Voltaire ajuda

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

23 de junho de 2016.

Falei de política e falei em “pessimismo”. Ocorre-me, agora, que tão importante quanto falar em “democracia”, “liberdade”, “igualdade” e etc, quando falamos em política, seja também falar em “pessimismo” e “otimismo”. Tudo bem, o cara leu Platão e Karl Popper, mas diga-me: o sujeito é otimista ou pessimista?

Sou bobo, mas nem tanto, sei que qualquer um que queira melhorar as coisas deve ser otimista. Nem que seja só um pouco. Eu sei disso. Mas veja a burocracia sufocante nos regimes totalitários: não são elas uma maneira indireta dos governantes totalitários dizerem que não confiam no próprio povo? E mesmo em países democratas pobres como o Brasil, a burocracia é sufocante e também ela indica uma desconfiança profunda quanto ao povo. Mesmo quando falam em “tempos difíceis se aproximando em nosso horizonte”, político que é político é essencialmente um otimista. Olha a contradição.
O problema é ser otimista na última frase de um discurso vago e em suas atitudes o líder revelar-se um pessimista quanto ao próprio povo.



Existe alguma fronteira cujos limites sejam objetivos e fixos?

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