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terça-feira, 2 de agosto de 2016

2 de agosto de 2016.

LUANDA COMPROU UM ROUPÃO NOVO.
LUANDA COMPROU UM ROUPÃO NOVO.
O Canal TCM passou ontem a noite o filme “Pink Floyd – The Wall” (Pink Floyd - The Wall, Alan Parker, 1982) e hoje na hora do almoço, foi a vez do canal FX passar o filme “O Clube da Luta” (Fight Club, David Fincher, 1999).
Isso não é acidente ou coincidência.
A Indústria Cultural não pode estar tendo um surto de anarco-apocalipse. É óbvio que isso é uma armadilha preparada pela CIA, M16, Grupo Stern, Nasa, IRA, ETA e etc. Uma armadilha para mim! É; pra mim! Neste exato momento esta todo mundo me vigiando. Vigiando para ver seu eu cometo alguma indiscrição, se eu dou algum passo em falso aqui no blog. Como alguma palavra de ordem, ou um código. Como se eu fosse dar aqui algum pretexto para me jogarem em alguma prisão subterrânea lá na Sibéria ou na Área 51.
Mas o papai aqui é macaco velho e não cai em armadilha rasa e amadora como essa. Não desta vez, Sistema, não desta vez.
LUANDA COMPROU UM ROUPÃO NOVO.
LUANDA COMPROU UM ROUPÃO NOVO.

PEDRAS 1
Pegar pedras, lavar pedras e entregá-las limpinhas para fazerem parte dos muros de contenção dos canteiros da horta. (Pedras sujas de terra não grudam bem no cimento.).
Belo serviço! Ocorre que eu gostei. Amei fazer isso. Fiz o dia inteiro. Amei mesmo.

PEDRAS 2
Mas vocês sabem como as coisas funcionam. O problema é que depois de alguns minutos a minha mente pediu para voar. E a natureza, que adora uma admiração lírica, respondeu prontamente: pedras bonitas e exóticas apareciam sem parar aos meus olhos e mãos.
Uma camada fina de cor diferente me lembrava uma fruta que tinha apenas começado a ser descascada; fiapinhos moles de algo que me parecia um vidro verde; um ovo marrom tinha um olho que era puro vidro enrugado... Vocês sabiam que pedras podiam ser tão lindas?
Eu não. Ou para ser mais exato e justo com a criança que fui: eu não me lembrava. Mas isso é normal: a gente amarra uma gravata em nosso pescoço e sai para o trabalho e esquece que as pedras no chão podem ser admiradas.

ABORRECÊNCIA
FREUD: - Andei analisando alguns textos seus. Diálogos, crônicas, contos, memorialismos, aforismos filosóficos, tentativas de humor, resenhas, textos de divulgação, gritos de socorro e declarações de guerra. Depois de algum tempo eu pude concluir que a sua voz lírica é basicamente a de um adolescente. Um adolescente. Aquela inocência e sonhos ingênuos de uma criança e um pouco de experiências maduras e de algumas leituras um pouquinho mais sofisticadas que a média da população produzindo uma interpretação do mundo ainda sim de curto alcance e de pouca originalidade. Em suma, como mencionado, um adolescente. Você é um adolescente. Alguma coisa aconteceu naquele decênio entre 1997-2007, não sei explicar. Procure um médico de cabeça, tome alguns comprimidos daqueles beeeem coloridos que esse especialista deve te recomendar. Talvez ele te dê de presente uma camiseta branca customizada, cheia de detalhes metálicos. É o que tinha a dizer. Algum comentário?

AMOR: - Vai se f*, seu filho duma p*!

QUEIJO: - Muito queijo com sódio pra você!

OTELO: - Preciso de outra espada. A minha não merece isso. Nem toda a água do Nilo seria capaz de lavá-la depois cortar tão repulsiva carne.

IAGO: - “Deixem o prisioneiro passar uma noite comigo, que o faço confessar que ele é a própria rainha da Inglaterra.”.

FREUD: - Apenas confirmam minhas análises e fundamentam a minha conclusão geral. Eu gostaria de dizer... Desdêmona?

DESDÊMONA: - Um minutinho, querido.

FREUD: - Ma-mais que que isso... A sua bolsa, ela...

DESDÊMONA: - Pronto!

FREUD: - Pela minha coleção de charutos longos e grossos!

DESDÊMONA: - Essa é especial para você, seu austríaco amante da morte e culpa!

(Desdêmona dispara a sua bazuca portátil, que ela carrega sempre em sua bolsa.)

BUM!

(Fim da peça, do teatro, da noite, da chuva e do sol. Só o começo ainda não terminou. Ainda bem!)

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