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quinta-feira, 23 de julho de 2015

23 de junho de 2015 (2 de 2)

AMOR: - Vou continuar o diário de leitura do “Viva Eu, Viva Tu, Viva o rabo do Tatu” (1977), livro de Roberto Freire; vou editar as fotos do Congado e...

QUEIJO: - E vai é ficar ouvindo David Bowie sem parar enquanto olha essa foto aí da Olivia Thirlby
.
AMOR: - As duas mãos sobre a cabeça, bagunçando os longos cabelos negros. Ela esta cansada e surpresa, talvez surpresa por estar assim. Duas pulseiras grandes no pulso direito e talvez algum anel em um dos dedos, mas aqueles cabelos não me deixam ver. Ela esta olhando para mim e por isso não posso olhar para outra coisa senão ela. A posição dos braços levanta um pequeno casaco estranho, estranho por ser pequeno e parecer masculino. Deve ser moda. Deve ser algum sofá moderninho de alguma boate ainda mais moderninha. Sou rosto é belo, mas nada de excepcional o que o torna, dialeticamente pelo desejo e imaginação, excepcional. Não há decote, há algo tão bom quanto: pele, muita pele exposta. Essa pele e o fim bagunçado do cabelo pedem dedos que afastem esses fios e conheçam os contornos do pescoço. O Graal é a nuca, como toda nuca dos seres femininos. Estamos descendo e os seios são pequenos, o que também dialeticamente você decide ser bom ou não. Já escolhi aqui e continuo querendo. O vestido é dividido em duas partes bem diferentes. A parte de cima lembra uma dessas lingeries do século XIX e a parte inferior é apenas uma longa saia onde predominam o roxo e o violeta. A outra cor é o negro, mas essa cor esta apenas na parte central o que, surpreendentemente, não é o grande destaque. Não é aquele centro e sim a curva: ela esta com as pernas cruzadas e suas coxas são mais belas que a face de Deus. E fim!

QUEIJO: - E termina no exato momento em que a Polonaise de “Eugenio Oneguin”, de Tchaikovsky, termina.

AMOR: - Bonita coincidência!

QUEIJO: - De David Bowie a Tchaikovsky!

AMOR: - Agradecer à Olivia pela inspiração. Ela nem sabe que eu existo, mas quero registrar aqui desejos de tudo de bom para ela!

QUEIJO: - Não se empolgue tanto, reserve um pouco desse pensamento positivo para você mesmo. Em seu caso, pensamentos positivos são objetos raros.

[ O olhar desafiador de uma jovem guerrilheira, na Barcelona anarquista de 1937, me seduz. Como mandam todos os deuses e motivos, mas devemos ir para o livro. ]

[ Gostosa sensação de familiaridade ao ler algum autor. É mais comprovação do que descoberta, mas as descobertas não hão de tardar de reclamar as suas partes durante os estudos.]

AMOR: - Estou com sono, impressionado com uma poesia do Joel Latner e preocupado e chupar laranjas.


QUEIJO: - Cuidado para não dormir com a cara no prato cheio de cascas e sementes de laranja e sonhar que o Joel Latner te persegue usando um jipe para neve enquanto te oferece uma promoção para assinar a Revista de História da Biblioteca Nacional.

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