Voltaire ajuda

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sábado, 11 de junho de 2016

11 de junho de 2016.

Também acabei vendo um pedacinho do “Brasil Urgente”, um programa de televisão que trata do cotidiano das cidades, mas principalmente é um programa que trata de casos policiais. É na Rede Bandeirantes de Televisão e é apresentado pelo José Luiz Datena.

Jornalismo policial, com os seus casos macabros, sempre foi popular no maior país católico do mundo que é o Brasil, - Nietzsche explica. Ou a inércia da criatividade dos produtores e a inércia dos telespectadores é que explicam? Eu já verifiquei, pessoalmente, que “da boca para fora”, as pessoas não gostam desse tipo de jornalismo.

Nietzsche Apaixonado

A arte mais bobinha é muito popular, mas é que a arte anda recuada e recolhida. E a situação é difícil também porque muitos que falam em levar arte de qualidade ao público mais humilde na verdade estão mentindo.

Já entre a classe média e rica, a relação com a arte forma um cenário melancólico: sozinhos eles não conseguem ser felizes e por isso precisam de arte. A arte salva, salva sim, mas um público vivo e potente também salva a arte. Mas não somos gregos de verdade há algum tempo.

É interessante como Nietzsche descreve essa classe média e rica de seu tempo, que usa a arte como salva vidas e não como uma águia companheira e amiga:

- A missa é chata para ele, mas este jovem ou adulto culto ainda não conseguiu a total liberdade e por isso ainda precisa do consolo religioso.

- Um quase nobre que, apesar de tudo, é fraco demais para poder renunciar e heroicamente colocar a própria vida de cabeça para baixo.

- A pessoa rica que se acha rica demais para um trabalho humilde e que é indolente para um trabalho nobre.

- A garota que não sabe muito bem encontrar os deveres para o seu crescimento interno.

- A mulher que esta em um casamento infeliz e tem plena consciência que este casamento pode acabar a qualquer instante.

- Qualquer profissional liberal que entrou no mercado de trabalho cedo demais, antes de conhecer a sua vocação; e assim ganha prêmios como funcionário do mês ao mesmo tempo em que carrega um verme em seu peito.


“Vivemos mais é de informação e menos do que vemos: vivemos na fé alheia.” – Baltasar Gracian em Oráculo Manual e Arte de Prudência.

Quando nos informamos a respeito de algo, temos que prestar muita muita atenção!

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