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domingo, 11 de setembro de 2016

11 de setembro de 2016.

O que mais Artistas e Filósofos podem fazer?
E na elite as coisas não vão bem. Há uma dupla improvável e muito triste morando entre a elite:
Dissolução e Frieza
ou
Desejos Ardentes e o Coração Congelando.
Com uma dupla como essa a enfrentar, tanto os artistas quanto os filósofos se encontram em uma situação delicada.
Veja que o pobre artista tem que se dar por satisfeito se conseguir apenas esquentar igualmente os ânimos: esquentar os corações e aumentar a chama do desejo. Só isso! Só!
Os filósofos, por sua vez, já vão trabalhar com o coração congelando, coisa que, aliás, eles têm em comum com a elite, dizendo não ao mundo eles acabam conseguindo também esfriar a chama do desejo.
Desejos cada vez mais ardentes e um coração cada vez mais frio – combinação terrível. Arrepia. A elite europeia e do mundo todo, hoje século XXI, ainda é assim? E entre as pessoas pobres, como deve ser a temperatura comparada entre desejo e coração?

Uma Armadilha na Cultura
Nem tudo na cultura são flores, há também grandes armadilhas! Um desses perigos Nietzsche nos avisa é ficar viciado em “inquietante desassossego” ao tentar salvar a cultura. E este, como todo vício, impede sua vítima de fazer algo melhor. Mas vamos explicar mais.
Arte! Fazer arte! Fazer algo excelente e também buscar o excelente. Nietzsche recomenda fazer o primeiro e depois o segundo, quando se é um jovem artista. Mas é claro que a gente pode equilibrar e fazer ambas as coisas. Independente da idade. Mas, claro, a prioridade é fazer.

A questão aqui, o perigo aqui, é que na nossa luta pela arte, e falamos aqui da boa arte, a gente não fique gastando energia e tempo a criticar a arte ruim. Uma música, uma escultura que nos gere dúvida a respeito de sua própria qualidade já poderia ser abandonada apenas pela dúvida. É meio radical, admito, mas é claro que a gente deve treinar ter um gosto apurado, para não julgar apressadamente e errado.

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