Voltaire ajuda

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terça-feira, 17 de maio de 2016

17 de maio de 2016

“Meet me halfway” – Black Eyed Peas.
Quantas vezes já escutei esta canção? Por quê? Devo ter lido a tradução da letra, mas não me lembro. A letra toda não deve ter me marcado. Mas eu só preciso viajar pelo título e viajar pelo clima e ritmo.
Me encontre no meio da caminhada e do caminho...
Me encontre no meio da caminhada e do caminho...
Me encontre no meio da caminhada e do caminho...
Me encontre no meio da caminhada e do caminho...

“Um por todos e todos por um!”
Se os líderes do mundo gostassem de Alexandre Dumas pai nós teríamos solucionado o milenar conflito entre liberdade criadora e a igualdade pacificadora?


Na faculdade eu achei que estava amando pela primeira vez. Era uma ilusão e eu só fiz besteira e perdi oportunidades que hoje são mais que raras. Imagino as coisas constrangedoras que as pessoas devem ter comentado e a fama de retardado que eu devo ter adquirido.
Uma das besteiras que fiz foi dar de presente a coleção de anos que eu tinha montado de tirinhas de quadrinho para a garota. É aquela velha história: tentar materializar algo que não é material. Mostrar a todos o meu amor e impressionar, mais ou menos como as pessoas fazem quando realizam a cerimônia de casamento. Um pouco mais que apenas aparência e motivo para festa. Na verdade eu queria era me convencer que estava amando e ter certeza quanto a isso. Para conseguir isso eu precisava, não de olhar-me no espelho com atenção, e sim da aprovação de terceiros. O que seria idiota por si só, ainda mais que a maioria desses terceiros eu nem sequer me importava.
Bom, de todas as tirinhas que perdi apenas duas séries são sentidas mais por mim. Pela qualidade principalmente, mas também pela dificuldade de reencontrá-las. As cito aqui para que quem estiver me lendo procure. Por favor, confie em mim. Eu sou um fracasso, mas por essas ironias do destino eu sempre tive bom gosto.
“Deusinho e Sua Turma” – Kipper.
“Monty” (no Brasil as tirinhas recebiam o nome de “Robô”) – Jim Meddick.
Anotaram? É para vocês anotarem e procurarem. Contei mais uma história minha de idiota, por favor, façam isso tornar-se algo construtivo.

Acabei de ver um trecho de um documentário de 1990 sobre a Billie Holiday. Talento e tragédia. Mas como é difícil um artista cercar-se de gente com juízo na cabeça! Mas como é difícil para um artista identificar a tempo quem pode realmente te ajudar! E como o “ideal romântico” ainda vive em nós neste século XXI (lembro-me de Nietzsche, ele mesmo um romântico inveterado, escrevendo, desesperadamente, para que as novas gerações superassem mais esse ideal “doentio”)!
Vou aproveitar e procurar algumas músicas cantadas pela Billie Holliday e tocá-las na radio comunitária. Sim, muitas canções são tristes, mas também são belas e pela beleza podemos fazer tudo.

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