Voltaire ajuda

Voltaire ajuda

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

29 de outubro de 2015

QUEIJO: - Mas o que é isso?

AMOR: - Uma agenda!

QUEIJO: - Uma agenda?

AMOR: - Uma agenda!

QUEIJO: - HÁ! HÁ! HÁ! HÁHÁHÁ´HÁ!! HÁ! HÁ! HÁ! HÁHÁHÁ´HÁ!! HÁ! HÁ! HÁ! HÁHÁHÁ´HÁ!!

AMOR: - Por que você esta rindo de mim, seu queijo ricota?

QUEIJO: - Porque você é a última pessoa do universo que usaria uma agenda. Você é um cego em um vento também cego.

AMOR: - Contando que eu esteja acima, muito acima e que eu não pare...

[ ... ]

QUEIJO: - Perdeu tempo ouvindo música e vendo fotografias e desenhos. Valeu a pena? Esse velho prazer contra uma novidade que você já tinha julgado bom?

AMOR: - Era mais real e era mais perto. A outra vitória era menos real e estava mais longe ou difícil. E talvez nem fosse uma vitória minha.

QUEIJO: - Era uma vitória sua! Você tinha planejado, lembra?

AMOR: - A memória é poderosa e importante, mas as vezes ela não é tão poderosa e importante assim...

QUEIJO: - Ah, mas quando a verdade é cínica e melancólica você tem certeza. Como agora, certo?

[ ... ]

QUEIJO: - O que esta fazendo?

AMOR: - Procurando uns papéis sobre a reforma ortográfica.

QUEIJO: - Uai, por quê?

AMOR: - Não vou te contar.

QUEIJO: - Hum...

...

QUEIJO: - Huhum.. Hum...

AMOR: - O que foi?

QUEIJO: - Esse cheiro...

AMOR: - O que que tem esse cheiro?

QUEIJO: - Fá! Fé! Fí! Fó! Fum! Fá! Fé! Fí! Fó! Fum! Sinto cheiro! Sinto um cheiro! E não é  da Molly Whoppie ou do seu irmão Pequeno Polegar! Eu sinto cheiro é de um concurso público!

AMOR: - É, vai ter um concurso público na cidade...

QUEIJO: - HÁ! HÁ! HÁ! HÁHÁHÁ´HÁ!! HÁ! HÁ! HÁ! HÁHÁHÁ´HÁ!! HÁ! HÁ! HÁ! HÁHÁHÁ´HÁ!! HÁ! HÁ! HÁ! HÁHÁHÁ´HÁ!! HÁ! HÁ! HÁ! HÁHÁHÁ´HÁ!! HÁ! HÁ! HÁ! HÁHÁHÁ´HÁ!! Eu queria saber cantar e compor... Como seria uma canção para agora, héin? Vamos vamos ver... “Nããããooo fuuuuuuja de seeeeeu deeeeestinoooooooo... Lá! Lá! Lá! Iá! Iá!...”

[ ... ]

QUEIJO: - Uai, vai sair sexta a noite? Mas que coisa! Te peço uma coisa: durante o show, experimente não derrubar a lona do circo.

AMOR: - Vou ficar em pé e ficar tirando fotos. Se o show for muito legal, eu abaixarei a câmera e aproveitarei bem. Mas quero tirar bastante foto e treinar sempre.

[ ... ]

AMOR: - Semana que vem vou à cidade e vai ser o nascimento do jardim. Vai ser emocionante ver a flores brotando. Vai ser do baralho!

QUEIJO: - A terra ali é de argila, se você tiver sucesso vai ganhar bastante experiência em jardinagem.

AMOR: - Tem que ser flores do cerrado, respeitar o ecossistema. Assim a gente trás de volta as abelhas e salva o mundo do apocalipse!

QUEIJO: - Vai dormir...

[ ... ]

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Jair Bolsonaro por Sandra Brasil (Veja, 12 de janeiro de 2000. Página 49)

QUEIJO: - Os fans do Jair Bolsonaro são em maior número e mais organizados. 

AMOR: - Talvez, mas a gente faz a nossa parte. Como o beija-flor tentando apagar o incêndio na floresta, naquela bonita alegoria política.

 “Brasil Congresso
Palpite infeliz
O deputado Jair Bolsonaro corre o risco de ser punido por falar bobagens demais

Nesta terça-feira, a mesa da Câmara dos Deputados se reunirá para discutir uma possível punição ao deputado Jair Bolsonaro, do PPB do Rio de Janeiro, por ter defendido, pela segunda vez, o fuzilamento do presidente Fernando Henrique. Bolsonaro foi longe demais. Numa democracia, todos têm direito a defender livremente suas ideias. O problema do capitão da reserva e deputado Jair Bolsonaro é que ele ultrapassa os limites em dois aspectos. No penal, Bolsonaro faz discursos de incitação ao crime. No plano do exercício de seu mandato parlamentar, o deputado fere o decoro da Casa que o abriga, a Câmara Federal. Ele é um velho reincidente nesses capítulos, e, até hoje, os colegas toleraram sem reação suas insanidades. A situação parece que está mudando.

Dessa vez, o palco de Bolsonaro foi o Clube da Aeronáutica, durante o almoço de desagravo ao brigadeiro Walter Bräuer, demitido do comando da Aeronáutica por quebra de hierarquiam. Sem acesso ao microfone do clube, Bolsonaro aproveitou a presença da imprensa no local para fazer seu já tradicional show de pregações anti-democráticas. "Está na hora do basta", diz o deputado Arthur Virgílio, do PSDB do Amazonas, líder do governo no Congresso, que entrou com um pedido formal de cassação contra Bolsonaro por quebra de decoro. A mesa da Câmara vai analisar se irá acatar a proposta de Virgílio ou se encaminhará uma punição mais branda, A tendência é aprovar uma suspensão de mandato por até trinta dias. "Ele é reincidente e demonstra um contumaz despreparo para lidar com o regime democrático"; argumenta Virgílio.

[ A seguir as citações do quadro ilustrado da matéria “Palpite infeliz” sobre Jair Bolsonaro, escrito pela repórter Sandra Brasil e publicado pela revista Veja em 12 de janeiro de 2000.]

“ “Para o crime que FHC está cometendo contra o país sua pena devia ser o fuzilamento.”
(dezembro de 1999)

“Isso é que dá torturar e não matar.”
(junho de 1999, sobre as acusações de tortura do ex-padre José Antônio Monteiro que levaram à demissão do delegado João Batista Campelo da Polícia Federal)

“Se fuzilassem 30 000 corruptos, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, o país estaria melhor.”
(maio de 1999)

“Se fosse o presidente, fecharia o Congresso, porque ele não funciona.”
(maio de 1999)

“O grande erro da ditadura foi não matar vagabundos e canalhas como Fernando Henrique.”
(julho de 1997)

“Gastaram muito chumbo com o Lamarca. Ele devia ter sido morto a coronhadas.”
(julho de 1996)
[ Fim das citações do quadro ilustrado da matéria “Palpite infeliz” sobre Jair Bolsonaro, escrito pela repórter Sandra Brasil e publicado pela revista Veja em 12 de janeiro de 2000.]

No terceiro mandato como deputado federal, Bolsonaro é o autor das frases mais absurdas que saíram do Congresso nos últimos anos. Ele já xingou Fernando Henrique de canalha, defendeu ditadores, apoiou a prática da tortura e até pregou o fechamento do Congresso. Em 1986, Jair Messias Bolsonaro era um desconhecido oficial do Exército. Nesse ano, começou a sobressair. Primeiro, foi preso depois de defender reajuste salarial em um artigo publicado em VEJA. Em 1987, arquitetou um plano de explodir bombas em quartéis para protestar contra a prisão de um sargento, os baixos salários e a atuação da cúpula do Exército. Dessa vez, Bolsonaro apareceu de novo na revista, mas denunciado por VEJA como um dos autores de um plano terrorista. Nesse mesmo ano, ele chegou a ser acusado pelo então ministro do Exército Leônidas Pires Gonsalves, de indignidade para com o oficialato. O Superior Tribunal Militar o absolveu da acusação. Com todas essas peripécias era de se esperar que a carreira de Bolsonaro andasse para trás. Ao contrário, tornou-se muito prestigiado entre alguns setores das Forças Armadas como defensor da categoria. Isso lhe rendeu votos no baixo clero dos militares. Ironicamente, o mesmo discurso desequilibrado ameaça seu mandato.

Sandra Brasil"
(Revista Veja em sua edição de 12 de janeiro de 2000, página 49.)


terça-feira, 27 de outubro de 2015

27 de outubro de 2015

QUEIJO: - Onde nós estamos? Aqui não é o caderno.

AMOR: - Estamos na internet. Achei mais prático. 

QUEIJO: - Vai ser ruim, aqui não tem corretor automático. Volta para o caderno!

AMOR: - Meu peito respira!

QUEIJO: - O nosso peito respira... Mas o que isso tem haver? 

AMOR: - Isso é tudo que me da direito de tentar!

QUEIJO: - Arf! Isso é auto-ajuda, mas paciência! E la vamos nós!

[ ... ]

QUEIJO: - Viu? Não foi prático. De volta ao caderno.

AMOR: - Porcaria...

QUEIJO: - Lembre porque não deu certo hoje. Memória é a metade da sabedoria. 

AMOR: - A outra metade deve ser o sentimento que a memória acompanha. 

[ ... ]

AMOR: - Amanha falo sobre o livro "Walden", do Henry Thoreau.

QUEIJO: - Que que tem esse livro?

AMOR: -PUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUTA LIVRO !!!!

QUEIJO: - Por Júpiter! Quase me mata de susto!

AMOR: - Não consigo fazer com este livro o que facilmente faço com outros: destacar frases importantes ou mesmo parágrafos importantes.

QUEIJO: - Não consegue? Como não consegue? Ficou ainda mais marmota do que normalmente é?

AMOR: - É que todo o livro é importante, todo! Tudo, tudo, tudo ali. É incrível. Não consigo destacar a parte de um simples parágrafo, não consigo sequer escolher pelo menos um parágrafo mais importante... Desde "O que é Religião", de Rubem Alves, e "O Herói de Mil Faces", de Joseph Campbell; que eu não encontrava um livro tão exuberante em belezas e verdades.

QUEIJO: - Se apaixonou pelo monge estadunidense. Aqui, longe se ser um problema, isso na verdade é uma bênção. Você ter encontrado um livro tão bom!

AMOR: - É, de fato, uma delícia enfrentar o problema de encontrar o que destacar no FaceBook para fazer propaganda do livro.






sexta-feira, 16 de outubro de 2015

16 de outubro de 2015

QUEIJO: - Impressionante! Aceitou o serviço no sábado e na terça as fotos foram entregues! Impressionante! Já é um homenzinho!

AMOR: - O problema é que como é parente não da para ter muita certeza se gostaram ou se não gostaram.

QUEIJO: - Bah, não esquente a cabeça com isso. Fez um trabalho e entregou rápido. Foi um desses pequenos milagres pessoais de que a gente pode se orgulhar.

[ ... ]

AMOR: - Acho curioso que Gilberto Dimenstein peça para que a Dilma renuncie e ao mesmo tempo diga que não há provas concretas de atitudes erradas feitas por ela. Ele diz que a renuncia seria um ato patriótico por parte dela. Ora bolas, se não há motivos objetivos; porque renunciar?

QUEIJO: - Porque quanto mais tempo a Dilma ficar no poder, mais difícil vai ser a vida da próxima pessoa que ocupar o cargo do executivo. O descontentamento não é apenas com o Partido dos Trabalhadores, mas com todo o sistema político. Esse segundo descontentamento é mais difuso, generalizado, irracional, obscuro; o que o torna especialmente perigoso.

AMOR: - E daí?

QUEIJO: - E daí que esse segundo descontentamento esta aumentando e pode superar o descontentamento com o PT. E assim infernizar a vida do próximo governo federal.

AMOR: - Ainda não entendi.

QUEIJO: - Mas o calor esta mesmo afetando o seu cérebro. “Vamos ter que suportar um ano e meio, talvez três anos para combater a herança petista!” Quem teria paciência? Não iríamos engolir por muito tempo e exigiríamos pelo menos doses grandes de paraíso  bem rápidas sobre nossas cabeças. Você acha que a imprensa pintaria um Brasil rosa e que o Congresso aprenderia ser eficiente quando dissesse “sim” ou “não” para o Executivo?

AMOR: - Se todo mês uma meia dúzia de poderosos fosse para cadeia e o combate à corrupção continuasse firme, poderia ajudar muito a conter os ânimos num governo futuro.

QUEIJO: - Seria impossível manter o mesmo ritmo, a lei não funciona assim. E mesmo que fosse do jeito que você descreve, poderia piorar as coisas: violência causada pelo desespero de viver em um país tão completamente corrupto. Ou então uma apatia motivada pela descrença.

AMOR: - E aí nós brasileiros ficaríamos ansiosos para nos sentir satisfeitos e acabaríamos aprovando um governo de meia tigela. Só uns 40% diferente do que já tivemos.

QUEIJO: - Sim, mais ou menos por aí. Pararíamos no deserto antes da Terra Prometida.

AMOR: - Caminhar no deserto cansa.

QUEIJO: - Cansa tanto que pedimos para quem venceu as eleições renuncie para que a Terra Prometida caminhe até nós.

 [ ... ]

[  
A semente como o símbolo mágico do ciclo infinito.
A vida provém da morte = A bem aventurança provém do sacrifício.
Como ensina Jesus: não seja um grão de mostarda inútil.

Apreciar a perspicácia dos escritos hindus.

A suprema realidade que, por definição, transcende a linguagem e a arte.

Apesar das muitas diferenças, todas as religiões concordam em pedir para que vivamos em si mesmos. O pecado imperdoável, o grande erro é não estar alerta e inteiramente desperto. Acorde!

Não ser pessimista.

Os dias atuais tornaram a busca espiritual ainda mais importante e urgente.
Que cada um encontre o seu “ponto central”, esse ponto é o que o nosso olhar mais procura.

“Um portentoso futuro multicultural.” – Joseph Campbell.

Não fique aborrecido com as controvérsias, apenas continue o seu caminho: ensine os outros a encontrarem a suas próprias bem aventuranças.

Extremamente sábio. Conhecer o vasto “escopo de nosso passado panorâmico, como poucos homens jamais fizeram”.

Não ter ideologia ou teologia: apenas dançar ao som da música total.
(Fim de uma apresentação sobre Joseph Campbell. )
]

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

9 de outubro de 2015

AMOR: - Estou de volta.

QUEIJO: - Estamos de volta. Não consegue ser mesmo constante e agora cismou de que vai conseguir fazer o blog ficar diário.

AMOR: - Mas desta vez vai!

QUEIJO: - Como das outras vezes. Esta há mais de um mês sem editar fotos e já tem gente cobrando novos cartões postais. Vende pouco, mas só de ter ouvido isso já tem o suficiente para realizar uma oferenda aos Deuses pelo mais puro e absoluto milagre! E antes que me esqueça: parabéns pelos vídeos no YouTube!

AMOR: - Sim, sim, e para escapar do Calcanhar de Aquiles dos direitos autorais das músicas; eu aprendi a fazer remixes! Sou multi mídia agora! Sou multi mídia agora! Letra, vídeo e música!

QUEIJO: - Impressionante. E os desenhos e esculturas?

AMOR: - Esculturas vão ser substituídas pelos jardins e desenhar foi a primeira arte que eu quis dominar na vida, sempre vai estar presente dentro de mim.

QUEIJO: - E tem os exercícios físicos que, ainda que timidamente, você começou a fazer. Mas o problema é mesmo uma alimentação saudável. A falta de dinheiro ajuda a falta de disciplina aqui. Mas você esta mesmo mudando. Com a lerdeza ferrada de sempre, mas esta.

AMOR: - E lá vamos nós!

[ ...  ]

[ Algumas palavrinhas depois de ler alguma coisa pequena de Joseph Campbell.

Ensinar mais. Ensinar mais e assumir a responsabilidade por isso. Querer que os fados nos guiassem.

Não esquentar a cabeça ao querer convencer os outros, preocupar-se mais em revelar a radiânsia das suas descobertas.

Quando realizamos a viagem temos um mapa pronto bem dentro de nós. Podemos chamar esse mapa de “mitologia”.

Quando nós dançamos porque resolvemos ouvir o universo cantando para nós; isso também é mitologia.

É a ladainha ritual de algum curandeiro do Congo
São os poemas de Lao-Tsé.
E os mais finos argumentos de São Tomás de Aquino.

Um acordo maravilhoso entre humanos e monstros para que todos pudessem ficar juntos dentro do círculo místico atemporal, de vida, de morte, de ressurreição e ritual.]