Voltaire ajuda

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

29 de junho de 2016.

Tudo que é sólido desmancha-se no ar.
Ao menor cheiro de sistema
a desintegração entra em cena!
Assim é em 2016 respirar.

Então vamos continuar assim por aqui: aforismos, imagens, gotas, brisas inesperadas e quentes, abraços surpresas e surrealismo espontâneo para os pontos de vistas.

O HOMEM REVOLTADO – Albert Camus.
Quando descobri que o Alberto existia, este foi o livro dele que mais me interessei. Meio por motivos razoáveis e meio por pirraça.

O motivo razoável é que é um livro em que Camus, um dos principais autores do século XX, aborda os pontos centrais da política dos últimos tempos e faz uma defesa da liberdade frente às diversas experiências autoritárias que existiram e existiam em seu tempo. O livro foi publicado em 1951, mas como o mundo continua ferrado de um jeito incrivelmente repetitivo a sua leitura ainda é bem útil. O fato do franco-argelino ter levado pedradas vindas da esquerda (Sartre e outros) e da direita, apenas confirmaram que o livrinho merecia uma consideração. Aprendemos com Jesus que a verdade liberta todo mundo, mas também com Voltaire que ela ofende a todos. É um belo teste a se considerar sempre: se você não se sentir ofendido, das duas uma: ou você continua iludido ou você é um péssimo aprendiz.
A pirraça, o meu segundo motivo para me interessar pelo “O Homem Revoltado”, é que eu amei o título. Por mais adolescente e aborrecente que seja admitir isso. (risos)

Albert Camus é, há muito tempo, consagrado internacionalmente como um romancista. O ensaísta político e filosófico é sempre lembrado, mas como uma dimensão dele secundária. O pessoal prefere aprender filosofia com Camus por meio das suas obras literárias. E acho que é até uma coisa razoável. Acontece o mesmo com o Sartre: ninguém liga para “O Ser e o Nada” trabalho filosófico de um zilhão de páginas, mas todo mundo se importa com “A Náusea”. É o respeito a uma regra dourada: a arte sempre esta mais perto do que importa.

Camus, Camus! Comprei seu livro em 2007 e só vou lê-lo agora. Tu me perdoa, meu “santo sem Deus”?

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