicas, filmes... É sempre claro para mim que esta minha formação humanista é a minha bússola neste mar que é o viver. Mar nem sempre sereno e feliz.

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