Voltaire ajuda

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domingo, 15 de novembro de 2015

15 de novembro de 2015

[ Pausa. Preciso de música. Eu preciso de música. Me ajude Pedro Tchaikovsky.] 

AMOR: - Um atentado terrorista em Paris, ontem. Excepcionalmente grande para um terrorismo ocorrido contra a Europa: explosões, tiroteios e quase 200 mortos em uma única noite.

[ "Valsa das Flores"... "Valsa das Flores"... "Valsa das Flores"... "Valsa das Flores"... Esta tocando a "Valsa das Flores"!
Ah... 
Por quê as três Moiras não me amam e me matam justamente agora? ]

[ Nem termino a primeira impressão e começa "Pas-de-Deux do balé O Quebra Noses". Quando a ouvi pela primeira vez fiquei chocado por encontrar uma música ainda mais bonita que "Valsa das Flores".

AMOR: - A cobertura da imprensa brasileira a respeito do atentado em Paris foi maior, se comparado à cobertura à tragédia das barragens rompidas aqui no Brasil. 

QUEIJO: - Só porque no "Jornal da Band" eles falaram do assunto várias vezes e com direito à abertura exclusiva para as matérias e só porque até a torre do Grupo Bandeirante de Comunicação ficou com as cores da bandeira francesa?

AMOR: - Em outros telejornais e aposto que na imprensa escrita e no radio também a cobertura deve ter sido igual. Uma cobertura gigante, bem diferente da cobertura da tragédia doméstica. 

QUEIJO: - Bom, hoje é o dia seguinte aos atentados em Paris. Se investe agora. É mais fácil e barato usar material pronto que vem das agências internacionais de notícias. Lembra do episódio da morte do César Lattes e do aniversário de Júlio Verne no jornal "Estado de Minas"? Um grupo terrorista que defende uma religião julgada distante, é mais fácil ser atacado do que uma mineradora que patrocina órgãos de imprensa e campanhas políticas de tal forma que sua sombra de influência equipara-se aos dos bancos e das empreiteiras no Brasil. 

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