Voltaire ajuda

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sábado, 13 de junho de 2015

Aborrecimento antigo e dois nomes com carinho


A postagem de ontem foi joia e hoje? E hoje? A falta de regularidade é um dos espinhos que enfrento.

De repente tenho uma ideia para comentário: a mania de falar sobre adolescência como se fosse um período exclusivamente dramático e cheio de perigos.
Na imprensa escrita, quando existem um suplemento regular a respeito deste universo, a abordagem é mais completa. Mas a televisão, quando resolve falar sobre adolescência, só fala de drama. É só negativo. 

Lembro de uma série do "Fantástico", da Rede Globo, cujo o primeiro episódio era sobre... sexo. 
Entendem o que digo? Sexo, drogas, excessos e imprudências de todos os tipos. 

Um antídoto a essa postura que não ajuda é lembrar do grande Contardo Calligaris e o grande pequeno livro "Adolescência". Ele faz uma observação pequena que, para um apaixonado por filosofia como eu, faz rapidinho rapidinho ficar grande e rico. Contardo Calligaris chama a atenção para dois filmes, "Kids" e "American Pie", o segundo é mais próximo da realidade da maioria dos adolescentes. Pois pois, adivinhem qual dos dois filmes fez sucesso apenas entre adolescentes? Pois é.
Nota:
http://livraria.folha.com.br/livros/pais-e-filhos/adolescencia-contardo-calligaris-1011402.html

Por quê Nietzsche?

Assumir a responsabilidade, sublime e pesada, de ser humano. 

A filosofia me 

[Pausa. Acabei de ver uma portuguesa gatinha na televisão. Decidi: vou mudar-me para Portugal]

                          parecia algo tão abstrato, frio, indiferente àquilo que era importante à vida. 
Então Nietzsche surge e tudo nele era vida, cor, respiração, sedução e convite ao mergulho no infinito desconhecido. 

Por quê Lúcio Flávio Pinto? 

Não lembro da cronologia exata do trem, mas imagino que tenha sido assim:

Estava na faculdade, estudando jornalismo e lia sem parar livros com depoimento de jornalistas experientes. Li vários livros e fazia resumos extensos.

Um dos melhores que li era o "Repórteres", uma série de depoimentos de repórteres brasileiros. Um depoimento mais inteligente e emocionante que o outro.
Ali conheci o Lúcio, mas o depoimento dele não destacou-se. Mas foi assim porque todos ali foram maravilhosos.

Aí eu estava no Centro de Cultura de Belo Horizonte, um prédio antigo, onde escadas faziam barulho e a chave para o banheiro me lembrava um castelo medieval do ano de 1347, quando li em uma revista algo sobre ele.
A revista era uma dessas revistas especializadas, não famosas. Acho que a sua linha editorial tratava de ecologia. Não sei, nem lembro do nome da revista.

A parte que eu estava era onde tinha várias pequenas notas e uma delas era sobre o Lúcio Flávio Pinto. Ele tinha sido agredido. Fiquei completamente chocado com a história e decidi ali interessar-me pelo seu trabalho jornalístico. 
É que eu não lembro se eu ainda estava na faculdade quando fiz essa visita ao Centro de Cultura de Belo Horizonte.

Já correspondi-me com Lúcio, quando comprei livros dele usando meu primeiro salário. E até guardei a caixa em que os livros vieram, pelo óbvio motivo de ter guardado a sua letra escrevendo meu nome.
Adolescência tardia, uma vez que nunca tive poster no quarto, autógrafo de cantor de rock, bola de futebol autografada e etc. rs rs rs rs
[Aliás, onde esta a caixa? Ih...] 

Nota:
http://shopping.uol.com.br/reporteres-dantas-audalio-8573590394.html#rmcl


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