Voltaire ajuda

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sábado, 4 de julho de 2015

Saúde e Surpresas

Não é "volume', o correto seria "segundo fascículo". Na próxima ilustração vou tentar lembrar, também, de colocar o ano da publicação.

Tempo, tempo. Perdi quase toda a manhã e estava com os olhos aberto quando isso aconteceu, com os olhos abertos!
Estou mais organizado e produtivo, mas ainda estou bem longe do ideal.

Aquela fraqueza e preguiça. Aquela falta de fé em qualquer atividade em si ou em que ela poderia produzir.
Como é mesmo aquele trecho do meu amado Will Durant?

“Estes homens são fracos, sobretudo, por não coordenarem os propósitos que dominam e unificam a vida.” (“A Filosofia da Vida” – Will Durant. Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1948.).

Palavras poderosas e uma ideia interessante. Gostei. Deve aplicar-se a mim, obviamente. 

Ou não?
Eu tenho mania de sentir-me julgado o tempo todo e parte disso deve explicar a rapidez com que eu leio algumas regras para a vida e julgo que elas aplicam-se para mim. Não pode ser assim tão simples e isso pode atrapalhar mais do que ajudar.

Tenho que ter calma. (Logo eu pedindo a mim mesmo para ter calma!). (risos)

NIETZSCHE APAIXONADO
“Quem fez o bastante para os melhores de seu tempo
Viveu para todos os tempos.” – Schiller, poeta alemão.

Aplausos das melhores e dos melhores, de qualquer tempo e lugar; é o que importa para você ser também um melhor.
Homero que ia gostar de J. S. Bach que ia gostar de Da Vinci que ia gostar de Machado de Assis que ia gostar de Ivan Kramskoy e etc.

Uma linha, você entende? Não reta, não curva, apenas uma linha. Filhotes peguem um pedaço dela, transforme esse pedaço em seu e vai com a fé e suor. 

LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZONIDAS
Alguns casos de corrupção são tão explícitos, mas tão explícitos que o choque produz em nós uma completa incredulidade: “MAS NÃO É POSSÍVEL QUE é isso!”

Origem do dinheiro? Mas dinheiro não é dinheiro, não é igual? Ai, ai! Até entidades filantrópicas e religiosas! 

- Mas este caso específico de contravenção emprega muitos trabalhadores, você quer que joguemos todos na rua? 
- Argumento trapaceiro; se são trabalhadores, cadê os direitos trabalhistas? E seus deveres previstos na legislação? Essa justificativa “trabalhista” não vale.


VIOLÊNCIA: A HISTÓRIA DO SÉCULO XX (Obrigado J. M. Roberts, James Joll, A. J. P. Taylor, G. H. Le May, David Pong e Editora Abril Cultural). 
Tentou-se fazer aproximações entre Grã-Bretanha e Alemanha em 1898 e 1901. Não deu certo nas duas ocasiões.

Existem nações que são mesmo casos tristes da medicina: doentes em estado terminal. E existem nações que, ao contrário, são fortes e saudáveis e agem de acordo com isso. É o pensamento selvagem do continente mais civilizado do mundo. 
O Brasil, ao longo da história, foi uma nação saudável ou moribunda? De repente lembro-me da epidemia de cólera no país, no começo da década de 1990.

Os Estados Unidos já tinham chegado a Cuba e a Filipinas, mas ainda era, quanto à identidade própria, um pedaço da Europa. O Japão é um caso mais curioso. A partir da segunda metade do século XIX até o comecinho do século XX, os japoneses já  tinham crescido e se modernizado de forma impressionante. Copiaram o que puderam do ocidente e misturaram com a sua sociedade praticamente feudal. 
Aposto que os japoneses fizeram isso por que não tinham um Juscelino Kubistchek  para arranjar empreiteiras e montadoras de automóveis para mandar no país.

O imperialismo foi sangue e dinheiro, essencialmente, mas neste fenômeno complexo havia sutilezas. Por exemplo: entre as intenções havia o desejo de acabar com a escravidão e de espalhar o cristianismo por todo o globo. Por outro lado, às vezes um país europeu atacava e explorava outro povo praticamente por prestígio.

Guardem esses nomes: Etiópia, Afeganistão e Tibet. No desabrochar do imperialismo eles ainda estavam intocáveis pelos dedos europeus. Por enquanto.

Em 1891 uma encíclica, durante o papado de Leão XIII, revelava preocupações quanto à desigualdade social. Foi um documento muito importante. As classes dominantes foram inteligentes para perceberem o perigo e cederam bastante, muito mesmo para manter-se no comando. 
Mesmo assim a marcha do socialismo aconteceu e um grande crédito cabe a Friedrich Engels em relação a isso. 
Nos Estados Unidos o marxismo nunca foi popular, pois os operários não se sentiam iguais aos seus irmãos europeus, quanto à consciência de classe; devido ao crescimento do país e a sua mobilidade social. 

Podemos dizer que até a esperança em um mundo melhor era "científica", concreta. A ciência estava vencendo e vencendo e tornando o cotidiano de todas as pessoas muito melhor. Era irresistível esse otimismo generalizado em todo o mundo desenvolvido.
Mas Henri Bergson, Friedrich Nietzsche e ciências como a sociologia destoavam desse otimismo generalizado, chamando a atenção para a importância do irracional em nossas atitudes e lembrando que novos e antigos desafios esperavam a todos.

Rússia e Espanha são teimosos e não querem usar, em suas ferrovias, a bitola descoberta por Robert Stephenson em Durnam. 

A Grã-Bretanha era a dona do mundo, mas muitos ingleses não conseguiam deixar de pensar que isso ia acabar e o império britânico ia se transformar em uma triste bolsa de valores cujos lucros iriam para poucos.

Espanha dividida em repúblicas anárquicas (Mas já? Um pouco mais de 50 anos antes da Guerra Civil Espanhola?) e a brutalidade inglesa na Índia.

Se no jubileu da rainha em 1887, os ingleses convidaram todo mundo, dez anos depois convidaram ninguém para a festa. Não precisavam. 

A Guerra Bôer era, infelizmente, uma questão de tempo. 

A “semana negra” para os ingleses. Gênio militar de J. H. De La Rey.

E os ingleses apresentam ao mundo os campos de concentração: para os cidadãos de Orange, que apesar de terem se rendido, ficaram sendo alvo de ingleses e holandeses do mesmo jeito. 

Holandeses e ingleses concordaram em não envolver os nativos do sul da África na guerra. Nenhum dos dois lados cumpriu essa promessa. Guerra é guerra. 

Emily Hobhouse 
Sir Henry Campbell-Bannermann.

Negociações confusas. (Quer dizer: eu li o texto e não entendi) Horror e honra em Spion Kop.

Vocês querem trazer a palavra de Jesus Cristo ou ensinar os chineses a profanar os cemitérios? 

Estradas de ferro e telégrafo agridem os espíritos do feng-shui. 

A China do final do século XIX e do começo do século XX apanhava de todo mundo e a cada guerra, tinha que ceder mais e mais. Na verdade, foi por pouco que a China não virou uma “África”. Que contraste com 2015, quando a China é essa superpotência! 

Sim, os missionários cristãos interferiam na política chinesa e os chineses cristãos acabavam formando um gueto.

Dois missionários cristãos vindos da Alemanha são assassinatos. 
Navios de guerra russos vieram fazer companhia para os navios de guerra ingleses que, por sua vez, tinham vindo achando que os navios de guerra alemães estariam se sentindo, assim, sozinhos na China tão vazia.


Na Rebelião dos Boxers temos sir Edward Seymour, apelidado pelos ingleses de “See-no-more”, famoso pelas trapalhadas que fez durante o conflito. 

Termina o conflito e a China é novamente derrotada. Semanas e semanas de saques. Assassinatos de personagens chineses escolhidos a dedo. A multa, que pelos juros era impossível a China pagar, foi transformada pela Grã-Bretanha e Estados Unidos em bolsas de estudo para chineses no exterior.

BARUCH ESPINOSA E O MUNDO DE AMANHÃ E ONTEM 

Quem são os ídolos de vocês?
Escolher bem os nossos ídolos, os nossos modelos e exemplos. Útil para nos ajudar na caminhada pela vida. Seus erros nos ensinam e suas vitórias nos convidam. 

Alguém que vence com ou sem esforço? Alguém que vence acordando cedo ou vence sem sequer fazer algum plano? Alguém que tenta, tenta, tenta, tenta e que não para no primeiro “não”? Ou alguém que vence tão rápido que acaba não tendo tempo para aprender com a vitória?

É preciso saber escolher. No Brasil ainda é popular gostar de quem vence sem ter esforço e disciplina. Ruim, pois isso estimula a preguiça, a displicência e a inveja.
(Palavras inspiradas pelo artigo do economista Claudio de Moura Castro, “Quem são nossos ídolos?”. Artigo publicado na revista “Veja”, edição de 6 de junho de 2001.)

Alegria, a esta altura da guerra? Alegria, agora?
Oficialmente a resposta seria que o que falta é dinheiro, saúde, amor e a decência.

Mas pode ser que falte alegria, falte humor em nossas vidas. E, enquanto penso que isso nos transforma em maus agradecidos aos olhos da vida e do mundo, penso que curioso é descobrir esse ponto em comum entre Lya Luft, Erico Veríssimo e Nietzsche. 
(Palavras inspiradas pelo artigo da escritora Lya Luft, “Falta alegria em nossas vidas”. Artigo publicado pela revista Veja em sua edição de 28 de julho de 2004.)

Um trecho bem anarquista na obra de Machado de Assis! Ah, que amável por parte dele!
Quando chegamos a julho de 1991, o Brasil já tinha vivido várias formas de governo. Mudanças nessa área não são exatamente novidade para nós.

O texto de Roberto Pompeu de Toledo, “Parlamento x presidente”, publicado pela revista “Veja” em sua edição de 10 de julho de 1991 esta incompleto. Acho que falta uma página. A parte em que ele trata um pouco mais das desvantagens do parlamentarismo e, suponho, deve fazer algumas conclusões.
Mas como o texto de Roberto Pompeu de Toledo é interessante, vou fazer uns comentários, sim. Falta o final, mas sou ecológico e na falta de textos bons por aí, não vai ser eu a desperdiçar um por estar incompleto.

Onde nós estávamos meus milhões de leitoras e leitores? Oh, sim: julho de 1991. José Serra e Hélio Jaguaribe concordam que o presidencialismo esta em crise o Brasil precisa é da forma e governo parlamentarista. Igual ao Roberto Freire, do Partido Popular Socialista, hoje, 2015, na televisão, dizendo que o presidencialismo esta em crise o Brasil precisa é da forma e governo parlamentarista. Sou simpático á mudanças, ocorre que no dia seguinte o povo vai continuar o mesmo e os políticos também vão continuar os mesmos. Também temos que olhar no espelho e conferir se não queremos mudanças radicais porque na verdade não gostamos é do resultado da última eleição.

No presidencialismo não é necessário ter maioria no Congresso, mas cada batida de frente entre eles o país perde semanas e semanas de decisões e mudanças. 

Parlamentarismo? Sim, você gosta? Legal, tudo bem. Mas aqui, você tem algum em mente? É, porque o que não falta é tipos de modelos de governo parlamentarista. Os países mais avançados do mundo são parlamentaristas, mas olha um detalhe chato: compare o tamanho dos países da Europa e o tamanho dos Estados Unidos e Brasil.

- O presidencialismo deu certo nos Estados Unidos!
- E?
- “E”, o que?
- Me dê mais um exemplo de país em que o presidencialismo deu certo.
- É... Hã... Ih... 

É, mas também, quando o parlamentarismo entra em crise feia ninguém segura. Alguém tem o celular do De Gaulle? Ô De Gaulle! Ô De Gaulle! Chega mais que o trem ta feio aqui na França!

Concluindo: Parlamentarismo ou Presidencialismo não fazem diferença, o que faz diferença é o sistema de votação, o caráter do
s partidos, a cultura do povo quanto ao modo como ele se comporta diante de qualquer autoridade e o tamanho do Estado e do território nacional. Acho que no Brasil vivemos um presidencialismo, na hora de pedir dinheiro e culpar alguém por tudo e, ao mesmo tempo, vivemos um parlamentarismo na hora de ocupar e usar o Estado brasileiro para benefícios de particulares.
( Comentários baseados no texto de Roberto Pompeu de Toledo, “Parlamento x presidente”, publicado pela revista “Veja” em sua edição de 10 de julho de 1991.) ((((  SALTAR!!!!  ))))

O Brasil tem muito dinheiro para investir, apenas não o usa para o povo. Suprema sabedoria, héin? Um exemplo questionável: gastar 9,5 milhões de reais para patrocinar a torcida brasileira durante as Olimpíadas de Atenas? Patriotismo é bom e eu gosto, mas quase 10 milhões investidos em quem teve dinheiro para viajar a Atenas?
(Comentários baseados no artigo de Diogo Mainardi “Perde, Brasil”, publicado pela Revista Veja em sua edição de 28 de julhos de 2004.) 

Um texto sobre saúde. Como não sou especialista e aqui não é lugar para resumos ou citações pura e simplesmente; vou apenas destacar e comentar os pontos que estão dentro do senso comum e negligenciado.

Sim, descascar as frutas vai fazer você perder muitas e muitas vitaminas. Em compensação você também vai perder muitos e muitos motivos para adquirir um câncer motivado por ingestão de substâncias tóxicas usadas nas plantações.

O que você comprar e que estiver fora da safra, vai ter mais agrotóxicos e hormônios.

Da carne ao queijo, fuja de qualquer gordura. Por motivo puramente químico, há ali uma maior concentração de agrotóxicos e outras substâncias perigosas que foram usadas.

Guardar alimentos em vasilhames tem os seus detalhes: se estiverem muito cheios e se forem muito grandes não é bom.

Prepare o alimento e coma-o, quase imediatamente. Não é bom esperar muito para comê-lo.

Um órgão interessante a se procurar: Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
http://abran.org.br/
(Palavras inspiradas no texto de Vanessa Jacinto “Infecções Alimentares”, publicado pelo jornal Estado de Minas, em sua edição do dia 25 de janeiro de 2005.)  

De que adianta duplicar uma rodovia, se a venda de carros continua constante e alta?
Quando finalmente o transporte coletivo for digno, vai ter lugar para sentar nos ônibus? 
Algum dia teremos a formação de médicos e policiais em um ritmo que harmonize com o crescimento populacional das cidades brasileiras? 
A superpopulação é um problema tão terrível a se enfrentar que ele quase nunca sequer é mencionado, mas o contrário também é possível: muita gente, muitas mãos, mentes e corações prontos a ajudar a encontrar soluções.
(Comentários inspirados pelo ensaio de Roberto Pompeu de Toledo, publicado pela revista Veja em sua edição de 2004.)

“A calúnia é filha da ignorância e irmã gêmea da inveja.” – Ditado espanhol. 
Então, o que a pessoa invejosa não sabe e que faria toda a diferença?


Ela não sabe que o que ela deseja não é o material e sim algo abstrato e completamente intrínseco à pessoa que ela inveja e a todas as outras pessoas (inclusive ela mesma): a experiência de estar satisfeito, contente e alegre com alguma coisa. Essa experiência não pode ser transferida ou roubada. Muito menos se a pessoa que inveja atacar a outra. 
A pessoa que inveja tem que olhar para dentro de si e descobrir como ter ela mesmo as suas experiências de contentamento. O que ela gosta de fazer, de ter, de experimentar? Procure isso e terá a sua própria experiência de estar contente.

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