Voltaire ajuda

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

17 de julho de 2015

[ Onde viver? Famílias podem ser expulsas a qualquer momento, aqui na cidade. Na Alemanha, quem chora é uma menina palestina árabe. Onde viver? ]

QUEIJO: - Seu marmota, era para você ter ido lá tirar fotos. Mesmo que o que acontecesse não fosse "cinematográfico" do modo que o jornalismo gosta, - de maneira compreensível e não muito decente -, você tinha que ter ido lá tirar fotos.

AMOR: - Ajudei um amigo locutor a fazer uma edição especial do programa e o tema foi a ocupação. Não fui lá tirar fotos, mas toquei "Funeral de um lavrador", de Chico Buarque, o dia inteiro na radio. A desocupação não aconteceu hoje.

QUEIJO: - Pouco foco e muita preguiça. Tente ser um pouquinho mais do que isso.

[ "É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio" - Chico Buarque. ]

[ Respeitem e respeitem a cultura popular. Vai ser a cultura popular a resistir até o final e não essas paredes de universidades. Mas a cultura popular não pode ficar presa dentro da tela da televisão, dentro da tela do computador e não pode ser representada pela Confederação Brasileira de Futebol e nem represada pela estreito Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Jacob Levy Moreno. A segurança esta dentro da festa organizada pela prefeitura e que esta na rua fechada pelo Polícia Militar, mas apenas teremos o futuro se formos espontâneos e para isso não podemos estar seguros. Ou você crie a ama, ou você vai sofrer e muito; e aqui falamos de pura biologia. ]

AMOR: - Nossa, admito que aquilo bateu e bateu forte. Fui manda um e-mail e acabei vendo umas mensagens antigas que eu tinha enviado para a última-ruiva-pintada-amor-da-minha-vida-mentirosa-e-etc. Li duas frases e tô mal já faz uma meia hora. Filha da p*****! Como caí numa armadilha vagabunda como aquela? AAAAAAAARRRRGGGHHT!

QUEIJO: - Por Júpiter, fique calmo! Aqui, você ficou mal e triste, certo?

AMOR: - Certo. Mal, triste, estômago ruim e agora também estou furioso.

QUEIJO: - Certo, certo. Muito bem, mas vem cá. Diga pra mim: escreveria aquilo tudo de novo?

[ Uma salva de palmas para o satélite TellStar. Uma vaia para a Bomba de Hidrogênio. Se pode, faz? O humano pode, então faz? A ciência pode, então faz? A bomba atômica foi criada e... e... e... e... usada! A arma mais terrível foi criada e usada! Usada! É possível descrever por meio de palavras toda a carga simbólica desse ato? Não creio. Karl Jaspers. Ou nascemos novamente ou tudo isso aqui vai virar uma cinza radioativa. Cada atitude é importante, não fique paranoico; mas cada atitude é importante. Uma pergunta que faz, - ou deveria fazer -, todas as células de nossos corpos tremerem: qual é o futuro do humano? ]

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