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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

31 de agosto de 2016.

Deístas Estadunidenses
E Joseph Campbell sempre leva em seu bolso um exemplar de um dos grandes símbolos dos Estados Unidos: o grande selo, aquela grande “pirâmide grande de 4 lados” com uma pirâmide-pirâmide mesmo pequena e com um olho aberto. (Não descrevi o símbolo direito, melhor digitar “um dólar” e procurar este símbolo na internet.).

E Campbell lembra que os grandes fundadores dos EUA eram deístas: não acreditavam na Queda, não acreditavam que os humanos estavam separados assim de Deus; acreditavam, sim, que pela razão trilhando o caminho mais nobre nós estaríamos sempre em comunhão com o divino.

O HOMEM REVOLTADO – Albert Camus.
Livrinho difícil. Gosto de ouvir paradoxos, mas confesso que estou tendo dificuldades. Camus, como ensaísta, não tem a poesia agradável de um Rubem Alves e nem a didática de um Bertrand Russell. Diante desses dois, assim como diante de autores como Luis Fernando Veríssimo e Ruy Castro, podemos devorar dezenas de paginas muito muito antes de darmos conta disso. O jeito vai ser bancar a tartaruga intrépida: destrinchar um parágrafo por vez.

Então vamos aos trabalhos! Camus nos espera! Um homem cujo um dos apelidos era de “o santo sem Deus”, deve ser um homem com alguma pressa.


1951, o nosso mundo do Pós-Guerra é um mundo do crime perfeito, em que a paixão e a lógica se encontram para cometer um crime e em que a filosofia é usada com advogada de defesa deste mesmo crime. Cenário catastrófico, como nós podemos ver. Isso em 1951 e em 2016? Como acho importante este livro de Camus, a tendência seria eu dizer que o cenário de 1951 esta se repetindo, mas isso seria uma avaliação meio sentimental. Não diria que em 2016 a filosofia fosse usada para transformar criminosos em juízes, eu diria que hoje o cenário é tomado por uma perigosa onda anti razão, anti cultura. A ignorância, hoje, é a advogada preferida pelos terroristas do Oriente Médio e fanáticos políticos de todo tipo e não mais a filosofia. Donde se segue que o grande remédio para o nosso mundo de 2016 é saber, saber, saber, ousar saber!

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