Voltaire ajuda

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Maria Nilde Mascellani, Haiti e Popper liberal.

MARIA NILDE MASCELLANI, MARIA NILDE MASCELLANI, MARIA NILDE MASCELLANI... Quantas vezes devemos dizer o nome de uma genia da educação brasileira?
O documentário é maravilhoso e eu o recomendo efusivamente.
A propósito, um resumo: auto-crítica, o mundo é nosso, curiosidade e atividade. 

Vai passar o filme “Nixon/Frost” na televisão. No pior horário possível.
Vou assistir. Faço questão. A minha teimosia e força aparecem nos momentos e em objetivos mais bobos possíveis.
Veja que isso não vai me trazer dinheiro, amor, garotas gostosas, saúde, fama ou uma Canon EOS 1D X. E pior: eu nem vou lembrar-me de que tive essa vitória. Uma vitória estúpida, mas uma vitória.

Mas antes de falar de memória, história, história que ajuda a viver, Nietzsche puxando a orelha de David Strauss e de todos os acadêmicos alemães de sua época e do livro gostoso e tesudo do Karl Raimund Popper, vou lembrar uma história bonita.

Era um filme com o Jack Nicholson, meu ator favorito. O nome em português é “Cada um vive como quer” e o nome original é “Five Easy Peace”. Já tinha lido falar a respeito desse filme e parece que ele era ótimo. Pois eu consigo acordar de madrugada, sem despertador e depois de um dia cansativo, no horário.
Isso não é bonito? Acho que isso é amor a arte. Na salvação pela arte eu acredito. Aliás, vou usar maiúsculas a partir de agora: Arte!
(Sim, o filme era mesmo ótimo e magnífico)

Sacrifício e moralidade.
(Ouvindo Steve Wonder e tentando resumir Nietzsche para o mundo, para você ter uma ideia da falta de juízo e noção do autor dessas linhas)
É interessante, Nietzsche diz que aquele conflito tribal entre o coletivo e o indivíduo quanto ao sacrifício em nome de um bem maior e duradouro que ainda há de vir no horizonte longínquo; também acontece dentro de nós!
Nós nos colocamos como uma peça minúscula diante do todo, quando diante dos valores e costumes em que fomos criados e em que vivemos.
Não é nosso; não é de nós. Essa prisão e esse barco não foram construídos por nós. O que mais podemos fazer além de obedecer? Algo que seja para o indivíduo?

Como um jornal diário consegue resistir se a sua receita publicitária é fraca? A pergunta que me vem à mente ao ler mais um trecho de Lúcio Flávio Pinto, o maior jornalista brasileiro, nos leva longe. Temos que confiar nos jornais e revistas se não queremos que a contabilidade e o sigilo bancário de uma televisão ou de uma revista não sejam tratados como é tratado a contabilidade e o sigilo bancário de um sindicato ou de um partido político.

Eu não voto em quem faz parte da redação de um Jornal Nacional ou de uma Revista Veja da vida, mas eu posso escolher dar ou não audiência a eles. E posso também responsabilizar-me ao escolher quem eu quero que ocupe a presidência do Brasil e não virar cachorro dos meios de comunicação. Isso é muito, isso é forte, isso é a solução liberal. Parece desumana demais essa solução, irreal por sugerir um indivíduo só contra um exército milionário de homens poderosos. Mas aí temos que confiar em nós e na justiça.

Ai! Ai! Sou bacharel em comunicação social (com habilitação em jornalismo), mas nunca exerci a profissão de jornalista de maneira “clássica” (dentro de uma redação, ganhando pouco e influenciando muito os outros).
Queria, pelo menos, ajudar o Lúcio Flávio Pinto ser mais conhecido pelo Brasil inteiro.

Teve uma vez, enquanto eu estava na faculdade, que enquanto eu esperava o ônibus para ir para casa eu encontrei coisas interessantes no lixo: revistas e outros impressos. Será que era o caso desse exemplar da “Forbes Brasil” (Ano 4, número 85, edição de 9 de abril de 2004)? Não lembro.
Guardei essa revista, assim como um monte de coisas que formam meu arquivo de material jornalístico, porque achei que ali havia algo interessante ou só porque era legal ter pelo menos um exemplar dessa revista. Sei lá, na hora baixou o historiador em mim.

“Devemos dizer ao novo governo interino do Haiti que os débitos passados serão perdoados se reformas básicas forem instauradas.”
Quem disse não foi o presidente dos Estados Unidos ou o líder da Igreja Católica ou presidente do Órgão das Nações Unidas, a ONU; quem disse isso foi o Steve Forbes, editor-chefe da revista Forbes.
Espero que ele também goste de mim.

Mas o artigo do Steve Forbes tem coisas legais até para quem esta com surtos anarquistas e socialistas:
- Que tal um imposto de renda fixo de 10% a 15%, com incidência alta para deixar escapar a maioria pobre e suficiente para o governo ter dinheiro para fazer algo que preste?
- O dólar como moeda corrente impediria os políticos de roubarem a população, Steve Forbes? Hum... Hum...
- Facilidades para que haitianos possam abrir seus negócios dentro da lei.
- Leis de propriedade como as dos EUA, que ajudaram os que eram apenas posseiros a serem donos de suas terras. Ou como Forbes disse: aqueles estadunidenses foram transformados de “posseiros” em “pioneiros” por meio de leis que os ajudaram.
E João Pedro Stédile e Steve Forbes dançam um tango parisiense.

O resto do artigo de Forbes é bonito e elogioso ao Haiti e nada tenho a criticar. Liberal e bem intencionado. Posso ter sido malvado em meus comentários a Forbes, mas acho que a solução dele é razoável. Claro, há o risco de o Haiti virar um mero bairro para os EUA; mas é um risco que devemos enfrentar. E, caramba, Forbes começou o artigo criticando o que o Fundo Monetário Mundial fez ao Haiti! Aquela receita econômica austera que mata a doença e o paciente, também.

Isso tudo foi em 2004. Como esta o Haiti agora?

Quase me esqueci de mencionar o nome do artigo de Steve Forbes. Lá vai o próprio: “Como ajudar o Haiti a se ajudar – o auxílio americano ao país deveria começar pela recusa à interferência do FMI”.

FMI? Eu tinha 11 anos em 1994 e 15 anos em 1998, e minha memória é muito boa.

Mais um trecho da revista que eu achei interessante. A economia pode ser uma ciência social que cheira a fome e sangue, mas com certeza ela tem aspectos fascinantes.
“Mas a disputa continua. Em abril chegam às lojas as máquinas de última geração, com 6.0 megapixels de definição.”
Olhem isso: uma câmera fotográfica digital com zoom ótico de 3 vezes e 5 megapixel por 5 mil reais! A marca é a mesma da minha primeira câmera digital, que tinha zoom ótico de 10 vezes e nove megapixel, e que me custou mil reais em 2009.
Cinco vezes mais barata em cinco anos? Não conheço economia, não conheço a tributação no Brasil, a não ser que ela seja irracional e moralmente indecente, - ou seja: o básico -; mas não sei se esses cinco anos foram muito ou pouco para aquela mudança de preço.
Outra coisa importante é lembrar que essas câmeras digitais antigas merecem respeito e muito bem podem ter algum recurso interessante e que talvez não tenham sido incorporados às câmeras mais modernas de 2015. Isso não é algo tão raro assim de acontecer no mundo da tecnologia, sabe?

Uma curiosidade na matéria do senhor Newton Branda: dos 8 modelos de câmeras digitais mostrados, a câmera mais barata era da... Pentax! Vão agora no site da Pentax agora para se sentir o Rei de Mônaco.

Ainda sobre fotografia: uma propaganda cândida do City Museum, lá da Inglaterra. Consiste de uma foto em close de uma espécie de bastão real, cheio de ouro e pedras preciosas. A ponta do bastão lembra uma coroa. Isso sobre um fundo negro e acima de tudo, no alto, uma pergunta: “Real or fake?” (“Real ou falso”, em inglês) E no rodapé: “Visit the City Museum”.
Achei essa propaganda tão cândida, tão pura, tão ingênua, tão sem bundas de mulheres, explosões, frases de impacto, efeitos especiais e outras coisas que amamos em propagandas. Fiquei comovido, sei lá. Sou estranho. Deem-me um desconto, começou a tocar The Carpenter!
A propaganda esta no Novo Testamento da Fotografia. Esse nome é para os iniciados, o resto pode chamar pelo nome da capa: O Novo Manual de Fotografia, de John Hedgecoe.

Uma janela se abril e um beija-flor esta feliz, esta diferente.
Ele apenas pode prometer beijar e voar melhor. Não é muito para outros, para quem interessa isso é muito.

É Raimund e não “Raymond”, Corretor Ortográfico marmota. O sujeito é austríaco.

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