Voltaire ajuda

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

19 de maio de 2016.

Não consigo dormir cedo, não consigo. Eu não consigo.
É fascinante, pois a depressão e outras flores tristes que existem em nós sempre parecem para quem as possui algo sempre abstrato e que não pode ser tocado ou visto. Então esse meu não conseguir dormir cedo é surpreendente, pois é material e factual de algo meio espectral. E aquilo que pode ser tocado, pode ser transformado...
- Esta tudo bem com você? Me parece que...
- Eu?, mas eu estou bem.
De onde estou. De onde você esta.
O que eu posso ver. O que você pode ver.
Para onde vamos? Para onde vamos.

Tudo bem, eu confesso que minha concentração é uma lástima. Confesso que sempre caio para cima e fácil fácil lá estou eu na Lua, à espera do próximo balão a voar pela maionese infinita.
Mas custava tanto assim terem piedade de mim e eu ter em mãos, pelo menos uma vez na vida, alguma atividade que seja interessante e de valor?

Escutando sem parar a música tema de Pain&Gain, filme de Michael Bay, composta por Steve Jablonsky.
Gosto deste filme, um dos melhores que já assisti. Ele me faz rir e pensar e emociona também. Já passou muitas vezes na TV e eu sempre dou um jeito de assistir. Nem que seja só um pedaço.
Gosto de tudo neste filme, mas um dos motivos é testemunhar como os personagens principais gradualmente se perdem nas garras de uma espiral trágica. Uma decisãozinha ali, uma decisãozinha acolá e bingo: roubo, morte e os personagens vão a júri onde são condenados a morte. E aqui surge o ponto importante: de onde estavam eles não viram que iam constantemente em direção à merda? Para quem assiste ao filme é óbvio desde o começo que o caminho percorrido era esse, mas para os personagens isso não estava claro. Uma narrativa que consiga mostrar esse incrível paralelo não é algo ordinário e o super criticado Michael Bay ganhou o meu respeito ao fazer isso. Espero que ele faça mais filmes que sejam ágeis e que sejam profundos também.

Assisti recentemente a um dos clássicos do Rei do Cinema, Charles Chaplin. O filme é “Luzes da Ribalta”. O filme tem as convencionais duas horas de duração, mas eu levei mais tempo para assistir. Ansioso e tão atingido por magnífica obra de arte, eu tinha que pausar o DVD. A desculpa era fazer uma atividade qualquer, “urgente” e depois voltar.
Chaplin é maravilhoso. Chaplin é maravilhoso.
Por Chaplin eu me curvo. Por Chaplin eu deixo o chão tocar meus joelhos.

Vá a um site de busca e digite “Sarah Silverman”, depois clique em “imagens”.

Ah...! Música, Chaplin e umas poucas coisas mais (incluindo um chuveiro quente e o doce de cocada [o de calda, marrom]), os ombros e o sorriso de Sarah Silverman é uma das coisas que fazem a gente dar uma segunda chance a esse teimoso hábito de ficar deste lado da terra. 

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