Voltaire ajuda

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

A minha religiosidade e os seres iluminados da sombra

Uma comédia leve, bobinha, que assistimos com prazer e que faz uma defesa maravilhosa da família. Qualquer família. 
Estamos de volta aqui. E o clima esta quente. Estão querendo derrubar a presidenta Dilma.
Um dos problemas disso é que a oposição toda não esta aparecendo e nem fazendo propostas para ajudar, o que faz a gente perguntar: vamos ficar nas mãos de quem, exatamente? Quem são esses iluminados que vão salvar o Brasil e que ficam apenas nas sombras?

A grande imprensa não gosta da Dilma e do Partido dos Trabalhadores por motivos razoáveis e outros que são inconfessáveis. Preconceito, para ser claro. Falei da grande imprensa porque ela é um dos atores principais de toda essa situação. Só temos notícias ruins e isso há meses e meses. Há um claro exagero nisso. E esse excesso de negatividade deixa o povo brasileiro, normalmente violento, ainda mais violento. Por exemplo: é comum encontrarmos na internet vídeos de pessoas ofendendo políticos do governo federal em restaurantes e aviões. Violência gera violência e é muito fácil aqui o feitiço virar contra o feiticeiro. Cuidado. Calma. Prudencia.

Administradores idiotas, administradores ladrões e economia fraca, quando não tivemos isso no Brasil?
Economia não e uma ciência exata e ela é algo dinâmico, de modo que não é loucura que o segundo semestre a economia brasileira esteja bem melhor.
E tem muita vítima falsa nessa história de economia fraca. Indústria automobilística, por exemplo. Mais de 50 anos fazendo o que quer aqui no Brasil e agora chora? Não tem poupança para problemas, como qualquer dona de casa precisa fazer? Um momento difícil e já estão demitindo, é?

Tinha nada para fazer no centro da cidade e não tinha com quem me encontrar. Na locadora eu não iria, então resolvi ir à biblioteca.

Não era o que planejei, acabei pegando dois livros (iam ser três, mas o Manoel Bandeira é joia e vai me perdoar). Um do encontro do Rubem Alves encontrando-se com Gilberto Dimenstein, para ambos confessarem que foram maus alunos na escolas e bons alunos na vida; e um outro livro que é um elogio ao rabo do tatu e uma seleção de textos do escritor, psicanalista, antipsicanalista, um homem do mundo, anarquista e sujeito criativo Roberto Freire.

Vou, também como faço com o Lúcio Flávio Pinto aqui, escrever um diário de leitura destes livros.

E vou começar agora, pois, pois!

Antes vou colocar aqui algo sobre outro panfleto evangélico que recebi. Foi neste dia da biblioteca. Respeito muito esses evangélicos que ficam distribuindo esses papeizinhos por aí e visitando os outros.
Este panfleto fala sobre os perigos de se colocar o dinheiro, e não Deus, no controle de nossas vidas.

Pois é, não acredito nem no Dinheiro e nem em Deus, eu acredito no Humano. Acreditar em Deus e no Humano é praticamente a mesma coisa, mas a ausência de um corpo clerical para mandar e perdoar (a gente gosta de obedecer e precisamos de uns perdões condescendentes de vez em quando) e a dificuldade de amar de verdade, torna essa religiosidade tão simples em algo tão impossível de praticar. Como se fosse um hippie que tivesse hiperatividade, entendem?

E o que significa ser humano mesmo? A única coisa que sei aqui é que temos que caminhar. Sei lá para que direção, não me perguntem sobre isso, apenas caminhem. Caminhem e busquem.
Não existe inferno, punição eterna ou pecado, você só não pode parar.
- O que acontece quando a gente para?
- A gente morre e fica dogmático, uai.

Falei que não existe pecado, mas existem sim e dois: a mentira e a preguiça.

E por falar em mentira e preguiça, não vou começar o diário de leitura do encontro do Rubem e do Gilberto, como falei que faria. Vai ser amanhã, acreditem meus milhões de leitoras e leitores.

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