Voltaire ajuda

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

12 de janeiro de 2016

AaaaaaHHHH!!!!
Sono. O resto da redação para a radio eu faço amanhã, durante o programa. 
O programa não vai ser especial sobre o David Bowie, recentemente falecido e que é o autor que mais toquei na radio. Vou tentar fazer alguma coisa especial e que não comecei, pois nem sei exatamente o que pode ser. Então não vai ser amanhã, pois preciso de tempo.
Tempo, tempo, tempo...
Escrever alguma coisa, antes da segunda parte desta postagem. A segunda parte desta postagem eu escrevi ainda em dezembro de 2015. Esta primeira parte, aqui, eu estou escrevendo agora. Queria escrever algo melhor, mas como podem ver, nada brilhante esta nascendo aqui. rs Vai o texto assim mesmo. 
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AMOR: - Dormi mal, acho que por isso estou hoje tendo uma visão de mundo cansada e melancólica. Esta difícil sorrir e fazer algo.

QUEIJO: - Materialismo também pode ser impotente. Durma melhor da próxima vez. Um motivo realmente válido.

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AMOR: - Estava marcado para hoje manifestações contra o governo Dilma.

QUEIJO: - Domingo de manhã é hora adequada para gente de bem fazer manifestações.

AMOR: - Por quê?

QUEIJO: - Não temos problemas com ambulâncias paradas em um congestionamento. Ninguém fica doente em um domingo de manhã.

AMOR: - É legítimo fazer um protesto domingo de manhã pedindo impeachment da Dilma Rousseff?

QUEIJO: - Sem dúvida. Domingo de manhã é melhor do que protestar contra o aumento do preço do transporte publico, em um dia útil da semana à noite. Como aconteceu há uns meses atrás em Belo Horizonte. Não lembra o que aquele sargento da Polícia Militar perguntou aos estudantes que protestavam? Lembra o que ele perguntou no saguão do hotel aos estudantes?

AMOR: - Ah, as filmagens por celular!

QUEIJO: - Ah, as filmagens por celular!

AMOR: - Gente de bem trabalha toda a semana e no domingo de manhã pode protestar.

QUEIJO: - E ainda da tempo de voltar para casa, preparar o almoço e lavar o carro.

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AMOR: - Vou procurar informações sobre o caso envolvendo o Reinaldo Azevedo, blogueiro da Revista Veja, e o Portal Imprensa.

QUEIJO: - Isso foi no começo de 2015! Nem lembro direito.

AMOR: - Reinaldo Azevedo foi para uma manifestação contra o governo Dilma Rousseff de metrô, quando foi reconhecido por uma fotógrafa. Ela era de esquerda e não concordava com as posições políticas dele, mais próximas da direita. Aí ela começou a discutir política com ele enquanto bancava a paparazzi.

QUEIJO: - Coisa meio infantil por parte dela, convenhamos. Vai discutir política nessas condições?

AMOR: - A coisa ficou meio brava entre os dois e o caso ficou popular na internet. Na hora parece que envolveu até a segurança do metrô! Em seu blog, Reinaldo Azevedo reclamou dizendo que se sentiu agredido em sua privacidade e que pensava entrar na justiça contra a fotógrafa.

QUEIJO: - Que coisa mais boba tudo isso. Se não fosse por um detalhe...

AMOR: - Reinaldo Azevedo reclamou que o Portal Imprensa, que trata dos bastidores da imprensa brasileira, tenha dado espaço a este assunto. Logo em seguida o Portal da Imprensa tirou a matéria do ar.

QUEIJO: - Mesmo que sua privacidade tenha sido invadida, a coisa também pegava mal para ele: um dos formadores de opinião mais poderosos do país ...

AMOR: - Quem adorava escrever que tinha o blog mais lido e mais influente do Brasil? O primeiro ser humano a ler a constituição de Honduras, naquela crise constitucional pela qual viveu aquele país! Ah, eu não me esqueço dessa história!

QUEIJO: - O Reinaldo Azevedo é lido por milhões, mas não pode ser fotografado como uma figura pública qualquer. Poderoso ou não, ele não é uma estrela de Hollywood que quer ir à padaria em paz comprar pão e é incomodado por uma pessoa que é sem noção e esta munida de uma máquina fotográfica. Ele é apenas um jornalista.

AMOR: - No FaceBook eu perguntei porque o Portal Imprensa cedeu e tirou a matéria do ar. Mas não me responderam. Eu até fiz o print screem. O endereço da url era a mesma da matéria sobre o Reinaldo Azevedo e a fotógrafa paparazzi comunista, mas a matéria foi substituída por outra, sobre um telejornal que usava o decote sensual de uma apresentadora. Isso lá nas Europa da vida!

QUEIJO: - Para um decote sensual não de ter feito você distrair-se é porque esse caso do Reinaldo Azevedo e do Portal Imprensa realmente chamou a sua atenção.

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AMOR: - Eu fico falando de garotas, sexo, amor e tal, mas veja o meu caso com aquele que é meu filósofo favorito – Nietzsche -, já era para eu ter lido toda sua obra e hoje estar relendo-a. Conheço meu bigodudo alemão desde 1999, poxa vida! Eu realmente não sei gostar, não sei amar. Falta-me disciplina afetiva!

QUEIJO: - Nietzsche é mesmo um filósofo difícil de ler e, assim como em outros casos, você fez planos de estudo e organização complexos demais para você e que acabaram te atrasando meses e meses. Falta-te uma humildade prática que te ajude.

 AMOR: - Acreditar no possível e no simples é meio difícil quando se cresce ouvindo...

QUEIJO: - Não vai fazer drama. Tirando meia dúzia de particularidades irrelevantes, a sua família é tão ferrada, traumatizada e traumatizante quanto qualquer outra. E você os ama. E se você sabe escrever e se você não tem medo das palavras, diferente daqueles que sofrem por causa de uma porcaria de redação, boa parte disso é culpa da falta de “diplomacia” que os seus familiares sempre tiveram ao falar com você. Embora não fosse culpa deles que você pensasse tanto e sentisse tanto. Embora não fosse culpa deles que você guardasse tanto. E que você fosse solitário demais para ter outros para contrabalançar a opinião deles sobre você. 

AMOR: - Como eles falavam mal, eu escrevo bem.

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