Voltaire ajuda

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sábado, 18 de junho de 2016

18 de junho de 2016.

Êêê... Jornalismo da Rede Globo Minas de Televisão! Querendo fazer média com o público, héin?! Estou assistindo a eles falando dos milhares e milhares de radares em Belo Horizonte para ajudar a fiscalizar o trânsito.
A indireta é essa: muitos radares, muitas multas. Ora bolas, além de investir em educação, temos mesmo que punir os motoristas que desrespeitarem a lei.

A relação entre nós brasileiros e as regras em geral é triste e animosa. Violência dos líderes políticos e educação formal cuja estrutura é totalmente oposta a natureza do povo (alguém lembra do João Manguabeira Unger falando sobre a nossa educação no “Roda Viva”: “sem inimigos externos, resolvemos guerrear contra nós mesmos”?) colaboraram para isso.
Se alguém cisma de escrever “obrigatório”, mesmo que seja alguma regra 101% maravilhosa e racional, a maioria vai torcer o nariz e não vai querer seguir. Claro, ninguém gosta de coisas obrigatórias e outros povos de outros países também são teimosos e tudo; mas nós brasileiros somos um pouco mais beligerantes diante das normas.

Tentar começar o dia com este paradoxo bonito: você é o mesmo, mas é diferente. É renovado.
O mesmo sempre, por melhor que seja, pode acabar sendo derrotado por uma novidade que seja bem boba. Seja como o sol: é sempre o mesmo, mas temperado com mudanças sutis suficientes para despertar a saudade e aplausos em nós.
(Inspirado em Baltasar Gracian).

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