Voltaire ajuda

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segunda-feira, 2 de maio de 2016

2 de maio de 2016

E eu acabei não fazendo mesmo o workshop. Peito partido, mas não teve jeito. Assim como, principalmente, não fui ao festival de surf music. E nem à Bienal do Livro. Ah, o “vil metal”! Esses problemas financeiros são comuns e acontecem com qualquer pessoa, o diferencial é sempre quando a gente consegue aprender e mudar. Tomara que eu consiga. Acho que vou conseguir sim.

Faz um pouco mais de um mês que eu e minha família nos curamos da Dengue. Dengue é uma doença endêmica no Brasil e tem uma taxa de mortalidade respeitável. Foi uma vitória em tanto, portanto. Eu me curei em seis dias, mas poderia ter sido menos: o culpado fui eu, que não fiquei em repouso imediatamente e nem bebi tanta água quanto deveria.
Essa coisa da água, da vela do filtro de barro que precisava ser trocada... Eu e toda a minha família temos ensino superior completo, - o que para os padrões brasileiros vai demorar uns 10 anos ainda para deixar de ser um recorde -, mas quando a gente resolve ser estúpido: sai de perto!
Casos de doenças graves e outras grandes crises servem para aumentar o relevo dos problemas de cada família. A da minha, o principal é que temos nada em comum. Nada. Absolutamente nada. Nada e levando em consideração os problemas da gravidez e da quantidade de vezes que me engasguei gravemente ainda na primeira infância, sou tentado a pensar que alguém lá em cima tentou várias vezes consertar este erro trágico. Mudou de ideia? Lembrou-se que gosta de histórias e, portanto, resolveu prolongar a brincadeira? Mas a minha história é tão sem graça! Talvez a minha história tenha uma graça que eu ainda não tenha percebido... De qualquer forma: merci.
Não sou exatamente um sedentário, eu tento me alimentar bem e graças à minha ansiedade louca eu não paro quieto. Devo ter dado a volta ao mundo de tanto que já caminhei, até mesmo porque nunca aprendi a dirigir (eu sei dirigir um trem do tipo “Maria Fumaça”, mas acho que isso não conta). E já faz um tempinho que ando fazendo uns alongamentos e exercícios aeróbicos de leve. Mesmo assim me curei muito rápido da Dengue, acho justo considerar isso uma chance tremenda que me foi dada.

Na noite deste último sábado passou na TV um filme com a Madeline Zima, uma das atrizes mais lindas que já vi. Era um desses filmes “alternativos” e “moderninhos” e tinha todos os seus vícios adoráveis: diálogos forçados, câmera se movimentando demais, longos silêncios, narrativas dando cambalhotas e etc. Mas não foi esse “charminho barato” e nem a dublagem realmente horrorosa que me fizeram mudar de canal, eu agi assim porque o filme contava uma história de amor. Sábado a noite e se eu assistisse a mais uma história de amor eu ficaria ainda mais nervoso do que costumo ser.


Quando ligo o computador e edito as minhas fotos tem três coisas que eu obrigatoriamente faço: escureço-as, torno as suas cores mais intensas e aumento o relevo. Não que no final fique assim com todas as fotos, mas essas três coisas eu faço sempre para ver como fica. Só para testar, entendem? De repente me ocorreu saber que escola artística eu me aproximaria baseado nesses meus três gostos: escuridão, cores fortes e relevo destacado. Pensei em renascimento, mas não sei. Mas realmente é uma boa pergunta para qualquer fotógrafo se fazer. Tomara que eu ainda tropece em alguém que entenda desse assunto.

AMOR: - Eu devia ter ido ao workshop, mas estava mesmo sem dinheiro para passar tanto tempo em Belo Horizonte. Além do mais, com o equipamento que tenho eu ia era passar vergonha...
QUEIJO: - Babaca.
OTELO: - Pelo menos tentou ajudar o realizador a encontrar um patrocinador. Fez contatos e a intermediação. Pode dar certo! Pode dar certo!
DESDÊMONA: - E a exposição fique bonita! Gostei de ver você se animar em ajudar, dando telefonemas e escrevendo mensagens... Se interessou em ajudar, não foi egoísta. Muito bom!
IAGO: - Blá, blá, blá! Eu só quero que alguém me explique aquela fotografia do aniversário. Que ombros são aqueles? E que barriguinha é aquela? Muita areia para o nosso caminhão!
JULIA MARGARET CAMERON: - Devia ter ido ao workshop!

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