Voltaire ajuda

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

23 de junho de 2015 (1 de 2)

QUEIJO: - Vamos seguir em frente, para as soluções dos problemas novos, para as soluções dos problemas antigos disfarçados de problemas novos e para as soluções dos problemas antigos vaidosos por quererem ser chamados de “é assim mesmo, faz parte”. E aí?

AMOR: - E aí que ontem assisti “O Exorcista” (1973) e gostei demais, pois além de ser um ótimo filme ele também levanta a questão da importância de acreditar e de apenas duvidar no momento certo da caminhada. E agora estou encantado com uma linda fotografia que mostra uma turista oriental mergulhando ao lado de um peixe que sabe sorrir...

QUEIJO: - Tá bom, tá bom, tá bom, já me arrependi de perguntar.

AMOR: - Não contei da viagem ainda aqui. Foi legal, não fui esmagado por alguma carreta gigante desgovernada carregando substâncias radioativas.

QUEIJO: - Se percebe.

AMOR: - Mas bati a cabeça na quina de uma janela.

QUEIJO: - Impressionante. Sangrou? Foi grave? Formou pelo menos um “galo” na cabeça?

AMOR: - Não, mas na hora fiquei com muito medo.

QUEIJO: - ... ...

AMOR: - O banheiro do quarto da pensão era tão pequeno que quando a gente sentava na privada para fazer o “número dois”, o nosso nariz batia na quina da pia. E me apaixonei pelas duas atendentes de um restaurante.

QUEIJO: - Eu apenas gostaria de saber por que converso com você. É pedir muito?

AMOR: - Fui tirar foto de um desfile de carros de bois e tive que fugir de dois bezerros bravos. Visitei três vezes a mesma livraria, mas resisti e não comprei.

QUEIJO: - Alguém aí do outro lado da tela do computador; é você, você mesmo: você consegue compreender toda a dimensão do drama que é ficar com a cabeça doendo, sem ter uma cabeça?

AMOR: - Uma das atendentes do restaurante era branquinha e loirinha e muito, muito fofinha se é que me faço entender. A outra era magra e negra e as suas três olhadas para mim derreteram meu coração e colocou-me ao lado das nuvens.

QUEIJO: - 190 seria antes, eu vou direto é ligar para a Ezequiel Dias.

AMOR: - Gosto desse meu gosto eclético. Ecletismo significa riqueza interior.

QUEIJO: - Piedade, piedade meu pai! E se for contagioso?

AMOR: - Não disse nem “bom dia” para duas, mas elas sempre morarão em mim.

QUEIJO: - Curso de orientação para suicídio. Duas semanas com aulas teóricas e práticas, pelo total de 120 Reais. Pagamento no final do curso.

AMOR: - A família toda por parte da minha vó materna estava reunida e... Peraí.

QUEIJO: - “Peraí”, o que? O que foi agora?

AMOR: - Curso de suicídio cujo pagamento é depois das aulas?

QUEIJO: - AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

AMOR: - Você tem que se controlar, Queijo. Neste diálogo cujo objetivo é ironizar todos os terapeutas, psicólogos e psicanalistas, era seu o papel de voz racional.

QUEIJO: - AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

AMOR: - Você precisa de ajuda. Qual era o telefone do plano funerário que também tem plano de saúde?

QUEIJO: - AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

AMOR: - Vou continuar editando as minhas fotos do Congado. Vou virar especialista nisso ainda. Vou virar o gostosão nessa área e colocar o Pierre Verguer comendo poeira!

QUEIJO: - O Pierre Verguer esta morto há mais de dez anos, seu marmota! O máximo que ele come agora é terra e minhoca! AAAAAAAAAHHHHH !!! Alguém me ajuda pelamordedeus!!!!

AMOR: - Krishna, você acredita em Krishna. Por causa da vaca, entendeu? Você é um queijo e acredita no leite. Leite, vaca, hinduísmo... Capturou a indução do trem?

QUEIJO: - Para, a brincadeira acabou. Ouviu? Assim não tem graça, assim é tortura.

AMOR: - Reparou que eu falei “indução” em vez de “dedução”?

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