Voltaire ajuda

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

11 de janeiro de 2016

Estou com medo de falar alguma merda e assim fazer tudo sumir depois de piscar meus olhos, mas sei que até o silêncio pode ser mal interpretado. E também sei que só existimos quando expressamo-nos. Continuo com medo.

Estou contente, mas não sei o que vai acontecer. Uma certa malandragem e um certo gelo estoico eu uso para proteger-me, mas toda essa máscara pode sumir a qualquer momento ao enfrentar forças muito mais poderosas. Se isso já não esta acontecendo ou já aconteceu. Não sei o que vai acontecer, mas estou contente.

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QUEIJO: - A leitura de “Walden”, de Henry David Thoreau, esta sendo marcante. Já não é para você um livro qualquer.

AMOR: - Não mesmo. Palavras e visões sagradas. Ali a coisa é poderosa. Um livro tão bom que deixou de ser livro.

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LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZONIDAS

QUEIJO: - Pobre, pobre Lúcio Flávio Pinto! O seu fã mais marmota esta de volta! Isso lá é destino do maior jornalista brasileiro vivo?

AMOR: - Destino? Qual a diferença entre lutar contra o destino e cegamente e contentemente ser levado a esmo pelo vento? Se vou viajar para o Oriente não faz diferença eu saber e lutar contra, eu irei ao Oriente de qualquer jeito. Entendeu?

QUEIJO: - Não.

AMOR: - Onde estávamos?

QUEIJO: - A gente tava tentando resumir de forma atraente algum trecho de “Contra o Poder” (2007), de Lúcio Flávio Pinto, para todo mundo gostar dele.

AMOR: - Ah!

QUEIJO: - E?

AMOR: - Só deu para fazer com um parágrafo.

QUEIJO: - Affz!

AMOR: - Um jornalista tem que estar atento.

QUEIJO: - É alguma coisa para um país como o Brasil.

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FOTOGRAFIA
Convenções no mundo da fotografia. O sensor e a objetiva de uma câmera fotográfica na maioria das vezes estão perfeitamente alinhados. Isso é tão comum e esperado que ninguém reclama das distorções que isso causa.

QUEIJO: - Haveria distorções de qualquer jeito, seja qual fosse o desenho mais comum da objetiva e do sensor de uma câmera fotográfica.

AMOR: - Mais é um exemplo legal de coisa que a gente aceita sem pensar.

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Para Francis Bacon o principal elo de ligação na nossa sociedade era a religião.

QUEIJO: - Não estou muito a fim de comentar. Na verdade quero que você publique logo este texto. Faz muito tempo que não atualizamos o blog. Tem muito texto antigo esperando na fila.

AMOR: - Verdade!

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Primeiro dia de 2016. Sexta-feira. De ressaca pelas duas coxinhas e pelo guaraná desta madrugada (a ideia era comer pão de queijo no exato momento da virada do ano, - mineiro ortodoxo que sou -, mas não foi possível).

Na quarta-feira passada, 30 de dezembro de 2015, tivemos uma das notícias mais bombásticas para o cenário político brasileiro: uma delação à Polícia Federal (parte da “Operação Lava Jato”) incluía nomes, alguns já conhecidos por aparecerem nessas situações bisonhas e outros nomes que surpreenderam por estarem ali.
Entre os inéditos o nome mais importante é do senador Aécio Neves. 

Aécio Neves é um político ilustre e de longa carreira, já foi até governador de Minas Gerais e tudo. Foi candidato à presidente e é o nome mais importante da oposição, neste exato momento em que o Partido dos Trabalhadores vive seu momento mais difícil nesses 13 anos governando o Brasil.

O “Jornal da Itatiaia”, da Itaiaia, a mais poderosa radio de Minas Gerais, não menciona o nome de Aécio Neves ao falar sobre esta delação em sua edição de quinta feira, 31 de dezembro de 2015. O único nome que ela menciona é a do líder do senado, Renan Calheiros.
AMOR: - Bah, guri! Dá pra fazer um bruto escândalo com isso! A Itatiaia protegendo o Aécio Neves mais uma vez. Mais uma prova de quão fiel à verdade aqueles jornalistas são! E uma prova flagrante! Aquela delação foi um escândalo! Quantos telefonemas na quarta feira foram necessários?

QUEIJO: - Aécio Neves é apenas um senador, o Renan Calheiros é o presidente do senado.

AMOR: - E Renan Calheiros é tido como aliado da presidenta Dilma Rousseff, apesar dele pertencer ao misterioso PMDB. Apesar de ele pertencer ao PMDB...

QUEIJO: - Apesar de ele pertencer ao PMDB...

AMOR: - Mas o Aécio Neves é Aécio Neves, o grande nome da oposição! Como ele sendo citado na “Operação Lava Jato”, que a grande imprensa brasileira destaca diariamente, temos um duro golpe para a oposição. Um herói foi ferido gravemente!

QUEIJO:- Nossa, a grande imprensa brasileira vai sofrer tanto, mas tanto, mas tanto ao tirar de seus corações o Aécio Neves e colocar o Geraldo Alckmin! Nossa!

AMOR: - E a Itatiaia protegendo o Aécio Neves? Eles não citaram o nome dele naquela edição do “Jornal da Itatiaia”! Não citaram o nome dele! Foi flagrante, foi explícito!

QUEIJO: - O que o nome de Aécio Neves significa em Minas Gerais? Descobriu a pólvora agora? E aqui, quero puxar a sua orelha amorosa.

AMOR: - Ora, pois. Fale!

QUEIJO: - Você chamou a Dilma Rousseff de “presidenta”. Você não ouve o Alexandre Garcia? Vou acusar você de gostar do Partido dos Trabalhadores!

AMOR: - As duas formas, “presidente” e “presidenta”, estão corretas e eu uso a opção “presidenta” para destacar o fato de pela primeira vez uma mulher estar na liderança do país. Seu queijo ricota, seu intolerante sofisticado! Aqui, estou me interessando por dois nomes importantes do cinema estadunidense: Ava Gardner e Howard Hawks.

QUEIJO: - Você falou “estadunidense” em vez de “americano”! Ah! Você não se lembra daquele texto do Reinaldo Azevedo? Vou acusar você de não gostar dos Estados Unidos!

AMOR: - Apesar das minhas simpatias quanto à escola de pensamento político socialista e principalmente à escola de pensamento político anarquista, eu aceitaria de bom grado que o Estado brasileiro mudasse de natureza e abraçasse as regras da escola de pensamento político liberal. Claro, claro, aquele liberalismo próximo do clássico. Não aquela coisa selvagem e irresponsável do neoliberalismo.

QUEIJO: - Ahh!!!! Aaaaaahhh!!!!!! Você usou letras maiúsculas ao falar do governo! O correto é “Estado”, mas com letras minúsculas, minúsculas! Não leu aquele editorial da revista “Veja”?

AMOR: - Liberdade para pensar.

QUEIJO: - Liberdade para expressar-se.

AMOR: - Liberdade para expressar-se.

QUEIJO: - Liberdade para pensar.

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