Voltaire ajuda

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terça-feira, 12 de maio de 2015

Válvulas na cabeça, sejam felizes, amebas e a desigualdade entre humanos

Criatividade e imaginação tem custo. Cabeça sempre no mundo da lua e quando começo um trabalho eu demoro, como se na cabeça tivesse válvulas a esquentar.
(A minha família já teve uma televisão em preto e branco que era valvulada. Eu adorava acompanhar as válvulas "acordando".)

Houve uns problemas de saúde na família, por isso me afastei um pouco daqui. Estou voltando aos poucos. 

Hoje é dia do Will Durant, mas vamos começar com um aforismo de Nietzsche. Longo e difícil, mas o bigodudo alemão, a gente sabe, recompensa.

NIETZSCHE APAIXONADO
O Novo Testamento é o livro que contém a chave da felicidade: a segura e íntima felicidade por uma crença e a satisfação de possuir em você a verdade
Um livro amigo e que tenha, dentro dele, em suas páginas, tudo, tudo mesmo para a gente.
E se é assim com um livro religioso, como deve (ou deveria ser) com qualquer livro científico? 
Vamos continuar com a ciência aqui. Tem coisa mais humilde, sem egoísmo, do que a ciência?
Ao mesmo tempo, um Eu alegre e criador é muito valioso para a ciência!
E criamos e fazemos a ciência porque precisamos.
E sabemos o quão pouco isso resulta e sabemos o quão pouca fé nós homens de ciência precisamos.
E vocês, religiosos? Vocês demonstram em seu rosto, nos olhos a sua bem aventurança?
Não, vocês não demonstram. Se demonstrassem toda a fé que possuem, toda alegria que dela decorre; então todas essas discussões inflamadas em que vocês participam, todas essas discussões e defesas da sua fé seriam supérfluas. Nem seus textos sagrados seriam obrigatórios, pois as suas palavras estariam vivendo, nadando, crescendo e multiplicando em seus corações.
Mas não é isso que acontece com vocês. 
Da nossa necessidade de ciência vem a nossa obra e vida, mas com os religiosos cristão acontece o contrário: como não esta no coração, a devesa da sua fé é na verdade a prova da falta dela!
Se Cristo queria salvar o mundo, o serviço ainda não terminou.

LÚCIO FLÁVIO PINTO E SUAS LIÇÕES AMAZÔNIDAS
Se fosse assim, o governador e o prefeito estariam certos. Mas... Mas... 
O lobista estava conversando normalmente, mas quando percebeu o perigo ele saiu correndo. 
Empreiteiras e sua influência no Brasil: elas mandam mesmo. Tudo bem, continuamos as obras; afinal, a dívida com o poder público continua... A outra opção seria simplesmente ir embora e adeus obras, adeus população ficando sem ajuda.
Política sem ideologia, sem uma visão de mundo. Uma ameba cinzenta, sem forma ou projeto, movendo-se de acordo com as forças do momento. Aí você muda de opinião, amigo vira inimigo de acordo com a conveniência. Respeito aos eleitores e a própria memória sequer são consideradas.

WILL DURANT CONTA A NOSSA HISTÓRIA
Por que o comunismo primitivo desapareceu ao alvorecer da civilização? 
Era preciso desenvolver-se, produzir mais, criar, poupar, dividir o trabalho e tudo isso não era mais possível com o comunismo. A vida tinha mudado.
Comunismo era perfeito nas crises, dava segurança e dignidade a quem precisava de ajuda naquele momento de pobreza. Mas o comunismo não os tiravam da pobreza.
Mais família e menos tribo. 
Um homem forte sai da segurança da família e começa a aventurar-se e a conquistar terras. A moeda nasce e facilita a circulação de riquezas. Direitos tribais renascem de outras formas.
A ideia de propriedade privada já esta madura.
E também surge a escravidão. Os fracos, os endividados, os criminosos e os derrotados de uma guerra eram escravizados.
Guerra e escravidão, uma relação circular e sangrenta.
A escravidão também nos deu a disciplina para o surgimento da indústria: o hábito de se trabalhar em um serviço duro, por assim dizer. 
A diversidade entre humanos, a divisão do trabalho, a agricultura, a escravidão, a propriedade privada, a família patriarcal, a herança ajudando a definir ricos e pobres, o estado surgindo para organizar e não permitir que o conflito interno destruísse tudo. 


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