Voltaire ajuda

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

10 de fevereiro de 2016

Eu não estava tendo um filho, não estava no momento mais doloroso de uma cirurgia na gengiva e não estava sofrendo um choque elétrico. Aquela minha careta era mesmo porque eu estava colocando o telefone no gancho.

Não gosto de dar telefonemas. Sempre me atrapalho. Dar telefonemas importantes, então, me deixa angustiado.
Melhor que dar telefonemas é falar ao vivo, apesar da minha timidez.
Falar ao vivo é melhor. Qualquer coisa você briga, você chora, você corre, você reza ou sobe em uma mesa tira a roupa e depois dança. Entenderam? Muito mais espontâneo, pois você pode perfeitamente confiar nos instintos milenares da espécie.

Não consigo parar de escutar “Good Morning, StarShine”, de Oliver. Na verdade podemos colocar aqui também na lista “Ain't No Mountain High Enough”, com Tammi Terrell e Marvin Gaye e Jorge Ben com sua gostosa “Santa Clara Clareou”.
Estou escutando sem parar. O trem quando bate comigo, sempre bate forte. Sempre. E gosto assim.

Hoje trabalhei na radio. Todos aqueles telefonemas... Ah, que Júpiter abençoe as secretárias! Sempre! Bom, instalaram uma câmera no estúdio. Tava sumindo coisas demais e o pessoal também mexia nos controles da mesa de som e isso atrapalhava muito.
Então, como falei, instalaram uma câmera no estúdio. Serve também para inibir que um sem vergonha como eu fique vendo trailers de filmes no YouTube e trailers e cartazes no site do IMDB.
Esse site do IMDB é um sonho para quem ama cinema como eu. Tem de tudo um pouco. O que inclui os aniversariantes do dia. Lamento que eu não tenha que dividir o meu 30 de junho com nenhuma super estrela.

Mas hoje não resisti e acabei vendo um tributo ao Terry Gilliam no YouTube. Ah... Aquilo tirou uma nuvem escura e pesada de meu peito. Feliz, acabei tendo uma ideia para um novo gif animado. Estou fazendo gifs animados um atrás do outro. Adoro. Parecem janelas de eternidade em que é sempre possível produzir risos e mistérios, até em quem assiste. Gosto muito. Uso o Windows Movie Maker para conseguir as imagens e o PhotoScape para juntá-las na animação. É fácil e intuitivo. A única dificuldade é que você precisa se concentrar para não perder um instante sequer. Se você perder, a animação fica truncada e balança como um carro em uma estrada esburacada.

Mas onde eu estava? Ah, é: Terry Gilliam. O filho da mãe tem linguagem própria, o que para arte é quase tudo. Vocês conhecem os filmes dele? Recomendo. Eu recomendo efusivamente!


De repente me ocorre que um texto meu, quando bom e desesperado, é igual a um filme de Terry Gilliam em seu barroco onde não se pode mais diferenciar o que é belo e o que é grotesco. Romper mais uma fronteira artificial e boba, fácil assim, só sendo um tremendo artista como Gilliam.

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