Voltaire ajuda

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terça-feira, 7 de julho de 2015

Se você ficar no queijo?

"Cinema Paradiso", meu filme favorito. 
Se dois bobos como Reinaldo Azevedo e Alexandre Garcia dizem que o Governo Dilma é uma porcaria, aí eu vou para a torcida e grito mesmo criticando eles. Agora se é o Lúcio Flávio Pinto e o Carlos Brickmann que dizem que o Governo Dilma é uma porcaria, então tudo bem para mim. São dois caras legais.

Curiosidade e curiosidade. A cada instante ser surpreendido e a cada segundo querer ser surpreendido.

"Não quero faca nem queijo; quero é fome." - Adélia Prado.
Pois eu quero a Adélia.
Pois eu quero a fome.
Pois eu quero o queijo.
Pois eu quero os instrumentos para fazer jardinagem.

Eu não lembro das matérias que ensinaram-me no colégio, eu lembro do que minhas professoras e professores falavam entre as matérias. É quando os professores voavam e cantavam diante dos alunos.
Era quando eles podiam.

Tinha uma garota que sentava perto de mim no colégio, bem ao meu lado. Ela me dava a impressão de ser fútil, alienada e patricinha e tal. Pois teve uma história legal.
A professora de biologia contava sobre as regiões pobres do Brasil e de como era a saúde das mulheres nesses lugares, como tudo aquilo afetava a vida dessas mulheres. A professora deu exemplos impressionantes.
Eis que me viro para o lado e vejo algo que eu nunca poderia esperar.
A garota prestando a atenção de maneira completa.
Achei aquilo incrível e fiquei na Lua imaginando que existia algum elo-metafísico-invisível-indestrutível-feminino ligando todas as mulheres e que fez aquela garota tão fútil ser atingida e se interessar por aquelas mulheres pobres.
Naturalmente guardei essa impressão só para mim na época. Na verdade é a primeira vez que conto essa história. (risos).
[ Esse blog vai ficar meio memorialista, como se vê. Mas só depois conto do livro do Primo Levi e da artesã que fez cara feia]

Alguns recortes do meu arquivo são sobre esportes. Vendo alguns eu começo a pensar sobre um dado bem objetivo, bem concreto para identificar o quanto o futebol brasileiro esta doente: a quantidade absurda de recordes que não são batidos há mais de 30 anos.
Naturalmente não se espera que a cada temporada tenhamos um novo Pelé, mas temos alguns recordes que até em humildes campeonatos estaduais são difíceis de bater, o que revela falta de vigor do futebol.

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