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sábado, 2 de maio de 2015

CONESTAGGIO E A METADE DO CAPÍTULO

ENSAIO SOBRE A TRISTEZA BRASILEIRA – Paulo Prado.
De volta a este livro. Se é racista, ainda tenho dúvidas; se é pessimista ou não – que é outro ponto polêmico a respeito da obra -, eu tenho alguma certeza: é otimista, mas de um otimismo doloroso e forte.

É um livro que fornece imagens interessantes e ele é bem escrito. Merece a curiosidade.
Eu já li ele, a “volta” aqui é a volta para resumi-lo.


No nascimento dos Estados Unidos: rigor religioso, pensamento prático e a longo prazo, liberdade e revolta diante da Inglaterra que abandonara.
Religião e sua disciplina foi fundamental para o nascimento dos Estados Unidos e que a nação estadunidense tivesse esse sucesso que tem hoje. Protestantismo, puritanismo, independência quanto ao rei e a igreja.

E no Brasil? Portugal, quando aqui chegou, não estava muito bem de saúde. Não exatamente por causa exclusivamente dos nossos patrícios: era o momento europeu: 1500 não era 1620.
Conestaggio: “Este havia tido cinco reis no espaço de dois anos, fato raro, talvez único.”
E aqueles reis em pouco tempo destruíram Portugal.
Igual a Roma: ampliou demais o império e isso enfraquecia sua estrutura física e moral.
Uma coisa que se instalara firme e forte? A Inquisição.
Na colônia, no Brasil, não adiantavam os administradores corruptos pedirem algum dinheiro à metrópole; mesmo que fosse dinheiro para ser usado em algo útil.

A escravidão que estraga onde for instalada e “uma mestiçagem apropriada”.

Nossos primeiros portugueses: o anárquico sedento de uma vida livre e o organizador beato.

Sexo + Paixão pelo Ouro = Brasil.
O famoso caso do sujeito que jogou no desfiladeiro duas escravas, depois de usá-las até o esgotamento para que não trabalhassem para outro senhor.
Parece que o desgraçado que fez isso acabou se tornando rico e poderoso.
Olhe os homens que você escolhe para fazer sucesso, Brasil!

Surge o problema do cansaço. Cansaço mental, físico, emocional e que gerava ódio e nojo nos atingidos por ela.

Só ouro e sexo. Visão de mundo pequena. Teatro, pintura, criar cultura e civilização? Não.
Não.

“... até a impassibilidade soturna e amuada do paulista e do mineiro.”

Tristeza? Olhe como eram as nossas canções populares desde o início!

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