Voltaire ajuda

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quinta-feira, 3 de março de 2016

3 de março de 2016

Não faz bem para a nossa saúde levar uma facada nas costas, então vamos falar um pouco sobre a política brasileira.
Você consegue traçar um paralelo entre os 40 demitidos do jornal mineiro “Hoje em Dia” e o que Alexandre Garcia e Reinaldo Azevedo disseram sobre Fernando Henrique Cardoso e o caso da sua ex-amante e da empresa medonha que fazia os pagamentos a ela? A “colher de chá” que eles deram ao ex presidente da república e um dos principais líderes do PSDB?
O que tem haver uma coisa com a outra? Tem tudo haver! A grande imprensa sofre a crise que mesmo provocou e provoca. É só fazer um serviço um pouco melhor que a audiência volta.

Dilma é fraca e Michel Temer é forte. Ocorre que Temer é vice de Dilma. É interessante acompanhar os poderosos destruindo o Governo Dilma ao mesmo tempo em que tentam preservar Temer.
O canal de notícias Globo News falou, com destaque, que uma das suas repórteres conseguira um “furo”, um material inédito: o vídeo político do PMDB um dia antes deste mesmo vídeo ir ao ar em cadeia nacional de televisão. Uau, imagino a super promoção que essa repórter deve ter conseguido! No vídeo o PMDB se diz preocupado com a situação do Brasil e diz que não concorda com todas as medidas na área de economia que Dilma tem tomado. Uau, uau! E “uau” de novo!
Mas quem sou eu para criticar a pobre repórter, ela pelo menos esta trabalhando. Além do mais, ela deve ter conversado com pelo menos dois políticos de Brasília para conseguir o vídeo; e Deus sabe o que conversar com político significa e custa ao estômago. A coitada deve ter até vomitado e tudo.

“A eficiência nas áreas de saúde e de segurança pública dependem muito também do trabalho em equipe entre os órgãos públicos envolvidos.”
É difícil da a real dimensão de nossa tragédia que se revela quando pensamos seriamente na frase acima. No que ela implica, entendem?
Então não é o dinheiro, a corrupção e a educação cívica problemática, “apenas”. Temos que enfrentar também o egoísmo e a vaidade entre os funcionários: “não mexe na minha secretaria!”, “a chave do depósito é minha e como não quiseram telefonar para mim, essa semana não vai rolar”, “o secretário que se dane, estão tentando puxar o meu tapete aqui e eu tenho que pensar em mim”, “eles acha que eu posso fazer milagre?”, “primeiro manda os três aparelhos de fax que eu pedi, depois a gente conversa” e etc.
Esse problema é tão rasteiro e baixo que a gente passa por ele e nem o percebe. Sente, mas não o percebe. Sente, mas não o percebe.

Piadas de corno teriam a mesma graça se o status da mulher fosse finalmente igual ao status do homem em nossa sociedade brasileira?

Amor é risco. Lembro-me da metáfora do personagem O Jovem Indiana Jones (como eu amava aquela série que passava na Globo!) usou para descrever o amor. Era o episódio sobre a Revolução Russa. Ele esta diante da guerrilheira bolchevique, que declara o seu amor por ele:
- O amor é como um relâmpago. Você não pode querer que ele o atinja e também não pode impedir ser atingido...
- E você não foi...
(Eu era uma criança. Eu devia lembrar-me disso? Lembrar-me disso com tanta nitidez?)

Antigamente eu conseguia assistir comédias bobas adolescentes. Assistia numa boa. Ria e tudo.
Hoje não consigo. Perco a paciência e desligo.
Receio que seja mais do que um apaixonado por cinema amadurecendo. E esse “mais” seja algo bem espinhento e negativo.

Eu não sei de onde eles veem. Milhares de tijolos vindo do nada. Num piscar de olhos eu estou cercado dos mais altos muros do mundo.
Pronto: estou separado do mundo. Separado do mundo pelos muros de tijolos, mas ainda sim posso ouvir os copos batendo na mesa e os beijos de língua. E posso ouvir as risadas e as histórias engraçadas. E os gemidos, claro. Muitos gemidos.
E o muro desaba em uma chuva de tijolos sobre mim, mas não morro: apenas estou usando uns óculos novos que a senhora inveja me deu.

Estou gostando de uma garota, mas em vez de voar como uma borboleta bêbada em meio a flores do prazer e dos sonhos, eu estou mais para uma girafa patinando no gelo pela primeira vez, tremendo e todo atrapalhado.
Será que eu realmente gosto dela?
Será que ela gosta de mim?
Aquilo e aquilo são sinais positivos para mim ou são apenas reflexos de meus desejos?
Acho que ela gosta de mim, mas... Alguém tira esses “mas?” ao redor de mim? Porcaria de moscas! Milhares de moscas “mas?” girando e girando ao meu redor! Sai, sai! Alguém me ajude!

Pensar nela é excitante. Claro, ela é bonita e gostosa. Mas pensar nela esta melhor agora que eu estou achando que o caso, que nem começou, já esta fazendo água?
Acho que faz algum sentido: a impossibilidade é um bom tempero para a fantasias quentes.

E o Karma? Menos de três meses e já me irrita que as gatinhas Cordélia e Julieta pulem e fiquem em meu colo. Como posso querer ser amado se sempre depois de pouco tempo a minha intimidade cobre-se de espinhos e grades? Se não tenho paciência, se não acredito e me protejo demais? E o Karma?
Nem vou falar do cachorro, que não brinco a incontáveis meses.

ORGULHO E PRECONCEITO – o filme.
Eu uso mais o YouTube que o Google, para vocês terem ideia. Tão gostoso quanto os vídeos, sãos os comentários dos usuários. Adoro. “Racho us bico”.
Falei, uma vez aqui, que a cena da discussão entre os personagens de Julia Roberts e Clive Owen no filme “Closer”, era bastante popular entre nós homens. Agora é a vez de virar a moeda e ver algo popular entre a mulherada. E a mulherada se derrete ao comentar sobre o Mr. Darcy, do filme “Orgulho e Preconceito”. Eu leio e acho muita graça.
O resumo é mais ou menos assim:
- Porque esses nossos homens não podem ser iguais ao Mr. Darcy?
A minha resposta e suponho que seja a resposta clássica par excelense seja a que se segue:
- Primeiro você todas tenham o rostinho da Keira Knightley, com aquela expressão petulante (sem aquela expressão petulante não há negociação possível), e depois a gente aqui desse lado vê o que se pode fazer.
(Nota de rodapé: olhar de “peixe morto” igual ao Mr Darcy eu sei fazer, mas costeletas? Costeletas dão trabalho. Já tive e me da muita fadiga.)

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