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domingo, 3 de maio de 2015

Brasil vai entrar no século XX e o Ambrose Bierce encantou o Millôr

A volta continua. Agora é para os braços da menina dos olhos da biblioteca comunitária que estamos construindo em casa: A HISTÓRIA DO SÉCULO 20, da Abril Cultural. 7 volumes grossos comentando praticamente ano após anos, de 1900 a 197... Esqueci, o último volume não esta aqui comigo.
Delícia, delícia. Delícia sem fim. 

Globalização é coisa antiga. O que chamamos hoje, 2015, de "globalização econômica", já estava bem madura por volta de 1914.

A Inglaterra era a primeira e única nação industrializada, mas aquilo não duraria muito. Outras nações iriam seguir este caminho.

Quando um país industrializava-se, o que acontecia? Havia uma concentração populacional e isso gerava demandas diferentes. Precisava-se de produtos agrícolas e matéria prima para indústria. A autossuficiência dos séculos de agricultura não era mais possível. Agora as nações tinha que negociar e negociar de maneira nova.

Produção é riqueza e a indústria produzia mais que a agricultura. Os países industrializados eram mais ricos que os outros que eram apenas ou prioritariamente agrícolas.
Bom momento para lembrar de, caminhando pela cidade, ver aquela primeira página da revista CAROS AMIGOS falando da desindustrialização do Brasil. Não comprei e nem tenho o costume de comprar essa revista, mas o importante é lembrar o ano: 2013 ou 2014. Acho que era 2013 mesmo. 

Comprar é bom. Principalmente quando a gente precisa e pode. Os primeiros países industrializados queriam e podiam. Muita importação, muita riqueza acumulada. Vamos investir em países da periferia capitalista? Malha ferroviária, instalação de postes de luz, essas coisas cada vez mais importantes neste início do século xx. Aí fica mais barato importar deles.
Lembram do "Luz para Todos", do Governo Lula; e daquele filme sobre o chinês fã de luz elétrica que vive sendo reprisado pela TV Cultura?

Você imita, se inspira naquilo que é bom. A industrialização permitiu transferência eficiente de tecnologia. Um país tinha, o outro dava um jeito de ter também. 
Dos atores envolvidos o mais importante foi a locomotiva e a malha ferroviária. 
Que o Brasil destruiu de vez nos últimos 30 anos.

A migração de pessoas foi um fenômenos sem precedentes que mudou tudo. Difícil abordar esse tema em um único post.

China e índia importavam mão de obra para países periféricos do capitalismo em regimes próximos da escravidão. 
Escravidão! 

Fim da viagem pelo tempo. Obrigado Malcolm Falkus.

"Fechei o livro. Por que continuar a ler, diante dessa definição tão definitiva, e universal? Tudo é assim, em todas as circunstâncias, em todas as filosofias, em toda a vida: Branco é Preto."
NÃO CHEGA NÃO, MERMÃO? - Millôr Fernandes.

    

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