Voltaire ajuda

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domingo, 24 de julho de 2016

24 de julho de 2016.

- O cabelo é vida.
Escutei isso no ensino médio, lá lá no Colégio Santo Agostinho. Foi minha professora de português e literatura quem declarou isso. Esqueci o sobrenome dela. Vera alguma coisa. Faz tempo, tempo. Ela era muito fã do “Dicionário de Símbolos” e falava dele muitas vezes. Ela gostava de mim, me achava inteligente apesar das minhas notas.
- O cabelo é vida.
Agora uma revisão: foi por concordar e acreditar nisso que minha professora falou que eu parei de pentear o meu cabelo? O máximo é passar uma mão arrumando os fios ou as vezes nem mesmo isso? (risos) A coisa fica ainda mais excêntrica quando digo que só passei a raspar o cabelo uns dois anos ou mais após sair do colégio. É que como eu não raspo o cabelo com muita frequência, ele acaba ficando grande do mesmo jeito.
É uma coisa típica minha: tomar uma decisão dessas com um motivo desses. O cabelo é vida, logo o meu é livre e bagunçado. Pelo menos esta parte de mim esta viva, tem gente que nem o cabelo esta pulsando.

Compromisso chato daqui a pouco.
Se eu conseguisse ser mais organizado e focado, conseguiria fazer alguma coisa útil com o pouco tempo que me resta e canalizar utilmente a energia produzida pelo meu descontentamento.
Como não sou isso tudo aí em cima, apenas deixo meu descontentamento escolher o passatempo mais comum e bobo e inútil. Até a hora do compromisso. Como uma espécie de “protesto”.

Lúcio Flávio Pinto e suas Lições Amazônidas
A Ditadura Militar produziu muitos homens públicos, diretamente e indiretamente. Opositores ou não, podemos dizer que eles ainda mandam no resto do país.
São Raimundo nunca se recuperou do fracassado Projeto Jari, uma pena.

Nietzsche Apaixonado
Apesar da fome e da guerra que ainda insistem em nos derrotar, a nossa época tem dois grandes motivos para sentir-se feliz. Pela primeira vez nós temos um passado rico, exuberante de lições que as civilizações mais antigas nos deixaram. É muita riqueza a ser explorada quando olhamos para trás. Pela primeira vez o futuro nos promete um sonho humano ecumênico em grandes proporções. É muita promessa de união e paz quando olhamos para o futuro.
Deixem os pessimistas que só tem lábios para o que tem gosto de fel trabalharem no cantinho deles, enquanto isso nós sabemos e vivemos que um pouco de otimismo faz muito bem.

Joseph Campbell Apaixonado
O que nossos olhos veem e o que os símbolos nos fazem. Não nos levantamos para o juiz Fulano de Tal quando ele acaba de entrar no recinto, nós nos levantamos para o juiz e tudo aquilo que ele representa como defensor da lei e da ordem. E aqui há uma ambiguidade complicada: é certo julgar o que um soldado fez durante a guerra usando como referência a lei civil para pessoas como nós? Ah, Joseph Campbell, aqui acho que você esta enganado: não interessa se é guerra ou paz, injustiça é injustiça, pô!
Nossa sociedade esta se dividindo em pedaços e estes pedaços estão doentes, pois estamos esquecendo os mitos. O problema piora porque a religião em vez de olhar para o futuro, olha para um passado que não da mais para voltar.
Por causa do René Descartes, lá no século XVII, a gente ainda acredita que a nossa cabeça produza a nossa consciência; mas estamos enganados. Consciência é energia vital, o nosso coração também é fonte de consciência nossa e até uma flor também tem consciência.
Havia vários deuses, mas quando os judeus estavam presos na Babilônia... era preciso de apenas um salvador. “Um”, entende? Monoteísmo, baby!
A globalização, a informática e o comércio internacional: não há mais fronteiras e com isso a mitologia válida é apenas aquela que seja “ecológica”, por assim dizer. Mesmo que a gente colonize outros planetas, não há como escapar: não pode não pode jogar lixo no chão e poluir a natureza. A casa é uma só e os vizinhos estão morando conosco.
Mitos que tratam de você e da natureza ao seu redor e mitos que ligam você à uma sociedade em particular que o cerca.

A sindérese!
(Inspirado em Baltasar Gracian)

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