Voltaire ajuda

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quinta-feira, 5 de maio de 2016

5 de março de 2016.

Entreguei meu cartão de fotógrafo em uma imobiliária. Já tirei fotos de terreno para vender uma vez. Caprichei e até “usei” um pedestre que ocasionalmente estava passando por perto para dar melhor a dimensão da terra e tudo. Fotografia de casa nessas condições eu nunca fiz, mas também não tem muito segredo: a luz do Deus Sol é suficiente e só teríamos problema caso caísse um dilúvio na hora e a casa fosse feia de doer.

Revi os meus dois pequenos filmes que já fiz. É, eu tenho um canal no YouTube e lá publiquei dois pequenos vídeos originais meus. Não é por parcialidade, eu realmente acho que eles ficaram bons. O que eu mais gosto é como a música e o fato dos vídeos serem muito curtos conseguem se “casar”. Acho que quem assiste e gosta fica com um gosto de “quero mais”.
É que tem uma coisa. Na primeira vez que a minha família assinou um serviço de TV por assinatura, há quase 20 anos, marcou muito em minha memória uma reação que eu tinha após assistir aos episódios do Monty Python. Eu queria continuar. Acho que quem esta me lendo não deve ter entendido. Eu queria mesmo continuar. Eu poderia ficar dias inteiros vendo aqueles britânicos malucos (ok, eu sei que o Gilliam é estadunidense)!
Esse gostinho de “quero mais”... Isso não é tão inocente assim... É uma das formas que o artista e a obra de arte podem entrar e nós e nos provocar.
Tudo isso que eu falei pode parecer bobo. Chamar a atenção e valorizar tanto assim uma coisa como esse “gostinho de quero mais”. Ora bolas, vivemos em um mundo onde a obra de arte perdeu alguma coisa de seu brilho germinador. Consumimos e consumimos e não mudamos tanto assim. É como se fosse apenas brisa e não fizesse diferença. Nesta briga toda entre os que querem censurar e se escondem sob a bandeira do “politicamente correto” e os que querem dar voz aos seus preconceitos mais repulsivos e se escondem sob a bandeira do “politicamente incorreto”, a criatividade rebelde dos artistas fica completamente vulnerável às ameaças do dinheiro castrador.


Em vez de se preocupar em dominar o mundo, deixar o mundo e você deliciarem-se mutuamente. Dica do Henry David Thoreau que acrescenta: fé e iniciativa. Esta última fórmula lembra-me uma fórmula popular na internet: “Os três Efes – Foco, Força e Fé”.

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