Voltaire ajuda

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

3 de junho de 2016.

Junho. Este mês é mês de meu aniversário. Desde que deixei de ser criança eu não tenho festa de aniversário e passo por essa data de maneira estranha: sentindo ela e não sentido. As vezes raspo o cabelo como forma de "ritual". (risos)

E sempre que meu aniversário passa eu lembro de uma coisa que eu ia achar o máximo de fazer. É uma ideia que compartilho aqui agora com vocês.
A cada aniversário
comprar um jornal do dia
separar a primeira página e uma reportagem ou alguma parte do jornal que você acha interessante ou bonita e guarde-a.
e colocar em uma pasta.
fazer isso em todos os aniversários.
Não ia ocupar muito espaço. E ia ser fabuloso eu ter isso. 
(Este ano irei fazer. E também irei procurar na internet os dados sobre 1983, 1984, 1985... Não sera a mesma coisa, mas sera o possível.)

Junho. Meu aniversário. 
33 anos.
Minha mãe não para de falar que esta é "a idade de Cristo". É aquela coisa que não é preciso nem lembrar: "praga de mãe sempre pega".
E como se não bastasse tudo isso, ainda tem um fato óbvio e claro: eu sou um latino-americano. Então com 33 anos... Bom, é bom eu realizar alguma coisa que preste nesta minha vida.

O dinheiro do aluguel, a fotografia que é um serviço que parece que ninguém por aqui precisa, o trauma do teatro e do trem "maria fumaça"... 
No segundo dia de debates na UFMG, na volta, no ponto de ônibus, tive uma das conversas mais gostosas da semana (e do mês, do ano e deixa pra lá). Era com um funcionário de lá. Ele tinha uns 45 anos, era grisalho e cego (ele pediu minha ajuda para pegar o ônibus 5102 e a partir daí começamos a conversar). Quando disse que eu era formado em jornalismo ele disse que sentiu desânimo em minha voz. A partir daí ficamos falando sobre as maneira de ficarmos ricos. Rimos bastantes. Ele adorou a fórmula que citei: "acorde cedo, trabalhe muito e ache petróleo". Rimos bastante. Gostei de fazê-lo rir. Gosto de fazer os outros rir. Uma das poucas coisas que preste que eu faço.



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