Voltaire ajuda

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

8 de setembro de 2016.

Bertrand Russell em um pedaço
Depois de tanto tempo estou de volta aos “Ensaios Céticos”, de Bertrand Russell. A memória teve, aqui, a ajuda do livro: a capa dura, a “aparência antiga” (o livro e suas páginas parecem-me sugerir um pergaminho milenar do Egito ou extremo oriente), as marcas escuras nas páginas, e principalmente o cheiro que continua o mesmo... Ah, o cheiro! Ah!
Mas chega de sentimentalismos, vamos aos trabalhos.

Acredite apenas quando tiver motivos sólidos, poxa vida!
As escolas e universidades, imprensa, os peritos, as famílias... Bom, teoricamente a coisa parece até razoavelmente fácil. Mas só parece.
Acreditamos muito e sabemos bem pouco.

Bertrand Russell:
1)   Respeitar quando a unanimidade entre os peritos acontecer. Sei que é difícil acontecer de todos os peritos concordarem, mas acontece e aí devemos ser humildes.
2)   Se, por outro lado, os peritos não concordarem e ficarem em meio a uma confusão tremenda; é melhor a gente não sair por aí acreditando na primeira afirmação sobre o assunto. Vamos resistir às seduções que acontecem.
3)   E quando os peritos afirmarem que não há base para uma opinião positiva; o melhor é a gente aqui manter reservado o nosso julgamento.
1 + 2 + 3 = Parece tudo inofensivo, mas essas observações são bem revolucionárias. E afinal, fazer ou propor revoluções não precisa ser sempre algo espalhafatoso.

Russell, em diversos momentos em “Ensaios Céticos”, expõe opiniões lisonjeiras a respeito da China. O livro foi publicado em 1928 e eu não sei explicar essa impressão tão positiva. Talvez seja a famosa moda entre os angustiados ocidentais de sonharem com a calma que há no oriente. Não é exatamente assim, mas a gente entende e simpatiza com o sentimento.

Atacar os que têm opiniões divergentes da maioria das pessoas, isso acontece mesmo e muito. O que é raro é a tentativa de se mostrar que a opinião majoritária seja realmente mais benéfica.

Nacionalismo é uma merda.
Vai dizer o mesmo que você diz em tempos de paz, durante o período que seu país estiver em plena guerra, vai!

O aprimoramento constante é sempre necessário. Somos os juízes de nossos próprios atos, lembremos-nos de melhorar sempre esses nossos julgamentos. É ruim quando nos enganamos quanto aos verdadeiros interesses nossos.

O Lunático + O Amoroso + o Poeta = A imaginação para Shakespeare.
Mas não adianta chorar ao assistir “As Troianas”, de Eurípedes, se você apoia o bloqueio econômico para a Alemanha e a Rússia (hoje diríamos Cuba e Irã), pois é líquido e certo que esses bloqueios econômicos têm um custo social imenso. Custo social imenso é certo, assim como é certo que políticos não mudam de opinião na base de bloqueio econômico e eles sempre dão um jeito de se dar bem em qualquer situação. Sobrou o povo. Lembrando-se disso tudo a gente que essa história de bloqueio econômico tem que ser visto com muito, muito cuidado.

Dengue
A Dengue passou e minha família ficou. Bom, mas os pernilongos também ficaram. Hoje já matei uns 10 ou 20 pernilongos e nem quero me lembrar de como foi ontem. É sério o trem, a raquete elétrica trabalha tanto que o cheiro de queimado fica até forte. Como antes, não temos como saber qual desses pernilongos é realmente perigoso.
Molhando-me no rio Ganges ou sendo iluminado pelos vitrais da Catedral de Chartres, vou tentar imaginar isso tudo para escrever sobre como a nossa vida é frágil e passageira.
Um instante.
Hum...
Imaginei.

Como a nossa vida é frágil e passageira.

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