Voltaire ajuda

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domingo, 17 de janeiro de 2016

17 de janeiro de 2016

Duas sextas-feiras a noite. Eu fui, eu consegui. Pela primeira vez em toda a minha vida.
Fiz por mim, em primeiro lugar. Eu sei que é assim o correto.
"O jardim sem grades esperando o passarinho do amor pousar, para o dois voarem juntos livres e  blá blá blá..."

O problema vai ser conter meus dois diabinhos, meus dois espinhos na carne.
O egoísmo e a raiva.
Eles são poderosos em mim. 

No que acredito?
No amor em toda a sua glória e poder que a tudo e a todos atinge e muda?
Ou no quadril e nas coxas da Billie Piper flexionando sobre o Josh, em Penny Dreadful?
O que sempre esteve mais perto de mim?

"Cadê as minhas asas de anjo amaldiçoado?", é o que a minha raiva pergunta. 
"Típico choro de perdedor com inveja", poderia ser a resposta e a conclusão: "a culpa é toda sua". 

Ah, a raiva! Eu tenho muita raiva. 
Mas a solução não esta em abrir a lista telefônica e pedir por socorro. 

Ah, a raiva! Eu tenho muita raiva.
Vontade de estragar tudo, porque a vitória não seria minha e nem a derrota seria minha. Seria?
O que é meu neste mundo? Apenas estas tempestades internas tão mal traduzidas por palavras? 

Um estrangeiro lento a viajar e viajar.

Apesar de tudo... Esses dois milagres na sexta me dão algum motivo para sorrir.

Até que estou bem. 

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