Voltaire ajuda

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

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Ainda em 2014 a resposta esta nos gregos antigos.

Cada cultura é responsável pela sua versão dos temas universais dos mitos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Caixa



A escola de pensamento eleata é maravilhosa, maravilhosa. Parmenides, Zenão de Eléia, Melisso; a turma toda.

Nietzsche não gosta muito, chama a atenção para o fato de que com Parmenides temos o início da desconfiança dos sentidos na filosofia ocidental. E culminaria com Sócrates e Platão.

O que parece impossível não é impossível. O tempo é grande e o espaço também. 

Hoje vi um vídeo da Faber Castell. Era uma coisa louca, pura luxúria. Uma caixa gigante, luxuosa, cheia de lápis especiais com todas as cores possíveis. Loucura, loucura mesmo. 
(Aliás, é a segunda vez que o Albrecht Dürer me aparece. A primeira foi como tipo de papel fine art)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

NOMES E OUTRAS COISAS


Eu vejo um vídeo engraçado. Algo que misture leve erudição e infantilidade. E aí acho novamente que há sentido na vida.

Sou fotógrafo, mas me identifico mais com desenhistas e pintores. Não tenho formação acadêmica, tenho listas.


1 - No final do livro "Contos de Fadas", da Editora Jorge Zahar, há uma lista com alguns dos principais artistas que já ilustraram livros infantis. 

Maxfield Parrish, Edmund Dulac... Só fera. Sem mencionar artistas que participam do livro, mas não tem biografias.

2 - Uma espécie de cartaz que minha mãe tinha, na época em que ela era aluna da Escola Guignard de Belas Artes. 

Principais artistas e escolas artísticas no período de 1874-1975. Quem escreveu foi o Frederico Marais. Mais de 50 nomes e escolas artísticas bem explicadas. 

Me identifiquei com o Fauvismo e com o Expressionismo. E essa época, 1874-1974, é especial para um fotógrafo pois é quando as artes plásticas e a fotografia conversaram pela primeira vez.

3 - A lista de artistas que aparecem no livro "Gatos - Gatos Selvagens e Felinos Mimados", de Andrew Edney. 

Do ponto de vista histórico e de estilo é a lista mais ampla. E foi meio mágico eu ter encontrado esse livro na Biblioteca Municipal de Rio Acima.


A música sempre me salvando. Eu perco tempo, ajo como perfeito aborrecente, mas quando resolvo colocar a cabeça e a tarefa no lugar... sempre existe uma música como trilha-sonora.


Eu não dirijo. Com a cabeça sempre nas nuvens e esse coração selvagem eu nunca poderia. Então meu fetiche material é direcionado exclusivamente a aparelhos fotográficos.
Adoro ver as propagandas de produtos que vou ainda demorar uns bons anos para poder comprar. O site da Canon Portugal é maravilhoso, melhor que o site brasileiro que nem sei se existe ainda. O site da Canon estadunidense tem mais equipamentos, mas a de nossos patrícios ganha em didática e simpatia.


E continua a viagem ao universo de Hermann Hesse. 
E gostoso torturar-me com a pergunta: qual é o próximo autor ou autora? Acho que vai ser mesmo Shakespeare.

A "Filosofia da Época Trágica dos Gregos" (1873) de Nietzsche é um livro encantador, mas eu nunca o vi sendo elogiado pelos intérpretes de Nietzsche. 

E todos estavam pecando contra a tautologia, mas seria Parmenides o primeiro a deixar isso claro. 

Reverência não é amor, lembra Campbell.
Não adianta o Thomas Mann falar em "ironia erótica", eu vou demorar a ler ele. Mesmo Mann sendo filho de uma brasileira de nascimento.
Procurando a experiência de estar vivos.

Somos livres? De quais necessidades e essências somos livres?
Heráclito via a semente transformar-se em árvore, mas não sentia necessidade de provas ou receitas morais. Aumente seu coração para que ele não sofra pancadas do universo.

Assim como a raposa amiga do Pequeno Príncipe, Campbell elogia e constata a nossa perda de rituais. E Campbell termina aqui lamentando a excessiva especialização dominando as disciplinas nas universidades. É difícil um aluno, professor, um pesquisador ter uma visão mais universal. 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Hesse, sRGB, Bicho do Pé e Narcisos

Profissionalismo mais perto, Hesse e sede de verdade. Basicamente a diferença, basicamente o que me apareceu desde a última vez que estive aqui em meu blog.

Tempo é espaço, um lugar em que podemos fazer coisas. Mantenha o seu lugar limpo, organizado e com atmosfera leve e contente.

Dilma é presidente e eu realmente não acredito. Como candidata ela é fraca, não fala bonito como nós brasileiros gostamos (até demais, palavras bonitas são aceitas até quando mentirosas e violentas). A votação foi apertada, cerca de 6% de vantagem. Tivemos manifestações de tamanho razoável contra, alguns até pedem uma intervenção das Forças Armadas e foram organizadas listas de assinatura contra Dilma.
De repente a oposição resolveu ser mais ativa, agressiva mesmo? Mas como? Eles imaginaram que a vitória era certa, como até eu imaginei; e não aceitam que a vitória sobre o Partido dos Trabalhadores tenha escapado por entre os dedos. E foi: Aécio perdeu em Minas Gerais.

(escutando Chitãozinho & Xororó [“Nós nascemos só pra cantar”])

O que seria da direita e de seu mundo conservador sem o medo? Dizem a mais de uma semana que o país esta dividido. Eles têm noção do que podem legitimar com isso? Não devem confessar nem para si mesmos. Aliás uma marca da oposição nos últimos dias é o discurso vago.
O governo Dilma vai ser difícil. Economia, os casos de polícia e a imprensa resolvendo fazer oposição de maneira inteligente (diferente da Revista Veja, que chegou a dar capa para um homem que não é de confiança nos últimos dias da eleição).
Mas a esquerda que esta com Dilma também têm muitas inteligências ativas. A esquerda não costuma agir com essa união quando precisa. Normalmente ela se divide em momentos mais preciosos, para a delícia dos reacionários. E inédito: até o humor a esquerda anda usando como arma!

Stanley Kubrick é o cara. A propaganda de “2001: Uma Odisseia no Espaço” do Canal TCM apenas precisou de Richard Strauss e de algumas cenas do filme.
Apenas isso. E basta sabe por quê? Porque é Kubrick, car*****!

É tão fácil ser humilde porque é fácil pegar Bicho do Pé e precisar de Posto de Saúde. É difícil ser humilde porque é fácil pensar que somos feitos de heroísmo imortal.

Tecnologia e fotografia: fascinante, fascinante! Meu computador é velho, tem 7 anos. Para não perder minhas fotos e outros arquivos importantes inspirei-me no corpo humano. E viva os apêndices! (risos)
Uso dois pen drives e um cartão de memória ligada permanentemente ao computador, como os apêndices. Não é exatamente exagero, o HD realmente pode parar de funcionar a qualquer momento. Faço backup com mais frequência do que as grandes empresas.
Sou desorganizado e esses é um dos meus fardos, mas até que para as minhas fotos sou bastante organizado.

(Escutando ColdPlay [“Viva La Vida”] e finalmente entendo porque Narciso de “Narciso e Goldmund”, de Hermann Hesse, tem este nome e, portanto, entendendo a sua orfandade.)

Continuando:
O pesadelo da impressão das fotos não é assim tão terrível. Imprimi muita coisa que não ficou boa e gastei muito, é verdade. Mas aprender com experiência é outra coisa. É mais verdadeiro, sabe? Imprimi, por brincadeira, uma foto minha usando a impressora doméstica e descobri a pólvora: a impressão ficou boa! John Hedgecoe já tinha me contado que o que vale mais é o tipo de papel. Comprei alguns tipos e confirmei o que suspeitava: ideal para minhas fotos é um papel brilhante e bem branco.
O brilho “esquenta” as fotos e aqui devo tomar algum cuidado.
É mesmo fascinante lutar com o papel e impressora, para que a foto nasça do jeito que a gente quer. Tive que mudar a teoria e o orgulho: prender minhas fotos no tamanho A3 e aceitar que a mesma imagem tem mais de uma versão mais ou menos parecida (mais clara e com um pouquinho a mais ou a menos de contraste).
O ideal é uma impressora dye sublimation que imprima até o tamanho A3. Isso é caro, claro. Mas eu tenho algumas vantagens: como uso o espaço de cor mais simples, o sRGB, não preciso da impressora mais top do top. A preocupação seria a da duração da tinta no papel. É assim.
Ou quase, porque na questão de uma foto em preto & branco realmente maravilhosa apenas uma impressora top do top seria capaz de reproduzir em papel. Não tenho dinheiro para isso tudo, mas do ponto de vista teórico a minha situação é até simples. Mais do que imaginei.

A Lição de Hermann Hesse
“Aceitar a vida como ela é.”
Dito assim acontece uma das coisas que Hesse escreveu: a sabedoria expressa exteriormente, a sabedoria expressa por outros, parece bobagem para quem ouve. O que vale é a experiência individual, interna.
O que já foi dito por Empedócles (o grego dos “Quatro elementos e amor e ódio”), há uns 1300 anos atrás: “Todo homem só acredita em sua experiência”. Então o que eu disse sobre Hesse depois de 5 livros devorados como nunca antes tinha devorado um autor (a exceção de Kafka e Nietzsche), não vale muito. Vale você lê-lo.

Hermann Hesse é maravilhoso, um dos maiores escritores do século XX. Ele é mais antigo que Joseph Campbell e é um autor muito próximo deste. É preciso ler Hesse para entender como se construiu os sonhos e desejos do homem ocidental
“Gertrud” é um romance de Hermann Hesse que não é muito famoso, mas para mim é uma das suas melhores obras.

Estou participando de um concurso de fotografia e tem outro que também quero participar. Bom, bom, é um caminho.

Um reencontro.

Estou contente.