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sexta-feira, 22 de julho de 2016

22 de julho de 2016.

E essa foto da Chlöe Sevigny em que ela esta bem andrógina? O rostinho, o cabelo curtinho, os seios pequenos? E a expressão de “estou me divertindo, não vê?”?
Não consigo desviar meu olhar.
FREUD: - Quer que eu explique?
Não.

“Impacto Profundo" (Deep Impact, 1998, Mimi Leder)
“Independence Day” (Independence Day, 1996, Roland Emmerich)
“Armagedon” (Armagedon, 1998, Michael Bay)
“O Dia depois de Amanhã” (The Day After Tomorrow, 2004, Roland Emmerich)
“Guerra dos Mundos [refilmagem]” (War of the Worlds, 2005, Steven Spielberg)
“Vulcano – A Fúria” (Volcano, 1997, Mick Jackson)
Adoro o início destes filmes. A apresentação dos personagens, vocês me entendem? É tão bobo, é tão mediano, é tão suficiente para a proposta de um filme para divertir, tem aqueles preconceitos que a gente tem vontade de rir e de esquecer... Adoro o início destes filmes. A mente precisa deste tipo de indulgência de nossa parte às vezes.

Lúcio Flávio Pinto e suas Lições Amazonidas
Queimar a mata nativa como umas das formas de evitar ser atingido pela reforma agrária (a questão técnica da benfeitoria; sabe?). Ah, os momentos que antecederam a Constituição de 1988! E a famosa União Democrática Ruralista de Ronaldo Caiado nascendo na época que se discutiu tanto a reforma agrária. Você tem medo do Movimento dos Sem Terra ou de Ronaldo Caiado? Medo, medo, medo, medo. A história do direito à terra no Brasil é um filme de terror, mas não aquele terror divertido e trash de alguns filmes, é terror mesmo.
Jader Barbalho acalma os ânimos na disputa de terra com um golpe de gênio que nem seus maiores inimigos perceberam a tempo, igualzinho aos mais inteligentes vilões das histórias em quadrinhos.
O famoso Projeto Jari, do “homem mais rico do planeta” (como a imprensa brasileira gostava de chamar o Daniel Keith Ludwig). Nunca ouviu falar deste caso? Nem eu.
E o Governo Federal tendo que salvar um projeto medonho da Andrade Gutierrez em São Félix do Xingu. (tudo isso que estou escrevendo aconteceu no finalzinho da década de 1980 e do comecinho da década de 1990, mas acho que nem sei se valeria a pena falar em datas aqui).

Nietzsche Apaixonado
A arte consegue? A arte quer? Será a arte onipotente?
A questão é mais complicada do que parece. Aquilo que é simples e pleno, aquilo que continua com o mesmo coração e não se toca com essas particularidades tantas. Alguém conseguiu com a arte nos dar o humano tão completamente? Ainda não, diz Nietzsche. Talvez nos sonhos de Palas Atena descubramos algo.

Joseph Campbell Apaixonado
Tem que ser importante para você, tem!
O que conta? Estarmos aqui, vivos.
Imagine finalmente alcançar uma aposentadoria digna (ou mais ou menos digna, não posso esquecer que estou escrevendo para brasileiros) e seu espírito descobrir que não tem em mãos uma bússola? Você vai saber o que é desespero.
É preciso encontrar essa bússola mágica. E quando falamos em mágica aqui, estamos falando a sério. Muito sério.
Romances ensinam (por favor, tomem aqui a palavra “romance” nos dois sentidos). Thomas Mann e James Joyce podem ser seus professores particulares, se assim você desejar.
A mente sonha alto demais? Use a âncora do coração, para que você não perca seu amor pela pequena humanidade.
Dizendo uma palavra que machuque com amor. A famosa “ironia erótica” de Thomas Mann.

Somos humanos, somos divinos e antes de tentar entender o que isso significa; sorria porque uma borboleta acabou de pousar em você.
(Inspirado em Baltasar Gracian)

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