Voltaire ajuda

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

NOMES E OUTRAS COISAS


Eu vejo um vídeo engraçado. Algo que misture leve erudição e infantilidade. E aí acho novamente que há sentido na vida.

Sou fotógrafo, mas me identifico mais com desenhistas e pintores. Não tenho formação acadêmica, tenho listas.


1 - No final do livro "Contos de Fadas", da Editora Jorge Zahar, há uma lista com alguns dos principais artistas que já ilustraram livros infantis. 

Maxfield Parrish, Edmund Dulac... Só fera. Sem mencionar artistas que participam do livro, mas não tem biografias.

2 - Uma espécie de cartaz que minha mãe tinha, na época em que ela era aluna da Escola Guignard de Belas Artes. 

Principais artistas e escolas artísticas no período de 1874-1975. Quem escreveu foi o Frederico Marais. Mais de 50 nomes e escolas artísticas bem explicadas. 

Me identifiquei com o Fauvismo e com o Expressionismo. E essa época, 1874-1974, é especial para um fotógrafo pois é quando as artes plásticas e a fotografia conversaram pela primeira vez.

3 - A lista de artistas que aparecem no livro "Gatos - Gatos Selvagens e Felinos Mimados", de Andrew Edney. 

Do ponto de vista histórico e de estilo é a lista mais ampla. E foi meio mágico eu ter encontrado esse livro na Biblioteca Municipal de Rio Acima.


A música sempre me salvando. Eu perco tempo, ajo como perfeito aborrecente, mas quando resolvo colocar a cabeça e a tarefa no lugar... sempre existe uma música como trilha-sonora.


Eu não dirijo. Com a cabeça sempre nas nuvens e esse coração selvagem eu nunca poderia. Então meu fetiche material é direcionado exclusivamente a aparelhos fotográficos.
Adoro ver as propagandas de produtos que vou ainda demorar uns bons anos para poder comprar. O site da Canon Portugal é maravilhoso, melhor que o site brasileiro que nem sei se existe ainda. O site da Canon estadunidense tem mais equipamentos, mas a de nossos patrícios ganha em didática e simpatia.


E continua a viagem ao universo de Hermann Hesse. 
E gostoso torturar-me com a pergunta: qual é o próximo autor ou autora? Acho que vai ser mesmo Shakespeare.

A "Filosofia da Época Trágica dos Gregos" (1873) de Nietzsche é um livro encantador, mas eu nunca o vi sendo elogiado pelos intérpretes de Nietzsche. 

E todos estavam pecando contra a tautologia, mas seria Parmenides o primeiro a deixar isso claro. 

Reverência não é amor, lembra Campbell.
Não adianta o Thomas Mann falar em "ironia erótica", eu vou demorar a ler ele. Mesmo Mann sendo filho de uma brasileira de nascimento.
Procurando a experiência de estar vivos.

Somos livres? De quais necessidades e essências somos livres?
Heráclito via a semente transformar-se em árvore, mas não sentia necessidade de provas ou receitas morais. Aumente seu coração para que ele não sofra pancadas do universo.

Assim como a raposa amiga do Pequeno Príncipe, Campbell elogia e constata a nossa perda de rituais. E Campbell termina aqui lamentando a excessiva especialização dominando as disciplinas nas universidades. É difícil um aluno, professor, um pesquisador ter uma visão mais universal. 

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