Voltaire ajuda

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terça-feira, 5 de julho de 2016

5 de julho de 2016.

Uma tia do lado paterno esta com grandes problemas de saúde. Hoje ela já esta melhor, mas ainda estamos todos bem assustados.
Esse é aquele tipo de “evento peneira”, aquilo que faz a gente separar com mais eficiência as coisas de valor e aquelas coisas bobas que temos em nossas vidas.

Eu, assim como todo mundo (imagino), gosto de coisas bonitinhas e fofinhas como filhotes de gatos e cachorros fazendo bagunças, coisas coloridas e sorridentes e blá blá. Essas coisas todas. Mas eu tenho que confessar que essas coisas fofinhas me dão uma grande angústia, pois não consigo deixar de pensar o quanto isso ali é frágil e que eu mesmo posso acabar atrapalhando.

Deve ser esse sentimento que anima algumas pessoas a dizerem, com idealismo trágico, para as crianças aproveitarem o quanto são crianças. Porque quando forem adultas... (A dimensão psicológica e violenta que é um adulto dizer indiretamente a uma criança que não vale a pena tornar-se um adulto, me parece ser algo que escapa a todos. Talvez não haja má intenção, mas apenas um suspiro desesperado na atitude dos adultos que fazem isso.).

O saber educa e assim deixamos de ser selvagens. Mas saber não basta. Não basta erudição e riqueza interior e espiritual, é preciso elegância e esmero no falar e agir.
(Inspirado em Baltasar Gracian).  

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