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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Hesse, sRGB, Bicho do Pé e Narcisos

Profissionalismo mais perto, Hesse e sede de verdade. Basicamente a diferença, basicamente o que me apareceu desde a última vez que estive aqui em meu blog.

Tempo é espaço, um lugar em que podemos fazer coisas. Mantenha o seu lugar limpo, organizado e com atmosfera leve e contente.

Dilma é presidente e eu realmente não acredito. Como candidata ela é fraca, não fala bonito como nós brasileiros gostamos (até demais, palavras bonitas são aceitas até quando mentirosas e violentas). A votação foi apertada, cerca de 6% de vantagem. Tivemos manifestações de tamanho razoável contra, alguns até pedem uma intervenção das Forças Armadas e foram organizadas listas de assinatura contra Dilma.
De repente a oposição resolveu ser mais ativa, agressiva mesmo? Mas como? Eles imaginaram que a vitória era certa, como até eu imaginei; e não aceitam que a vitória sobre o Partido dos Trabalhadores tenha escapado por entre os dedos. E foi: Aécio perdeu em Minas Gerais.

(escutando Chitãozinho & Xororó [“Nós nascemos só pra cantar”])

O que seria da direita e de seu mundo conservador sem o medo? Dizem a mais de uma semana que o país esta dividido. Eles têm noção do que podem legitimar com isso? Não devem confessar nem para si mesmos. Aliás uma marca da oposição nos últimos dias é o discurso vago.
O governo Dilma vai ser difícil. Economia, os casos de polícia e a imprensa resolvendo fazer oposição de maneira inteligente (diferente da Revista Veja, que chegou a dar capa para um homem que não é de confiança nos últimos dias da eleição).
Mas a esquerda que esta com Dilma também têm muitas inteligências ativas. A esquerda não costuma agir com essa união quando precisa. Normalmente ela se divide em momentos mais preciosos, para a delícia dos reacionários. E inédito: até o humor a esquerda anda usando como arma!

Stanley Kubrick é o cara. A propaganda de “2001: Uma Odisseia no Espaço” do Canal TCM apenas precisou de Richard Strauss e de algumas cenas do filme.
Apenas isso. E basta sabe por quê? Porque é Kubrick, car*****!

É tão fácil ser humilde porque é fácil pegar Bicho do Pé e precisar de Posto de Saúde. É difícil ser humilde porque é fácil pensar que somos feitos de heroísmo imortal.

Tecnologia e fotografia: fascinante, fascinante! Meu computador é velho, tem 7 anos. Para não perder minhas fotos e outros arquivos importantes inspirei-me no corpo humano. E viva os apêndices! (risos)
Uso dois pen drives e um cartão de memória ligada permanentemente ao computador, como os apêndices. Não é exatamente exagero, o HD realmente pode parar de funcionar a qualquer momento. Faço backup com mais frequência do que as grandes empresas.
Sou desorganizado e esses é um dos meus fardos, mas até que para as minhas fotos sou bastante organizado.

(Escutando ColdPlay [“Viva La Vida”] e finalmente entendo porque Narciso de “Narciso e Goldmund”, de Hermann Hesse, tem este nome e, portanto, entendendo a sua orfandade.)

Continuando:
O pesadelo da impressão das fotos não é assim tão terrível. Imprimi muita coisa que não ficou boa e gastei muito, é verdade. Mas aprender com experiência é outra coisa. É mais verdadeiro, sabe? Imprimi, por brincadeira, uma foto minha usando a impressora doméstica e descobri a pólvora: a impressão ficou boa! John Hedgecoe já tinha me contado que o que vale mais é o tipo de papel. Comprei alguns tipos e confirmei o que suspeitava: ideal para minhas fotos é um papel brilhante e bem branco.
O brilho “esquenta” as fotos e aqui devo tomar algum cuidado.
É mesmo fascinante lutar com o papel e impressora, para que a foto nasça do jeito que a gente quer. Tive que mudar a teoria e o orgulho: prender minhas fotos no tamanho A3 e aceitar que a mesma imagem tem mais de uma versão mais ou menos parecida (mais clara e com um pouquinho a mais ou a menos de contraste).
O ideal é uma impressora dye sublimation que imprima até o tamanho A3. Isso é caro, claro. Mas eu tenho algumas vantagens: como uso o espaço de cor mais simples, o sRGB, não preciso da impressora mais top do top. A preocupação seria a da duração da tinta no papel. É assim.
Ou quase, porque na questão de uma foto em preto & branco realmente maravilhosa apenas uma impressora top do top seria capaz de reproduzir em papel. Não tenho dinheiro para isso tudo, mas do ponto de vista teórico a minha situação é até simples. Mais do que imaginei.

A Lição de Hermann Hesse
“Aceitar a vida como ela é.”
Dito assim acontece uma das coisas que Hesse escreveu: a sabedoria expressa exteriormente, a sabedoria expressa por outros, parece bobagem para quem ouve. O que vale é a experiência individual, interna.
O que já foi dito por Empedócles (o grego dos “Quatro elementos e amor e ódio”), há uns 1300 anos atrás: “Todo homem só acredita em sua experiência”. Então o que eu disse sobre Hesse depois de 5 livros devorados como nunca antes tinha devorado um autor (a exceção de Kafka e Nietzsche), não vale muito. Vale você lê-lo.

Hermann Hesse é maravilhoso, um dos maiores escritores do século XX. Ele é mais antigo que Joseph Campbell e é um autor muito próximo deste. É preciso ler Hesse para entender como se construiu os sonhos e desejos do homem ocidental
“Gertrud” é um romance de Hermann Hesse que não é muito famoso, mas para mim é uma das suas melhores obras.

Estou participando de um concurso de fotografia e tem outro que também quero participar. Bom, bom, é um caminho.

Um reencontro.

Estou contente.

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