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domingo, 31 de maio de 2015

Evinha e o estagira


Evinha e Raul Seixas salvaram meu último programa na radio Super Nova FM. Foi mágico, no improviso. Praticamente um mês em que estou fazendo o programa com má vontade e eu bem que podia pegar o que aconteceu neste sábado e transformar em energia para voltar a fazer o programa como eu fazia antes.

(E vamos começar o Aristóteles)
A rainha esta de volta, logo após começar a vencer a fama de manipuladora malévola. A rainha das ciências humanas, a retórica.

A partir da segunda metade do século XX o mundo viu renascer o interesse pelo estudo da retórica. O olhar e as técnicas de estudo eram diferentes, mas a paixão que movia os acadêmicos era (e é) a mesma que antigamente existia entre os que praticavam a retórica.

Útil e interdisciplinar, duas virtudes que nos vem logo quando pensamos nela.

Humano é um animal que exprime-se, exprime-se o tempo todo. Retórica é coisa nobre, viu? E graças à sua ambiguidade em ser arte e ciência, podemos criar no processo educativo. Aprendemos e podemos aprender de novos jeitos.

Vou fazer a minha carteirinha da Internacional Society for the History of Rhetoric!

Aqui é a forma antes do conteúdo. Aqui é o depois de descobrir a sua verdade, é o a posteriori. Quando chega o momento de expressar-se com eficiência. Algo prático, fruto de estudo de anos e anos observando os melhores oradores daquela nossa Grécia Antiga e amada.

Safo se dirige a Afrodite.

Pelo seu sucesso na política, Péricles ensinou os gregos a amarem a palavra e todo o seu poder.

Faz muito tempo, muito tempo que não temos primavera
porque
faz muito tempo, muito tempo que fazemos guerras.

A retórica nasce "oficialmente" na Sicília e é culpa de dois tiranos que fizeram muitas coisas erradas enquanto estiveram no poder. Depois de derrubá-los, foi preciso um mutirão de assembleias, reuniões para organizar e decidir como consertar tudo. E como um cidadão poderia convencer os outros que ele tinha sido injustiçado e merecia uma reparação?
Oh, uma menina! A retórica!

Os ovos de dragão, lá em Eléia, pela mão dos idealistas, partiam-se.

A retórica tinha nascido, mas precisava da ajuda do admirado e odiado Górgias para que ela saísse às ruas e ajudasse a todas e todos que precisassem dela.

NIETZSCHE APAIXONADO

Pode ser triste ou engraçado, mas se deixar apodrecer por vaidade não é bom. Torna nulo as suas obras de arte.

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