Voltaire ajuda

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

2 de setembro de 2015

[ A rudeza é forte e a fraqueza nos comove. Sabendo disso muitos artistas, em situações de emergência,  usam a rudeza e a fraqueza como remédios substitutos de algo melhor, mas que no momento não esta disponível.

As experiências podem ser as mesmas, mas as reflexões a respeito são novas. E essas novas reflexões sobre experiências repetidas e muito conhecidas, ajudam a você a ser um pensador melhor. Aqui a boa memória apenas atrapalharia.

Uma grande artista ou um grande artista tem é que dar fome à cada alma de seu público. E não encher cada alma de seu público com comida de fast food.

O medo de não conseguir ser realista faz com que muitos artistas apelem para o surrealismo e fantasioso em suas obras. Isso serve de alerta: a fantasia em tal obra esta ali por valor próprio ou esta ali apenas para disfarçar?
(Nietzsche Apaixonado) ]

QUEIJO: - Não consegue dormir cedo e muda o esquema de tarefa um milhão de vezes.

AMOR: - Não posso fazer menos de ontem, só isso. Peguei uma base, segurei-a com toda força e isso é semente para muito. A mudança do esquema de tarefas é ruim, mas essas constantes mudanças também significam que algum vigor ainda existe.

QUEIJO: - Isso é depressão e quanto ao vigor: já olhaste para o espelho sem camisa?

AMOR: - Eu tenho apenas espelhos vestidos aqui.

QUEIJO: - Engraçadinho!

AMOR: - Eu sou bom na arte da raquete elétrica contra os malvados pernilongos!

QUEIJO: - Eu não recomendo que você fale isso para as garotas.

AMOR: - Pelo menos eu não sou um Lezende ou um Faquena da vida: comprem uma câmera de segurança e entreguem as imagens do crime em Hight Definition para gente! Eu só não posso entregar se eu estiver morto, não é?

QUEIJO (desanimado): - É... Isso também seria estranho...

AMOR (falando de maneira afetada): - Ei, ei, Faquena! Acorda, vamos, acorda! Não liga não para o machado na minha cabeça, toma a fita para você exibir no programa!

QUEIJO: - Deixe esses dois em paz, eles devem ter dificuldade para dormir e ter gastrite de tanto passar o dia cercado de notícias ruins.

AMOR: - E por sermos um país de origem católica, esse amor ao jornalismo policial não vai desaparecer tão cedo por aqui.

QUEIJO: - Sim, nós somos um povo que gosta de parar para ver o cadáver. Embora no dia seguinte a gente saia de casa sem um “eu te amo” a mais e sem um abraço a mais, também.

AMOR: - Mas a missa aos domingos a gente não esquece!

QUEIJO: - É um compromisso muito mais fácil de lembrar. Viva o dia das mães e o dia dos namorados, entende? E o sacrifício de acordar cedo aos domingos é enorme e enorme, não seja cruel; Amor.

[ ... ]

AMOR: - As pessoas reclamam que a Polícia Federal esta usando muito a figura da “delação premiada”. O sujeito conta a verdade e em troca tem uma pena menor.

QUEIJO: - A forma possível que eles têm para investigar crimes. E eles podem, pois esta na lei. E não é apenas a Polícia Federal que usa a “delação premiada”, muitas delegacias a usam. Existem apenas algumas diferenças, se é que você me entende...

AMOR: - Entendo, lembro de uma pesquisa da Anistia Internacional em 2014, inclusive; entendo tanto que vou parar por aqui!

QUEIJO: - Existe liberdade de expressão no Brasil.

AMOR: - Existe uma ova! A não ser que você tenha a assessoria jurídica da revista “Veja”.

 [ ... ]

AMOR: - Vou fazer um curso de culinária e de dança. Vou me tornar um bom partido!

QUEIJO: - Há Há! Há! Há! Háháháhá! Sem dúvida, sem dúvida...

AMOR: - E quando ela me perguntar se o bolo de domingo a noite esta gostoso, eu direi uma daquelas mentiras piedosas. E vou fazer isso sem sentir dor no peito! Nem que seja só uma vez, depois de mais de 30 anos de casamento.

QUEIJO: - É; você é mesmo um bom observador. Meus parabéns. Agora lembre-se sempre que promessas de amor todo mundo faz e a rotina, o tédio e o orgulho são grandes adversários de você.

[ ... ]

AMOR: - A! Ai!

QUEIJO: - O que foi?

AMOR: - Este aforismo de Nietzsche é chato de ler.

QUEIJO: - É chato, mas é melhor conhecê-lo em primeira mão do que pelas mãos de divulgadores que só sabem citar os mesmos trechos e repetir os mesmos lugares comuns ou ainda por meio de jornalistas cujos únicos acertos em um texto são acertar o nome do filósofo alemão.

[ ... ]

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