Voltaire ajuda

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segunda-feira, 27 de junho de 2016

27 de junho de 2016.

Aristófanes, Rabelais e Tocqueville.
Serei eu como uma madame que para compensar as frustrações de sua vida vazia, se entrega a este mundo materialista? Mas em vez de comprar sapatos e colares, eu compro livros?
E assim como uma madame presa em sua compulsão,
ou qualquer outra pessoa nesta situação,
(não podia perder esta rima, como um índio caçando um bisão)
tento racionalizar para mim mesmo por meio de um objeto de fé: a possibilidade de uma ocasião em que essa minha erudição caótica sirva para alguma coisa útil?
Claro que estou exagerando e fazendo drama. Em média devo comprar um ou dois livros por ano, muito menos do que anos atrás. Eu realmente criei juízo nessa área. Ocorre que eu estou lendo mais lentamente e isso é ruim. Tenho que voltar a ser produtivo nesta área.

O Moacyr Franco já telefonou várias vezes para a minha casa e hoje (estou escrevendo este aforismo fotográfico no dia 18 de junho de 2016) foi a vez de Luan Santanna.
Essas gravações de propaganda são fabulosas e me fazem pensar: como essas empresas conseguiram o meu número de telefone? Um computador calcula números prováveis ou, o que mais acredito, há um comércio obscuro de dados de pessoas que fica circulando entre empresas? Um pouco dos dois, provavelmente. Mas uma coisa é certa: quando você faz um cadastro, mesmo que não seja assim tão completo, em alguma loja e tal, os seus dados circulam tão rápido quanto o dinheiro.
Apenas mais alguma coisa de “1984”, de George Orwell, aqui agora em nosso mundo.


Charles Eddie – “Would I lie to you”.

Lendo Lúcio Flávio Pinto.
De repente me ocorre se o grande público compreende a extensão da intimidade dos políticos com a imprensa. Secretários, prefeitos, governadores, ministros e mesmos chefes do poder executivo conversam frequentemente com os grandes líderes dos órgãos de imprensa. E enfatize-se: essas conversas são sempre produtivas. Tudo isso não é tão óbvio assim, pois diante de matérias negativas a políticos acabamos esquecendo que no Brasil normalmente o que impera é uma parceria obscura.

SUDAM. Entre o dispositivo 17 e o dispositivo 18, o pessoal cria o "17 e meio". (Segunda metade da década de 1980).

Rubem Alves conversando com Henry David Thoreau. Jardins, jardins! Quem não gosta de jardins? E temos muitos jardins por aí. Incluindo o jardim de flores virtuosas que mora em nosso peito humano. (Aliás, isso me lembra a história do baobás de O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exúpery.)

Thoreau, um dos precursores do movimento ecológico. Sem o verde as nossas cidades ficam anômicas. Alguém esta anotando isso? 

A visão total: não há morte, dor ou veneno; há amor, renascimento e a sede de viver.


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