Voltaire ajuda

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domingo, 28 de fevereiro de 2016

28 de fevereiro de 2016.

Medo da morte, medo da vida. Medo de que não gostem de você, medo de dizer “sim”. Medo de doença e de acidente. Medo de perder o emprego e de não dar a vida que queria aos próprios filhos. Medo de perder um jogo importante e sentir a vergonha perante a sua torcida. Medo de ratos, medo de altura.
Medo disso e daquilo outro. Medo nós temos aos montes em nosso mundo!
E que tal o medo de ouvir isso:
- Você confundiu as coisas ...
Aaaahhh !!!! As coisas do coração...
Quanto tempo de auto ilusão você manteria para fugir de ouvir isso? Muito tempo, pouco tempo?

Mais um concurso público. Sento para estudar e mais rápido que a luz e para mais longe que o último infinito do horizonte infinito, meus olhos vão.
Não quero ficar sentado aqui, estudando. Não quero ficar sentado aqui, estudando.

Perdoar o colégio para poder estudar essas matérias de colégio. Como isso seria possível para mim?
É bem humilhante não saber usar bem a vírgula e fazer divisão de número grandes e/ou fracionários, mas também é humilhante, por dinheiro, esquecer todos aqueles crimes que o sistema educacional brasileiro cometeu contra mim.

Pobre, pobre Leonardo di Caprio: vai acabar ganhando o Oscar pelo papel mais sem graça que fez nos últimos anos. Um caçador abandonado voltando para casa? Também amo a natureza e aposto que as cenas sejam mesmo de tirar o fôlego: mas compare isso com “O Lobo de Wall Street” e “O Aviador”! Uma coisa é a natureza, outra coisa são as galáxias dramáticas dentro de nós... Esse “O Regresso” me parece ser de um materialismo bem sem graça, entende?
A não ser que ele tenha alguma sombra do Jack London na história. Aí é outro nível. As histórias do mundo selvagem de Jack London são a nata da nata do leite dessa área. Talvez “O Regresso” tenha alguma coisa disso. Confesso que não conheço bem o filme e minha antipatia por ele seja bem gratuita.
É que gosto do Leonardo di Caprio, eu simpatizo com ele desde que começaram as piadas sobre ele na internet quanto ao Oscar que ele nunca ganha. Foi durante a Copa do Mundo de Futebol aqui no Brasil, em 2014. Não quero que ele ganhe o grande prêmio de Hollywood por um papel sem graça, mas é aquela coisa: depende também da qualidade dos concorrentes...
Esse negócio de premiação em arte é meio besta, o importante é estar entre os concorrentes. Ganhar ou não é arbitrário, o artista não tem controle justo. Se você faz questão de algo objetivo, esquente a cabeça apenas para tentar estar entre os indicados. Troféu nenhum vale estar no coração do público. Olhe o Chaplin: ganhou apenas um Oscar e é o Rei do Cinema para todo o sempre.

Então ela pensa:
“Ele quer me comer, mas isso é o que se espera de todos os homens. Não é o caso para fazer drama com isso, seja lá o que eu decida afinal. Mas além de querer me comer, o que mais há ali? O que ele deseja e possui? Aposto que ele nem sabe o que realmente deseja e tem. Talvez eu goste mesmo... Vai ser difícil descobrir, mas eu vou. Nem que eu tenha que mentir um pouquinho.”
Então ele pensa:
“Não da para confiar nas mulheres, elas são sempre misteriosas. Mas é óbvio que se ela conhecer os meus defeitos, mesmo que misturados com as minhas qualidades, ela vai fugir. Se eu tivesse mais tempo... O tempo é sempre complicado para fazer uma isca perfeita. Uma isca que mordida me fará ser compreendido e aceito por ela. Assim vou fazer! Nem que tenha que mentir um pouquinho.”
O jogo é mais ou menos assim, não é?

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