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domingo, 22 de fevereiro de 2015

AGENDA, MAS O CORAÇÃO TAMBÉM!

Esse filme é um remédio contra a solidão. Por exemplo: a minha cena favorita. Penso nela. Então digito "Medianeras" no Bing Imagens e no Google Imagens e essa minha cena é justamente a que mais aparece. Entenderam? Remédio contra a solidão. 

Farofa. Minha vó materna fez a sua farofa. É praticamente a melhor notícia do dia.
Gosto tanto de farofa e de açúcar mascavo que eu devo ter sido um cangaceiro em alguma vida passada minha.

Vamos, vamos meu amado Will Durant!
:
"Estes homens são fracos sobretudo por não coordenarem os propósitos que dominam e unificam a vida."

Se eu fosse organizado eu venceria. Custa acreditar nisso?
Custa perdoar um pai por ser organizado e completamente infeliz?
Custa perdoar-se, quando esta caminhando bem?

Ontem a noite encontrei uma linda mariposa na cozinha. Grande, bege, branca e com detalhes vermelhos irresistíveis. (O vermelho e a fotografia construíram uma relação atávica e histórica.) Estava muito cansado e deixei para o dia seguinte. E no dia seguinte tirei as fotos. 
Já estava com gana de tirar fotos, lembrando com prazer as edições ouvindo música... 
Fotos tiradas, mas quando resolvi mexer na janela onde a mariposa estava, a mesma voou para outro lugar. 
Não encontrei e logo desisti de procurar. Uma dezena de minutos depois eu a ouço. Suas asas contra uma teia de aranha, bem embaixo da mesa da cozinha. Com culpa, peguei uma vassoura para salvar a mariposa. A própria acaba fugindo de mim e da aranha e indo parar no meio do mato. 
Não muito longe, estava perto e dava para ver que a poderosa teia de aranha estava grudada nela.
Quando aproximo percebo que é a família inteira: a mariposa charmosa, a aranha competente, a teia ISO 9000 e incontáveis casulos de aranhas filhotes. E tudo perto, quase na mesma folha de laranjeira. A aranha, como boa mãe, se preocupava com suas crias e ia e voltava de onde estava para onde estava suas crias, numa dança a procura de segurança. A mariposa estava parada, mas inquieta. 
Dobrei os joelhos e vi que uma laranja nasceu para ser um fundo chamativo para uma foto. Tirei algumas fotos e apanhei do flash. Nada excecional.
Fui tentar tirar a teia da mariposa, mas mal toquei nela e ela fugiu novamente. Desta vez ela foi para o alto de uma árvore. 

Em apenas uma manhã a gente pode mudar todo um pensamento.
Uma impressora mais barata, papeis mais baratos, formatos mais baratos para vender as fotos, internet e etc. Me animei enquanto imprimia fotos para meu portfólio. 
Estou montando esse portfólio há muito tempo. É de se desesperar. Eu sou burro e a tinta é cara e acaba logo. A boa notícia é que por pouco eu não gasto ainda mais, na hora lembrei que é possível pagar um serviço de cópia colorida. Foi por pouco. Até que no passado eu fazia mesmo algumas coisas sábias. (Me refiro ao fato de imprimir uma foto apenas uma vez, já que eu tenho várias pastas e em tese eu deveria ter cada foto impressa duas vezes no mínimo)

A quantidade de fotos é mesmo grande e estou imprimindo apenas um terço do que já fiz. Devo me orgulhar e pensar no industrial Rossini. (risos)

O momento chave será mesmo o cartão. Fazer um cartão de fotógrafo. A partir dali não tem volta.

Amo Nietzsche e ainda não consegui ler todos os seus livros. E eu também sou bem ingrato em relação à minha família. 
Apenas mais um que quer amor e não sabe amar.

Já contei aqui neste blog precário? Me correspondi com o Lúcio Flávio Pinto quando gastei meu primeiro salário. Queria três livros dele. Livros com dedicatórias (ele foi bem humorado ao comentar esse meu pedido) e a caixa usada pelo correio guardada para sempre.

Ah, pare! Esta tocando a "Dança do Sabre". Ah... Ah...!
Ah, para! Esta tocando a versão original de "Last Kiss". Ah... Ah...!
Depois de escutar sem parar Harry Nilsson e sua receita "Put the lime on coconut".
Depois de escutar sem parar Milton Nascimento, 14 - Bis e MP4 e a mundial "Paula e Bebeto". 

Como? Onde este texto foi parar?
Estranho. E isso não é nem 0,4% do que esta dentro e nunca começou a ser semente ainda. 

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